8 em cada 10 investidores de criptoativos não se arrependem de investir na categoria, aponta pesquisa do MB | Mercado Bitcoin
Há alguns anos, conversas sobre criptoativos no Brasil eram quase inexistentes no dia a dia da população. Hoje, impulsionado pelo avanço da categoria e pela regulamentação do setor, esse universo passou a fazer parte do radar da maioria dos investidores. Entre quem já investe em cripto, o principal arrependimento não está na experiência, mas no timing de entrada. É o que revela a pesquisa “Panorama do Investidor Brasileiro: ativos digitais e o futuro dos investimentos” do MB | Mercado Bitcoin, em parceria com o Opinion Box: 8 em cada 10 não se arrependem de investir nessa categoria. Para 44% do público cripto, o único arrependimento foi não ter começado antes, reforçando que, entre quem investe, a percepção positiva já está consolidada.

A pesquisa, que ouviu cerca de mil investidores em todo o Brasil, mostra que o Bitcoin, a criptomoeda mais conhecida do mundo, segue como principal opção para quem deseja dar o primeiro passo em ativos digitais, sendo citado por 56% dos brasileiros que pretendem começar a investir no segmento. Na sequência, aparecem o Ethereum, com 21% de intenção, além de categorias como ouro digital e dólar digital, ambos com 6%. O movimento mostra que, apesar da liderança do Bitcoin, o interesse dos brasileiros vai além, se expandindo para diferentes ativos. Incluindo as stablecoins como dólar digital, que passaram a ter uma representatividade cada vez maior nas carteiras.
“O Bitcoin continua sendo a principal porta de entrada para quem começa a investir em ativos digitais, mas a pesquisa mostra um investidor brasileiro cada vez mais atento à diversificação dentro do próprio universo cripto. O crescimento do interesse por categorias como dólar digital e ouro digital reflete uma mudança importante de maturidade do mercado, em que as pessoas passam a enxergar os ativos digitais não apenas como oportunidade de valorização, mas também como instrumentos financeiros com diferentes funções dentro da carteira”, afirma Giresse Contini, diretor do MB | Mercado Bitcoin.

Jovens lideram interesse por cripto
O interesse de entrada nessa categoria de ativos é ainda mais expressivo entre as novas gerações: mais da metade dos jovens de 18 a 29 anos que nunca investiram em cripto afirmam que pretendem entrar nesse mercado no futuro, indicando uma mudança estrutural no perfil do investidor brasileiro. Isso já é refletido no mercado, segundo Giresse: “na plataforma do MB, 23% dos clientes têm de 18 a 29 anos”.
Linguagem do mercado ainda é uma barreira para entrada
O executivo destaca, porém, que o segmento ainda esbarra em desafios de compreensão. Segundo a pesquisa, mais de 60% dos entrevistados afirmam ter dificuldade com os termos e conceitos do universo de ativos digitais. “Para muitos, investir nesse mercado ainda parece aprender um novo idioma. Termos como blockchain e halving surgem sem contexto, em inglês, e acabam afastando mais do que aproximando as pessoas. Por isso, os players do setor têm papel crucial em tornar essa linguagem mais acessível e simples”, completa o executivo, ao destacar as iniciativas educacionais da plataforma voltadas à sua base de clientes.

Valorização do Bitcoin ainda é pouco conhecida
Apesar da percepção positiva entre quem já investe em ativos digitais, a visão sobre o potencial de valorização do Bitcoin ainda parece distante para parte dos brasileiros que estão fora desse mercado. A pesquisa mostra que apenas 22% dos investidores reconhecem o Bitcoin como o ativo de maior valorização da última década. Enquanto isso, 20% apontam aplicações tradicionais, como Tesouro Direto e CDB, como os investimentos mais rentáveis do período, mesmo com o Bitcoin tendo saltado de cerca de R$1.605 para R$398.729 nos últimos dez anos, acumulando uma valorização aproximada de 17.000%.
“Percebemos que, quanto maior a proximidade do investidor com o universo de criptoativos, maior também é a compreensão sobre o potencial de valorização do Bitcoin. Entre aqueles que já investem em ativos digitais, 59% colocam a criptomoeda entre os três ativos mais valorizados”, pontua Giresse.
Queda cripto vira oportunidade
A pesquisa da plataforma também mostra uma mudança importante na forma como os brasileiros encaram a volatilidade do mercado. “Em vez de representar risco, os momentos de queda começam a ser vistos como oportunidades de entrada”, sinaliza o diretor do MB | Mercado Bitcoin. Enquanto 61% dos investidores brasileiros enxergam as baixas como uma chance de investir e evitar arrependimentos futuros, entre os investidores em criptomoedas esse percentual sobe para quase 80%, indicando que a relação com cripto amplia a visão de timing e de longo prazo sobre o mercado.
O dado indica uma mudança de mentalidade: quanto maior a proximidade com o mercado cripto, maior a visão de longo prazo e a capacidade de transformar volatilidade em estratégia.
A diferença de comportamento também aparece na frequência dos aportes. Investidores em cripto demonstram uma relação mais constante com investimentos: 68% afirmam realizar aportes semanais, quinzenais ou mensais. Entre aqueles que nunca investiram em ativos digitais, o índice é menor, de 56%. O cenário sugere que, à medida que o investidor ganha familiaridade com o segmento, cresce também a percepção de disciplina, recorrência e construção gradual de patrimônio.
Sobre a pesquisa “Panorama do Investidor Brasileiro: ativos digitais e o futuro dos investimentos”
Com mais de mil investidores respondentes de todas as regiões do Brasil, a pesquisa, realizada pela Opinion Box ao longo do mês de abril de 2026 apresenta margem de erro de 3,1 pontos percentuais.
Sobre o MB | Mercado Bitcoin
Com mais de 4 milhões de clientes em 13 anos de operação, o MB | Mercado Bitcoin é a plataforma de investimentos em ativos digitais líder na América Latina, a partir da atuação como corretora de criptomoedas, tokenizadora de ativos e banco digital. Primeiro unicórnio cripto brasileiro e entre as 10 maiores tokenizadoras de crédito privado do mundo, tem sedes no Brasil e em Portugal e opera com os mais altos padrões de transparência e integridade financeira, sendo auditada pela KPMG, uma das maiores empresas de auditoria do mundo.
*Comunicado de imprensa