XRP entra no 2º trimestre em zona decisiva
O XRP encerrou o primeiro trimestre de 2026 com queda de 27,1% em relação à abertura do período. Além disso, o ativo ampliou uma correção que já eliminou mais de 60% do topo registrado em julho de 2025, quando atingiu US$ 3,65. Dessa forma, o preço inicia o segundo trimestre em um ponto técnico decisivo, o que mantém o mercado dividido entre continuidade da queda ou possível recuperação.
Atualmente, investidores avaliam se o movimento recente representa apenas uma pausa antes de nova alta ou, por outro lado, se ainda há espaço para recuos mais profundos, possivelmente abaixo de US$ 1. Nesse sentido, o comportamento do ativo nas próximas semanas tende a ser determinante.
Estrutura técnica mantém cautela no curto prazo
Analista vê ausência de confirmação de reversão
Uma análise técnica compartilhada na rede X aponta dois cenários principais para o XRP no curto prazo. Ainda assim, a leitura predominante permanece cautelosa, já que a estrutura de preço não confirma uma reversão consistente.
Segundo o analista, a correção iniciada em 2025 ainda não havia sido concluída. De fato, ele projetava a necessidade de um novo fundo antes de qualquer recuperação mais sólida. Esse movimento se confirmou quando o ativo caiu abaixo de US$ 1,20 no início de fevereiro, atingindo cerca de US$ 1,16 no dia 6, dentro da faixa projetada.
Logo após esse fundo, o XRP reagiu com força e registrou valorização próxima de 55% em fevereiro. No entanto, o avanço não foi suficiente para consolidar uma tendência de alta duradoura.
Ao longo de março, o desempenho seguiu fraco. O preço enfrentou dificuldades para superar resistências acima de US$ 1,50. Como resultado, o mês terminou com queda de 2,79%, marcando o sexto mês consecutivo de desvalorização.

Possíveis cenários para o segundo trimestre
Alta corretiva pode ocorrer, mas tendência segue indefinida
Para o segundo trimestre, o analista trabalha com dois cenários principais. O mais provável, segundo sua avaliação, é uma recuperação corretiva, conhecida como “onda B” na teoria das Ondas de Elliott. Nesse caso, o XRP poderia avançar até a faixa entre US$ 1,76 e US$ 2,86.
Além disso, um movimento acima de US$ 2 passaria a fortalecer a hipótese de recuperação mais ampla. Isso ocorre porque níveis técnicos relevantes entram em jogo, como a extensão de Fibonacci de 50% em US$ 2,03 e de 61,8% em US$ 2,34 no gráfico semanal.
Mesmo assim, o cenário ainda exige cautela. Até o momento, não há confirmação de rompimento consistente dessas resistências. Portanto, o mercado tende a interpretar qualquer alta como potencialmente temporária, semelhante à observada no início de 2026.
Outro ponto importante envolve a estrutura do movimento. Caso a alta se desenvolva em três ondas, isso reforçaria a leitura de que se trata apenas de uma correção dentro de uma tendência maior de baixa, e não o início de um novo ciclo de valorização.
Por conseguinte, também permanece no radar a possibilidade de uma nova perna de queda. Esse movimento, descrito como “onda C”, poderia se formar ao longo do segundo trimestre ou até se estender para o terceiro trimestre.
Momento atual pode definir a direção do ativo
Nesse contexto, o XRP entra em uma fase crítica. O comportamento do preço nas próximas semanas tende a definir a direção do ativo. Enquanto uma reação positiva pode aliviar a pressão vendedora, uma rejeição nas resistências pode intensificar a tendência de queda.
Em resumo, após um trimestre marcado por perdas expressivas, um fundo próximo de US$ 1,16 e uma recuperação limitada, o XRP ainda opera sob pressão. Embora exista espaço para uma alta corretiva, o mercado segue sem sinais claros de reversão sustentada.
Assim, investidores e analistas acompanham de perto os próximos movimentos. Afinal, este período pode indicar se o ativo retomará força ou continuará inserido em uma trajetória descendente mais prolongada.