Bitcoin em acumulação pode chegar a US$400 mil

Após a forte valorização registrada em abril, o Bitcoin passou a oscilar em uma faixa estreita entre US$75.000 e US$78.000. À primeira vista, o movimento sugere estagnação. No entanto, o analista conhecido como Kabuki avalia que essa dinâmica segue um padrão recorrente dos ciclos do mercado cripto.

Em publicação na rede X em 2 de maio, ele afirmou que esse comportamento não é aleatório. Pelo contrário, tende a representar uma fase estratégica de consolidação que historicamente antecede movimentos expressivos de alta.

Consolidação repete padrões de ciclos anteriores

Faixa atual pode indicar acumulação institucional

Segundo Kabuki, o Bitcoin replica estruturas vistas em ciclos anteriores, especialmente em 2021 e 2025. Nessas ocasiões, o ativo entrou em períodos prolongados de lateralização após um impulso inicial de alta. Embora muitos interpretem isso como indecisão, a leitura técnica sugere outro cenário.

“O Bitcoin está preso entre US$75 mil e US$78 mil por um motivo. Isso não é aleatório. É a história se repetindo”

Com efeito, essa fase costuma funcionar como formação de base. Nesse sentido, investidores institucionais e participantes mais experientes tendem a acumular posições. Além disso, a absorção de oferta reduz a volatilidade no curto prazo.

Historicamente, padrões semelhantes já ocorreram. Em 2018, por exemplo, o ativo permaneceu consolidado por meses antes de iniciar a trajetória que levou ao topo de US$69.000 em 2021. Da mesma forma, após o ciclo iniciado em 2022, uma fase lateral precedeu a alta até a região de US$126.100.

Projeção de longo prazo mira nova máxima

Estimativa se baseia em ciclos anteriores

Atualmente, em 2026, o Bitcoin apresenta configuração semelhante. A faixa entre US$75.000 e US$78.000 é interpretada como zona de acumulação. Assim, mesmo com preço aparentemente travado, o mercado pode estar se preparando para um novo rali.

Com base nesse comportamento cíclico, Kabuki projeta um alvo de longo prazo em US$400.000. Embora elevado, o valor reflete a magnitude das valorizações registradas após períodos semelhantes.

Dados apresentados pelo analista indicam que, após sair da consolidação em 2018, o Bitcoin avançou 1.831,46% até 2021. Já no ciclo iniciado em 2022, a valorização foi de 651,63%, levando ao recorde mais recente.

Assim sendo, caso o padrão se repita, a faixa atual poderia sustentar uma alta próxima de 775,12%, com potencial de aproximar o preço de US$400.000 até 2029.

Além disso, fatores estruturais reforçam essa leitura. Entre eles, destacam-se o amadurecimento do mercado cripto, a maior participação institucional via ETFs e avanços regulatórios, como propostas legislativas do GENIUS Act e do CLARITY Act.

Sentimento melhora e reforça cenário construtivo

Indicadores mostram transição para neutralidade

No momento da análise, o Bitcoin era negociado a US$78.379, com leve alta de 0,43% nos últimos sete dias. Ainda assim, o comportamento lateral segue predominante. Contudo, indicadores de sentimento apontam mudança gradual no humor do mercado.

Dados da plataforma CoinCodex mostram que o Índice de Medo e Ganância migrou para a zona neutra. Em outras palavras, o pessimismo recente perdeu força, abrindo espaço para uma recuperação da confiança.

Além disso, projeções de curto prazo indicam continuidade do movimento de alta. As estimativas sugerem que o Bitcoin pode alcançar cerca de US$84.219 nas próximas semanas, caso mantenha a estrutura atual.

Bitcoin

Bitcoin próximo de US$78.440 no gráfico diário | Fonte: TradingView

Em suma, a lateralização atual não indica fraqueza estrutural. Pelo contrário, pode representar uma etapa típica de acumulação dentro de um ciclo mais amplo. Caso os padrões históricos se confirmem, o mercado pode entrar em uma nova fase de expansão nos próximos anos.