WLFI processa Justin Sun por difamação nos EUA
A disputa entre a World Liberty Financial (WLFI) e Justin Sun, fundador da Tron, avançou para o campo judicial nos Estados Unidos. A empresa, ligada à família Trump, abriu um processo por difamação e acusa o empresário de conduzir uma campanha deliberada para prejudicar sua reputação e impactar o preço do token WLFI. Com isso, o caso ganha relevância no mercado de criptomoedas, sobretudo pelo peso das partes envolvidas.
Ação judicial nos EUA intensifica conflito
A ação foi registrada no Tribunal do 11º Circuito Judicial do Condado de Miami-Dade, na Flórida. A WLFI busca indenização por danos e, além disso, exige que Justin Sun remova declarações publicadas na rede X que alcançam milhões de seguidores.
Segundo o processo, Sun teria disseminado informações falsas de forma intencional. Como resultado, essas declarações levantaram dúvidas sobre a governança da empresa e afetaram relações comerciais. Ainda assim, a WLFI sustenta que os danos seguem em curso.

Fonte: World Liberty no X, disponível em https://x.com/worldlibertyfi
O conflito teve início em abril, quando Sun acusou o projeto de incluir uma função de blacklist em seu contrato inteligente. Além disso, criticou a governança e chamou a iniciativa de “World Tyranny”. Por conseguinte, o embate ganhou escala pública rapidamente.
Em 22 de abril, Justin Sun também processou a WLFI. Ele alegou que a empresa congelou seus tokens, retirou direitos de voto e ameaçou queimar seus ativos sem justificativa adequada. Nesse sentido, a disputa deixou de ser apenas técnica e passou a envolver questões jurídicas mais amplas.
Histórico da disputa e impacto no token WLFI
Sun afirmou que sua relação com a equipe da WLFI se deteriorou em meados de 2025, após recusar novos aportes financeiros, incluindo suporte à stablecoin USD1. Segundo ele, a empresa o responsabilizou pela queda de cerca de 40% no preço do token durante o lançamento em setembro.
Por outro lado, executivos da WLFI rejeitam essas alegações. Zack Witkoff declarou que o processo movido por Sun tenta desviar a atenção de supostas irregularidades. Além disso, afirmou que a empresa adotará medidas para proteger sua comunidade.
Enquanto isso, investidores acompanham o caso de perto, já que o desfecho pode influenciar diretamente projetos semelhantes no mercado de criptomoedas, especialmente aqueles ligados à governança descentralizada.
WLFI contesta acusações e aponta irregularidades
No novo processo, a WLFI rebate diretamente as alegações de Justin Sun. A empresa afirma que não houve bloqueio indevido da carteira. Em vez disso, argumenta que restrições ocorreram devido a práticas proibidas, como transferências irregulares, compras indiretas e vendas a descoberto do token WLFI.
Segundo a ação, Sun tinha conhecimento prévio das regras do projeto. Essas condições estavam descritas nos termos de venda, no acordo de desbloqueio de tokens e registradas publicamente na blockchain. Portanto, a WLFI sustenta que agiu dentro das normas estabelecidas.
Além disso, a empresa acusa o empresário de agir com desprezo pela verdade. Conforme o processo, ele teria buscado prejudicar a WLFI enquanto potencialmente beneficiava suas próprias posições financeiras, levantando suspeitas de manipulação de mercado.
Ameaças financeiras e resposta pública
Outro ponto sensível envolve supostas ameaças feitas por Justin Sun antes da escalada pública do conflito. A WLFI afirma que ele pressionou a empresa e ameaçou destruir o projeto e derrubar o preço do token, caso não recebesse centenas de milhões de dólares.
“Justin Sun optou por difamar a World Liberty repetidamente e em público. Este processo é uma medida para corrigir os fatos e proteger investidores, funcionários e parceiros”, declarou o advogado da empresa.
Em resposta, Sun utilizou a rede X para classificar a ação como uma manobra de relações públicas sem mérito. Ele afirmou que pretende se defender na Justiça e reiterou suas acusações contra a WLFI.

Fonte: TradingView, disponível em TradingView
Em suma, o embate evoluiu de críticas técnicas para uma disputa judicial complexa, envolvendo acusações de difamação, manipulação e pressão financeira. Nesse cenário, o caso tende a influenciar a percepção sobre governança e transparência em projetos do setor cripto.