JPMorgan prevê Strategy investindo US$ 30 bi em Bitcoin
O JPMorgan projeta que a Strategy, anteriormente conhecida como MicroStrategy, pode investir até US$ 30 bilhões em Bitcoin ao longo de 2026. A estimativa, liderada pelo analista Nikolaos Panigirtzoglou, depende da manutenção do ritmo atual de aquisições da companhia.
O valor representa um avanço de cerca de 36% frente aos aproximadamente US$ 22 bilhões investidos nos dois anos anteriores somados. Assim, o banco reforça a relevância crescente do modelo de tesouraria corporativa baseado em Bitcoin.
Analistas do JPMorgan estimam que a Strategy pode gerar até US$ 30 bilhões em pressão compradora de Bitcoin em 2026, impulsionada pela estratégia liderada por Michael Saylor.
Além disso, o movimento evidencia como grandes instituições financeiras passaram a acompanhar de perto a atuação da empresa. Nesse sentido, o interesse crescente sinaliza uma mudança relevante na percepção do mercado tradicional sobre o ativo digital.
Ritmo de compras acelera em 2026
Somente em 2026, a Strategy já adquiriu 145.834 BTC, o equivalente a cerca de US$ 11 bilhões. Ainda assim, parte dessas compras ocorreu quando o Bitcoin estava abaixo do custo médio da empresa, estimado em US$ 75 mil por unidade.
Assim, os analistas destacam uma abordagem oportunista. Em outras palavras, a companhia aproveita momentos de pressão no mercado para ampliar sua posição. Além disso, o JPMorgan aponta uma aceleração nas aquisições em abril, mantendo um padrão consistente ao longo do ano.
Estratégia de capital e expansão
Atualmente, a Strategy detém 818.334 BTC, avaliados em mais de US$ 65 bilhões. Portanto, segue como a maior detentora corporativa de Bitcoin do mundo. Ao mesmo tempo, o prêmio sobre o valor patrimonial líquido avançou para cerca de 26% nos últimos dois meses.
Como resultado, a empresa ampliou sua capacidade de captação. Esse processo ocorre por meio da emissão de ações e dívida. Além disso, a TD Cowen elevou o preço-alvo dos papéis da Strategy, citando o uso de ações preferenciais perpétuas STRC como mecanismo mais eficiente de financiamento.
Para investidores interessados em Bitcoin, esse cenário reforça a influência crescente de empresas listadas sobre a dinâmica do mercado.
Venda de Bitcoin entra no debate
Durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026, Michael Saylor introduziu um elemento inesperado. Segundo ele, a Strategy pode vender parte de suas reservas no futuro.
O objetivo seria financiar dividendos vinculados às ações preferenciais STRC. Ainda assim, Saylor indicou que a medida teria caráter simbólico, com foco em demonstrar flexibilidade operacional.
Reações divididas no mercado
Apesar de críticas iniciais, a proposta também recebeu apoio. Samson Mow, CEO da Jan3, argumentou que uma estratégia de nunca vender pode limitar opções. Segundo ele, mercados públicos são competitivos e exigem adaptação constante.
Além disso, Mow destacou que uma abordagem única pode expor a empresa a arbitragem e posições vendidas. Portanto, a diversificação de estratégias tende a fortalecer a resiliência financeira.
Por outro lado, parte da comunidade vê a possível venda como um desvio da filosofia original da Strategy. Ainda assim, o debate indica maior maturidade e sofisticação no mercado corporativo de Bitcoin.
Impacto direto no mercado cripto
O JPMorgan avalia que o volume de compras da Strategy influencia diretamente o mercado de criptomoedas. Caso o investimento anual de US$ 30 bilhões se confirme, a empresa criará uma pressão constante de compra.
Como consequência, o Bitcoin tende a consolidar ainda mais seu papel como ativo de reserva corporativa. Além disso, a presença de investidores institucionais e de varejo na base acionária da Strategy reforça a aceitação desse modelo.
Perspectiva para o restante do ano
No entanto, a continuidade desse ritmo depende de fatores como condições de financiamento, preço do Bitcoin e apetite dos investidores. Ainda assim, o simples fato de o JPMorgan projetar esse cenário indica maior aceitação em Wall Street.
Em conclusão, com 818.334 BTC em carteira e cerca de US$ 11 bilhões já investidos em 2026, a Strategy segue ampliando sua exposição, ao passo que testa novas formas de financiamento e flexibiliza sua estratégia no mercado global.