Solana: Santiment aponta queda em endereços ativos
Após um período de forte expansão, a Solana passou a exibir sinais claros de desaceleração na atividade da rede. Dados recentes indicam uma queda relevante no número de endereços ativos, o que levanta questionamentos sobre os próximos movimentos do ativo no mercado de criptomoedas.
Em princípio, a redução na atividade on-chain reflete menor participação dos usuários. Ainda assim, o cenário não é uniforme, pois o sentimento dos investidores segue positivo, conforme análises recentes.
Atividade on-chain desacelera de forma relevante
Conforme a plataforma de análise on-chain Santiment, a rede Solana registrou retração expressiva no número de endereços ativos. O movimento ocorre após uma fase de crescimento consistente e sugere, portanto, um período de ajuste.
Em termos numéricos, a rede saiu de cerca de 5,01 milhões de endereços ativos no início de fevereiro para aproximadamente 2,89 milhões na semana mais recente analisada. Dessa forma, a queda evidencia redução significativa na atividade dos usuários.
Além disso, essa desaceleração pode influenciar a dinâmica de preços. Com menos carteiras realizando transações, a pressão compradora tende a enfraquecer. Por outro lado, cresce o risco de movimentos de venda, sobretudo em um cenário de preços lateralizados.

Ainda assim, o comportamento do mercado não depende apenas da atividade on-chain. Outros fatores estruturais também influenciam a trajetória do ativo.
Sentimento do mercado segue positivo
Apesar da queda na atividade da rede, o sentimento dos investidores melhorou. Segundo a Santiment, o otimismo nas redes sociais atingiu o nível mais alto em vários meses.
Atualmente, há cerca de 3,2 comentários positivos para cada comentário negativo em plataformas como X, Reddit e Telegram. Ou seja, embora os dados on-chain indiquem retração, a percepção do mercado permanece construtiva.
Além disso, cresce a expectativa de um possível rompimento de preço. Isso ocorre, principalmente, porque a Solana ficou atrás do desempenho do Bitcoin e de outras criptomoedas de grande capitalização. Ainda assim, esse cenário depende de uma retomada consistente na atividade da rede.
Fatores ajudam a explicar fase mais estável
Ao mesmo tempo, a desaceleração pode ser interpretada como parte de um ciclo mais amplo de consolidação. O pesquisador de DeFi conhecido como Rios analisou indicadores que ajudam a compreender esse comportamento.
Em primeiro lugar, destaca-se a queda na volatilidade, atualmente em torno de 35,5%. Esse nível mais baixo costuma indicar maior estabilidade e absorção por investidores de longo prazo.
Além disso, o interesse institucional tem avançado. Dados apontam fluxos superiores a US$ 1 bilhão em ETFs spot de Solana, indicando entrada de capital mais estruturado.
Outro fator relevante envolve a retenção de tokens. A quantidade de SOL mantida por investidores de longo prazo aumentou de 524 mil para 2,58 milhões. Como resultado, a pressão de venda no curto prazo tende a diminuir.
Acumulação pode anteceder novos movimentos
Segundo Rios, esse conjunto de fatores sugere um período de acumulação. Embora a menor volatilidade limite oscilações bruscas, também cria condições para movimentos mais consistentes no futuro.
Em outras palavras, a fase atual não indica necessariamente fraqueza. Pelo contrário, pode representar um intervalo estratégico antes de uma nova tendência. Caso a volatilidade volte a subir, o próximo movimento tende a ser mais intenso.
Em conclusão, os dados apontam para um cenário de transição. Enquanto a atividade da rede diminui, o interesse institucional e o sentimento positivo sustentam expectativas mais otimistas. Nesse contexto, o desempenho da Solana dependerá da retomada do uso da rede e do equilíbrio entre oferta e demanda.