Dogecoin avança na Qubic com fase 2 de mineração

A Qubic avançou na integração da Dogecoin ao seu ecossistema ao iniciar a fase 2 do sistema de mineração. Dessa forma, a atualização marca uma mudança relevante na forma como os participantes recebem recompensas, ao iniciar a transição gradual do modelo baseado em Monero (XMR) para um formato vinculado à Dogecoin.

Em atualização divulgada em 15 de abril no Discord e repercutida na rede X, o líder técnico da Qubic, conhecido como Joetom, afirmou que a fase 2 começou no epoch 209. Nesse sentido, cada computor pode operar em dois modos distintos: o modelo legado com XMR ou o novo formato baseado em Dogecoin.

“Para cada índice de computor, apenas uma contribuição é considerada: o maior valor entre XMR e DOGE. Isso substitui efetivamente a participação em XMR caso a Dogecoin ofereça maior contribuição. Não há contagem dupla.”

Transição altera modelo econômico da Qubic

A mudança faz parte de um plano estruturado em três fases. Em um primeiro momento, a mineração de Dogecoin foi implementada em modo de validação na rede principal, sem impacto direto nas recompensas, já que os ganhos com Monero foram mantidos.

Agora, com a fase 2, ocorre uma inflexão operacional. Os participantes passam a escolher recompensas vinculadas à Dogecoin, enquanto o papel do XMR diminui progressivamente. Por conseguinte, a fase final prevê a eliminação completa do Monero, com foco total na Dogecoin e no redirecionamento de recursos computacionais para o treinamento de inteligência artificial.

Além disso, há uma mudança estrutural relevante. Antes, a rede alternava entre mineração de Monero e tarefas de IA. Contudo, com a nova arquitetura, essas funções passam a operar em paralelo.

Modelo híbrido amplia uso de hardware

Isso ocorre porque a mineração de Dogecoin utiliza ASICs baseados no algoritmo Scrypt. Em contrapartida, as tarefas de IA seguem executadas em CPUs e GPUs. Assim, ambas as operações podem coexistir, o que aumenta a eficiência no uso dos recursos computacionais.

Joetom também destacou mudanças na distribuição das recompensas. Segundo ele, os ganhos provenientes dos blocos minerados são utilizados para recomprar tokens QUBIC no mercado.

“Todos os blocos minerados são usados para recompras de Qubic. Os tokens adquiridos são distribuídos proporcionalmente com base nas contribuições em Dogecoin.”

Ao mesmo tempo, o sistema de distribuição passa por ajustes. A proposta é implementar janelas diárias de recompensa, entre 12:00 e 12:00 UTC. Entretanto, durante a fase 2, o cálculo ainda ocorre com base em janelas semanais alinhadas aos epochs da rede.

Na prática, a Dogecoin minerada é convertida em mercado, e os recursos obtidos são usados para recomprar QUBIC. Em seguida, os tokens são distribuídos aos participantes conforme a contribuição individual.

Cronograma segue dentro do previsto

O cronograma segue o planejamento inicial. A mineração de Dogecoin foi lançada em 1º de abril e a expectativa é que a transição completa do Monero ocorra em cerca de quatro semanas. Assim, a entrada da fase 2 em meados de abril indica que a implementação avança conforme previsto, embora ajustes operacionais possam ocorrer.

No momento da publicação, a Dogecoin era negociada a US$ 0,09618, mantendo estabilidade acima de níveis considerados relevantes por analistas do mercado cripto.

Gráfico do preço da Dogecoin

Dogecoin mantém suporte relevante no gráfico mensal | Fonte: TradingView

Em suma, a fase 2 consolida a mudança de foco da Qubic. Os participantes passam a priorizar automaticamente o ativo mais eficiente entre XMR e Dogecoin, enquanto o modelo de recompra e redistribuição de QUBIC permanece central na dinâmica do ecossistema.