Bitcoin pode chegar a US$ 90 mil, diz Rawl

O Bitcoin voltou a ganhar tração após uma nova leitura técnica apontar potencial de valorização relevante. O analista conhecido como Rawl, ativo na rede X, avalia que o ativo pode atingir níveis acima de US$ 90.000, desde que determinados gatilhos técnicos e macroeconômicos se confirmem. Ainda assim, o cenário exige cautela diante das oscilações recentes.

Atualmente, o mercado dá sinais de reorganização estrutural. Apesar das correções, o comportamento do preço segue compatível com o ciclo em andamento. Em outras palavras, o movimento não indica anomalias, mas sim continuidade dentro de um padrão técnico mais amplo.

Leitura técnica aponta continuidade do ciclo

Segundo Rawl, o fator tempo perde relevância neste momento, enquanto a estrutura do mercado ganha protagonismo. Conforme sua análise, após a queda para a região de US$ 60.000 em fevereiro, o Bitcoin ainda precisava completar duas ondas dentro da teoria das Ondas de Elliott.

De fato, o ativo teria formado as ondas 4 e 5, concluindo a estrutura corretiva da chamada onda C. Assim, o recuo até a faixa de US$ 63.000 é interpretado como a etapa final desse movimento de baixa. Com isso, o mercado pode ter encerrado esse ciclo corretivo específico.

Desde então, teria se iniciado um novo movimento de alta. O analista aponta que as duas primeiras ondas desse ciclo já foram concluídas. Nesse sentido, com o preço oscilando próximo de US$ 65.000, o ativo indicaria preparação para novas etapas de valorização.

BTCUSD sendo negociado próximo de US$ 67.104. Fonte: TradingView

Faixa entre US$ 90 mil e US$ 96 mil entra no radar

Com a continuidade desse ciclo, a projeção sugere avanço até a faixa entre US$ 90.000 e US$ 96.000. Posteriormente, o mercado pode entrar em consolidação lateral, movimento que, em geral, antecede novas correções técnicas.

Além disso, fatores macroeconômicos podem atuar como gatilhos. Entre eles, decisões do Federal Open Market Committee (FOMC) tendem a influenciar diretamente o apetite por risco. Já discussões sobre mudanças na liderança do Federal Reserve aparecem como hipóteses de mercado, mas ainda sem confirmação concreta.

Cenários alternativos e gestão de risco

Embora o cenário principal seja positivo, Rawl também considera variações no curto prazo. Por exemplo, o Bitcoin pode recuar para a faixa entre US$ 71.000 e US$ 74.000 antes de retomar a tendência de alta. Nesse caso, o movimento funcionaria como formação de uma nova onda dentro da estrutura maior.

O analista estima cerca de 80% de probabilidade de o ativo renovar sua máxima histórica ainda este ano. Nos demais 20%, ele projeta um cenário alternativo em que o preço alcança entre US$ 116.000 e US$ 125.000, embora sem caracterizar, necessariamente, a continuidade do topo do ciclo de forma clara.

Possível correção mais profunda segue no radar

Por outro lado, um cenário mais pessimista não está descartado. Nesse contexto, o Bitcoin poderia enfrentar uma correção mais intensa entre maio e junho, com queda abaixo de US$ 74.000 e possível teste da região de US$ 55.000.

Diante disso, Rawl sugere uma abordagem de gestão de risco. Primeiramente, indica realização parcial de lucros entre 20% e 30% caso o preço se aproxime de US$ 90.000. Em seguida, em caso de recuo, a recomposição deve ocorrer de forma gradual.

Especificamente, o analista propõe recompras iniciais entre 10% e 15% da posição na faixa de US$ 74.000. Posteriormente, o investidor poderia aumentar a exposição caso o preço recue até US$ 55.000. Dessa forma, busca equilibrar risco e oportunidade.

Em suma, apesar das possíveis correções intermediárias, a leitura estrutural segue construtiva. A interpretação baseada nas Ondas de Elliott indica continuidade da tendência de alta, enquanto os movimentos recentes reforçam um cenário técnico ainda consistente no médio prazo.