American Bitcoin amplia mineração e sobe 12%
A American Bitcoin anunciou a expansão de sua infraestrutura de mineração ao adicionar 11.298 novos equipamentos na unidade de Drumheller, em Alberta, no Canadá. Como resultado, as ações da empresa avançaram cerca de 12%, sendo negociadas a US$ 1,39, refletindo o otimismo do mercado com o ganho de escala operacional.
Segundo a companhia, todas as máquinas já estão em operação. Com isso, a frota total de ASICs alcançou aproximadamente 89.242 unidades. Além disso, a expansão adicionou 3,05 exahashes por segundo (EH/s) à taxa de hash, com eficiência de 13,5 joules por terahash (J/TH), nível considerado competitivo no setor.
Eficiência operacional impulsiona competitividade
O aumento de eficiência reduz diretamente o custo de eletricidade por Bitcoin minerado. Nesse sentido, esse fator ganha relevância diante do crescimento contínuo da dificuldade da rede. Assim, operações mais eficientes tornam-se essenciais para sustentar margens no longo prazo.
Estratégia combina expansão e disciplina de capital
Eric Trump, cofundador e diretor de estratégia da American Bitcoin, afirmou que a expansão em Drumheller reflete uma abordagem disciplinada de alocação de capital. Além disso, destacou que a empresa busca ampliar sua exposição ao Bitcoin em escala institucional, priorizando execução rápida e crescimento consistente da infraestrutura.
A companhia também informou que essa etapa conclui um plano de expansão anunciado em 3 de março de 2026. Ainda assim, o movimento se destaca porque parte da indústria tem redirecionado investimentos para infraestrutura de inteligência artificial. Em contrapartida, a American mantém foco na mineração de Bitcoin.
Outro ponto estratégico envolve a acumulação do ativo por meio de mineração própria. No quarto trimestre de 2025, a empresa reportou produção com custo 53% inferior ao preço de mercado. Dessa forma, fortalece a formação de reservas sem depender exclusivamente de compras externas.
Reservas de Bitcoin avançam com estratégia de longo prazo
Em termos de holdings, a empresa elevou suas reservas para 6.899 Bitcoins até 18 de março. Posteriormente, em 30 de março, o volume atingiu 7.000 BTC. Com isso, superou as reservas associadas à Galaxy Digital, consolidando sua posição entre as maiores detentoras corporativas do ativo.
Oferta limitada reforça tese de escassez
O cenário estrutural do Bitcoin também sustenta essa estratégia. O fornecimento total é limitado a 21 milhões de unidades, sendo que mais de 20 milhões já foram minerados. Portanto, menos de 1 milhão de Bitcoins ainda serão emitidos, em ritmo progressivamente menor.
Além disso, os eventos de halving reduzem a emissão ao longo do tempo. O próximo, previsto para abril de 2028, deve cortar a recompensa por bloco de 3,125 BTC para 1,5625 BTC. Como resultado, a entrada de novos Bitcoins no mercado ficará ainda mais restrita.
Nesse contexto, eficiência e escala tornam-se diferenciais competitivos. Mineradores capazes de reduzir custos e ampliar capacidade tendem a preservar rentabilidade mesmo em ciclos de menor recompensa. Assim, a expansão da American Bitcoin reforça sua posição estratégica no mercado.
Em suma, a empresa ampliou sua capacidade operacional, elevou a taxa de hash em 3,05 EH/s e consolidou uma estratégia baseada em eficiência energética, crescimento contínuo e acumulação de longo prazo.