Bitwise lança ETF de Avalanche com staking

A Bitwise Asset Management lançou um novo fundo negociado em bolsa baseado em Avalanche nos Estados Unidos. Identificado pelo ticker BAVA, o produto passou a ser negociado na Bolsa de Nova York, permitindo exposição ao token AVAX por meio de um instrumento tradicional do mercado financeiro.

O fundo busca acompanhar o desempenho de preço do Avalanche, eliminando a necessidade de compra direta em corretoras de criptomoedas. Além disso, o movimento reforça a integração entre ativos digitais e estruturas reguladas, tendência que ganha força no mercado cripto.

Ao mesmo tempo, a iniciativa ocorre em um contexto de expansão de produtos voltados a investidores institucionais. Assim, a Bitwise amplia sua presença em soluções baseadas em blockchain e aposta na maturidade crescente do setor.

Estrutura do fundo e exposição ao AVAX

O BAVA oferece exposição direta ao Avalanche sem exigir custódia individual. Em outras palavras, o fundo simplifica o acesso ao ativo e mantém os padrões tradicionais de negociação em bolsa.

Segundo a gestora, o produto foi estruturado para garantir liquidez adequada. Ainda assim, parte dos ativos é utilizada de forma estratégica, equilibrando eficiência operacional com geração de rendimento adicional.

A taxa de administração foi definida em 0,34%. No entanto, esse custo será zerado no primeiro mês para os primeiros US$ 500 milhões sob gestão. Com isso, a Bitwise busca atrair capital inicial e fortalecer a base do produto.

Staking como diferencial de rendimento

Um dos principais diferenciais do BAVA é a inclusão de staking. Parte dos AVAX mantidos pelo fundo será alocada para validar transações na rede, o que permite gerar recompensas adicionais aos investidores.

A operação será conduzida pela divisão Bitwise Onchain Solutions. A expectativa é de retorno médio anual em torno de 5,4%, embora esse percentual possa variar conforme as condições da rede Avalanche.

Matt Hougan, diretor de investimentos da empresa, afirmou que o Avalanche vem se consolidando como infraestrutura relevante. Segundo ele, empresas e governos têm adotado a tecnologia, destacando escalabilidade, segurança e flexibilidade.

A arquitetura do Avalanche permite a criação de blockchains personalizadas, com regras próprias de governança. Ainda assim, essas redes permanecem conectadas ao ecossistema principal, ampliando os casos de uso em aplicações reais.

Fluxos e demanda por produtos ligados ao Avalanche

Apesar do lançamento, os fluxos de capital em produtos relacionados ao Avalanche permanecem estáveis. Desde 17 de março, não houve entradas líquidas relevantes, mantendo o total próximo de US$ 17,19 milhões.

No início do trimestre, houve maior movimentação. Em meados de fevereiro, entradas superaram US$ 4 milhões em um único dia. Contudo, esse impulso perdeu força gradualmente.

Desde então, os fluxos seguem praticamente laterais, indicando menor apetite no curto prazo. Ainda assim, o lançamento do BAVA pode alterar essa dinâmica ao longo do tempo.

Preço do AVAX e cenário técnico

No momento da publicação, o AVAX era negociado próximo de US$ 9,47. O ativo se recuperou após cair no início de abril, quando atingiu a faixa entre US$ 8,50 e US$ 8,70. No entanto, ainda enfrenta resistência relevante.

A região próxima de US$ 10,50 segue como barreira técnica importante. Portanto, o preço permanece em consolidação, refletindo cautela dos investidores diante da ausência de fluxos expressivos.

Paralelamente, a Bitwise continua expandindo sua atuação. Em janeiro de 2026, a gestora protocolou pedidos junto à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos para produtos ligados a ativos como Aave, Uniswap, Tron, Bittensor, NEAR, Sui, Zcash, Ethena, Hyperliquid, Starknet e Canton.

Com quase 15 produtos entre lançados e em análise, a empresa reforça sua estratégia de diversificação. Nesse sentido, o ETF de Avalanche com staking representa mais um avanço na aproximação entre finanças tradicionais e ativos digitais.