Bitcoin pode cair a US$ 41 mil, diz analista

O Bitcoin pode enfrentar uma nova fase de queda antes de retomar uma tendência de alta mais consistente. A avaliação é do analista Philarekt, que publicou na rede X a possibilidade de o ativo recuar até a região de US$ 41.400, contrariando a leitura de que o fundo recente próximo de US$ 60.000 teria encerrado o movimento corretivo.

Segundo o analista, essa eventual retração não indicaria fraqueza estrutural. Pelo contrário, o movimento poderia funcionar como um ajuste necessário para reequilibrar o mercado e sustentar ciclos futuros de valorização.

Padrões históricos sustentam a leitura

Ao analisar ciclos anteriores do Bitcoin, Philarekt identifica um comportamento recorrente. Em geral, o ativo passa por longos períodos de alta, seguidos por correções expressivas ao longo de meses.

De acordo com sua leitura, os ciclos de valorização tendem a durar cerca de 1.450 dias até o topo. Em seguida, o mercado entra em fase de baixa por aproximadamente um ano. Embora não seja uma regra fixa, o padrão aparece com frequência nos dados históricos.

Por exemplo, em 2013, o Bitcoin atingiu cerca de US$ 1.100 antes de cair mais de 80% no ano seguinte. Já em 2017, o ativo chegou próximo de US$ 19.000 e depois recuou de forma acentuada até 2018. Da mesma forma, após o topo acima de US$ 69.000 em 2021, o mercado registrou forte correção ao longo de 2022.

Ciclos do Bitcoin

Projeção considera topo recente do ciclo

Na visão do analista, o ciclo atual pode ter atingido seu topo em outubro de 2025, quando o Bitcoin superou US$ 126.000. A partir desse ponto, o mercado teria iniciado uma fase corretiva mais ampla, ainda em desenvolvimento.

Atualmente, o ativo é negociado na faixa de US$ 70.000, o que representa uma queda relevante em relação ao pico recente. Ainda assim, o movimento pode não ter se esgotado, caso o padrão histórico se repita.

Gráfico Bitcoin

Bitcoin é negociado próximo de US$ 72.000. Gráfico: TradingView

Possível fundo pode ocorrer em 2026

Com base nesse comportamento, Philarekt estima que o Bitcoin ainda pode recuar até cerca de US$ 41.400. Esse movimento representaria uma queda próxima de 60% a partir do topo recente, em linha com ciclos anteriores.

Além do preço, o fator tempo também reforça a projeção. Até abril de 2026, o ativo acumulava pouco mais de 180 dias em tendência de baixa. Caso o padrão histórico se mantenha, o fundo poderia se formar apenas após cerca de um ano de correção.

Assim, o analista sugere que o período entre o terceiro e o quarto trimestre de 2026 pode concentrar esse movimento. Ainda assim, trata-se de uma projeção baseada em padrões passados, não de uma garantia de mercado.

Correção pode anteceder nova alta

Apesar do cenário de curto prazo mais desafiador, a leitura do analista não é necessariamente negativa. Em outras palavras, correções profundas já fizeram parte de ciclos anteriores e frequentemente antecederam novas fases de valorização.

Nesse sentido, uma eventual queda até a região de US$ 41.000 poderia representar, para alguns investidores, uma zona de interesse estratégico. Por outro lado, o comportamento do mercado seguirá dependente de fatores macroeconômicos e da dinâmica de liquidez global.

Em suma, a análise sugere cautela no curto prazo, ao passo que mantém uma perspectiva estrutural positiva para o Bitcoin ao longo dos próximos ciclos.