EDU sobe 45% e testa resistência em US$0,095
O token Open Campus (EDU) registrou forte valorização recente e voltou ao radar do mercado de criptomoedas. Atualmente cotado a US$0,06518, o ativo acumula alta superior a 45% nas últimas 24 horas, com volume diário acima de US$169 milhões. Além disso, no acumulado semanal, o ganho já supera 31%.
Esse movimento ocorre após um longo período de queda que comprometeu a estrutura do ativo por meses. Ainda assim, a recuperação sugere possível mudança no momentum de curto prazo. Nesse sentido, investidores avaliam se o avanço pode evoluir para uma reversão mais consistente.
Recuperação ocorre em meio a tendência ainda pressionada
Desde fevereiro, o EDU seguia em tendência de baixa, marcada por topos descendentes e forte pressão vendedora. No entanto, compradores passaram a atuar com mais intensidade em níveis considerados descontados.
Como resultado, o preço retornou para a faixa entre US$0,060 e US$0,065. Essa região passou a funcionar como suporte relevante e ponto decisivo no curto prazo.

Fonte: TradingView
Os indicadores técnicos mostram sinais mistos. Por um lado, o preço segue abaixo de médias móveis relevantes, o que mantém o viés de baixa no cenário mais amplo. Por outro, o indicador Supertrend virou para alta, sugerindo início de recuperação.
Rali de alívio ou reversão?
Apesar da alta recente, o movimento ainda se assemelha a um rali de alívio. Ou seja, o mercado pode estar apenas corrigindo perdas anteriores, e não necessariamente iniciando uma reversão estrutural.
Para uma mudança mais consistente, o EDU precisa superar a região de US$0,095. Caso isso ocorra, o mercado pode confirmar uma inflexão mais sólida na tendência.
Níveis técnicos definem próximos passos
No curto prazo, a resistência imediata está entre US$0,070 e US$0,073. Essa faixa já funcionou como zona de consolidação anteriormente e, portanto, representa um teste relevante para a continuidade da alta.
Acima disso, a região entre US$0,093 e US$0,095 surge como principal barreira. Essa área coincide com níveis de retração de Fibonacci e zonas de rompimento anteriores. Assim, um rompimento consistente pode abrir espaço para avanços até US$0,11 e US$0,14.
Por outro lado, caso o suporte em US$0,060 seja perdido, o cenário muda. Nesse caso, o ativo pode sofrer nova pressão vendedora, com alvos entre US$0,050 e US$0,045.
Em um cenário mais negativo, regiões próximas de US$0,020 voltam ao radar. Esses níveis estão associados a momentos anteriores de capitulação, o que reforça o risco em condições adversas.
Derivativos indicam aumento de risco

Fonte: Coinglass
Dados de derivativos mostram aumento no interesse aberto, que atingiu US$18,69 milhões após meses de estabilidade. Esse avanço indica maior expectativa de volatilidade no curto prazo.
No entanto, também eleva o risco de liquidações abruptas, especialmente diante de reversões inesperadas. Portanto, o cenário exige cautela dos participantes do mercado.

Fonte: Coinglass
Enquanto isso, o mercado à vista ainda apresenta fragilidade. Saídas de capital predominaram por meses, refletindo pressão vendedora contínua. Embora haja leve desaceleração recente, ainda não há sinais consistentes de acumulação.
Faixa entre US$0,093 e US$0,095 define tendência
O EDU apresenta sinais iniciais de recuperação, mas segue comprimido entre zonas críticas de suporte e resistência. Esse tipo de estrutura costuma anteceder movimentos mais intensos.
No cenário positivo, resistências em US$0,070, US$0,073 e principalmente US$0,095 são decisivas. Caso o ativo supere essas barreiras, pode avançar até US$0,113 e US$0,142.
Em contrapartida, a perda do suporte em US$0,060, seguida de US$0,050 e US$0,045, enfraquece a recuperação e reforça a tendência de baixa.
Em outras palavras, a região entre US$0,093 e US$0,095 permanece como principal ponto de decisão. O comportamento do preço nesse intervalo deve definir a direção do ativo nos próximos dias, especialmente diante do aumento de volume e da maior atividade em derivativos.