Ruanda bloqueia P2P da Bybit com moeda local
O Banco Nacional de Ruanda intensificou sua postura contra a atuação da Bybit no país. A reação ocorreu após a plataforma indicar suporte ao franco ruandês em seu sistema de negociação ponto a ponto (P2P). Diante disso, o regulador reforçou que transações envolvendo a moeda local e criptomoedas seguem proibidas.
Segundo a autoridade monetária, o franco ruandês permanece como a única moeda de curso legal. Além disso, o uso de ativos digitais para pagamentos, conversões ou negociações diretas entre usuários continua vetado. Assim, o posicionamento reafirma uma política cautelosa adotada pelo país desde 2018.
Banco central reage à movimentação da Bybit
Em publicação na rede X, o Banco Nacional de Ruanda esclareceu sua posição e alertou sobre possíveis violações regulatórias. A autoridade indicou que integrar criptomoedas ao sistema financeiro local contraria diretrizes vigentes.
Além disso, o banco central destacou que usuários envolvidos nessas operações não contam com proteção legal. Ou seja, eventuais perdas financeiras não terão respaldo institucional. Como resultado, a medida busca desestimular o uso de plataformas não autorizadas.
A funcionalidade da Bybit permitia negociações diretas entre usuários com moedas locais. No entanto, o regulador considerou o serviço não autorizado. Consequentemente, a expansão desse modelo no país foi interrompida.
Modelo P2P levanta preocupações
O modelo P2P é amplamente utilizado em mercados emergentes. Ainda assim, levanta preocupações relevantes. Autoridades frequentemente apontam riscos ligados à lavagem de dinheiro e à proteção do consumidor. Além disso, há desafios relacionados ao controle de capitais.
No caso de Ruanda, essas preocupações ganham mais peso. Isso ocorre porque o país mantém controle rigoroso sobre fluxos financeiros. Portanto, sistemas paralelos são vistos como potenciais riscos à estabilidade econômica.
Controle monetário orienta decisões
As autoridades demonstram preocupação com a conversão direta entre o franco e ativos digitais. Segundo o banco central, esse tipo de operação pode enfraquecer mecanismos de supervisão. Como consequência, dificultaria o monitoramento de transações financeiras.
Além disso, o uso de criptomoedas pode reduzir a eficácia das políticas monetárias. Em outras palavras, a circulação de ativos fora do sistema tradicional limita a atuação do governo. Por isso, o país mantém uma abordagem conservadora.
Histórico regulatório restritivo
Desde 2018, Ruanda adota uma postura rígida em relação às criptomoedas. Embora o mercado global tenha avançado, o país prioriza estabilidade financeira. Dessa forma, busca evitar riscos associados à volatilidade desses ativos.
Ao mesmo tempo, autoridades temem a criação de canais paralelos de movimentação financeira. Esses mecanismos poderiam escapar da supervisão regulatória e comprometer a implementação de políticas econômicas.
Ruanda avalia inovação sob controle
Apesar das restrições, o país também avalia alternativas reguladas. A Autoridade do Mercado de Capitais já apresentou propostas para supervisionar provedores de ativos virtuais. Com isso, a intenção é permitir operações dentro de regras mais rígidas.
O modelo proposto mantém a proibição do uso de criptomoedas como moeda legal. Além disso, prevê limitações à mineração, uso de mixers e emissão de tokens atrelados ao franco. Ainda assim, abre espaço para um ambiente regulado.
Projeto do e-franco avança
Paralelamente, Ruanda desenvolve sua moeda digital de banco central, conhecida como e-franco. A iniciativa busca modernizar o sistema financeiro, ao mesmo tempo em que preserva o controle estatal sobre a política monetária.
Autoridades também demonstram preocupação com a concorrência de plataformas não regulamentadas. Isso porque tais serviços podem dificultar a adoção da moeda digital oficial e afetar a confiança do público.
Em conclusão, o bloqueio ao modelo P2P associado à Bybit reforça a estratégia do país. Ruanda segue priorizando controle monetário e estabilidade, enquanto avalia caminhos regulados para a inovação financeira.