Cardano perde força e sai do top 10 do mercado
Queda no Open Interest sinaliza perda de tração
A Cardano enfrenta um momento de fragilidade no mercado, refletido tanto no preço quanto nos indicadores derivativos. Nos últimos dias, a criptomoeda saiu do top 10 em capitalização e caiu para a 13ª posição, sendo ultrapassada por Hyperliquid e Bitcoin Cash.
Além disso, o cenário atual evidencia uma reconfiguração do mercado após uma fase de desalavancagem agressiva. Nesse processo, liquidações em larga escala reduziram o excesso de posições alavancadas, deixando o ambiente mais limpo, porém ainda incerto.
Nesse contexto, surge uma dúvida central: a estabilização do Open Interest será suficiente para sustentar uma recuperação ou a falta de confiança dos investidores levará a novas quedas no curto prazo?
Vale destacar que o Open Interest representa o total de contratos derivativos ainda abertos, como futuros e opções. Diferentemente do volume negociado, esse indicador mostra o fluxo de capital no mercado e ajuda a medir a força de uma tendência. Portanto, sua variação oferece sinais relevantes sobre o comportamento dos investidores.
Colapso do Open Interest reforça saída de capital
O comportamento do Open Interest da Cardano vai além de uma simples correção e indica perda de relevância no mercado. O indicador caiu de aproximadamente US$ 840 milhões para cerca de US$ 373 milhões, representando uma retração superior a 55%.
Além disso, o ponto de ruptura ocorreu no início de fevereiro, quando a queda simultânea do preço e do interesse em aberto confirmou uma limpeza agressiva de posições. Esse movimento marcou o fim de um ciclo de alavancagem excessiva.

Fonte: Gráfico de posições em aberto dos contratos futuros de Cardano. Fonte: Coinglass.
Desde então, o mercado tem operado sem direção clara. O Open Interest oscila lateralmente e não consegue retomar o crescimento, enquanto o preço segue sem estrutura definida. Consequentemente, essa ausência de entrada de capital reduz a sustentação de qualquer movimento de alta.
Para o investidor, o sinal é direto: sem fluxo novo de recursos, eventuais recuperações tendem a ser frágeis e vulneráveis a novas correções no curto prazo.
Análise técnica aponta níveis decisivos para a ADA
No gráfico de 1 hora do par ADA/USDT, o preço apresentou uma recuperação técnica após reagir ao VAL do perfil de volume, próximo de US$ 0,2350. Esse nível funcionou como suporte relevante, indicando rejeição dos vendedores.
Além disso, o indicador RSI (14) estava próximo de 32 pontos, em região de sobrevenda. Esse fator sugere alívio na pressão vendedora e abre espaço para uma recuperação de curto prazo.
Atualmente, a ADA enfrenta resistência em torno de US$ 0,24, uma zona com elevado volume de negociação. Caso esse nível seja rompido, poderá se transformar em suporte e permitir a continuidade do movimento de alta.
Se houver consolidação acima dessa faixa, o próximo alvo tende a ser o Ponto de Controle (POC) em US$ 0,2469. Esse nível funciona como um polo de liquidez e coincide com a resistência dinâmica do VWAP.

Fonte: TradingView
Além disso, a recuperação do VWAP pode aumentar a probabilidade de avanço até o VAH, localizado em US$ 0,2518. No entanto, essa região concentra forte oferta, o que torna a reação do preço determinante para avaliar a continuidade da tendência.
Riscos permanecem no curto prazo
Por outro lado, o cenário negativo ainda exige atenção. Caso o preço não consiga se sustentar acima de US$ 0,24, o impulso atual tende a enfraquecer. Nesse caso, o mercado pode recuar novamente até o suporte em US$ 0,2350.
Além disso, a perda desse nível invalida a recuperação técnica recente. Se isso ocorrer, aumenta a probabilidade de queda até US$ 0,22, onde está o próximo bloco relevante de liquidez
Mercado aguarda novo fluxo para definir tendência
A Cardano atravessa uma fase de transição após a forte redução no Open Interest. Embora o mercado esteja menos alavancado, a ausência de novos fluxos de capital limita a força de qualquer recuperação.
Portanto, a continuidade do movimento dependerá da retomada do interesse dos investidores. Sem isso, o ativo tende a permanecer vulnerável a novas oscilações e possíveis quedas no curto prazo.