RBC revela exposição ao XRP via ETF da Bitwise
O Royal Bank of Canada (RBC), maior banco do país, passou a ter exposição ao XRP por meio de um ETF negociado nos Estados Unidos. A posição apareceu em um formulário 13F enviado à Securities and Exchange Commission (SEC), revelando cerca de 2.000 cotas do Bitwise XRP ETF, avaliadas em aproximadamente US$ 30 mil.
Embora o valor seja pequeno frente ao portfólio estimado do banco, de cerca de US$ 570 bilhões, o movimento tem relevância institucional. Isso porque marca a primeira declaração formal de exposição ao XRP em um relatório regulatório do RBC. Assim, ainda que modesto, o investimento pode sinalizar um teste estratégico.
ÚLTIMA HORA: O Royal Bank of Canada agora possui exposição indireta ao XRP por meio do ETF da Bitwise.
O que o formulário 13F revela sobre a posição
Formulários 13F são relatórios trimestrais obrigatórios para gestores com mais de US$ 100 milhões sob gestão. Nesse sentido, oferecem transparência sobre participações em ativos financeiros. No caso do RBC, o documento confirma a posse de cotas do ETF da Bitwise, identificado pelo CUSIP 09174F107.
Lançado em novembro de 2025, o Bitwise XRP ETF investe diretamente no ativo, mantendo XRP como principal componente. Além disso, a estrutura permite exposição regulada ao mercado cripto sem necessidade de custódia direta, o que reduz barreiras operacionais para instituições tradicionais.
Apesar do valor reduzido, esse tipo de abordagem é comum. Em geral, grandes bancos iniciam com posições pequenas para validar processos internos de compliance e gestão de risco. Posteriormente, ampliam a exposição conforme ganham confiança.
Esse padrão já foi observado com ETFs de Bitcoin em 2024. Na ocasião, diversas instituições começaram com alocações limitadas e, em seguida, expandiram suas posições. Portanto, o movimento atual do RBC pode seguir trajetória semelhante.
Estratégia gradual e controle de risco
Em primeiro lugar, bancos priorizam segurança operacional. Por isso, tendem a iniciar com investimentos menores, mesmo diante de ativos com potencial de crescimento. Além disso, o ambiente regulatório influencia diretamente essas decisões.
Ao mesmo tempo, ETFs facilitam a entrada institucional. Isso ocorre porque oferecem exposição simplificada e compatível com exigências legais. Dessa forma, reduzem entraves técnicos e operacionais.
Histórico do RBC com a tecnologia da Ripple
O interesse do RBC pelo ecossistema da Ripple não é recente. O banco participou como membro fundador do Global Payments Steering Group, iniciativa voltada ao desenvolvimento de padrões para pagamentos globais com essa tecnologia.
Entre os participantes estavam instituições como Santander, UniCredit, Standard Chartered, Westpac e Bank of America Merrill Lynch. Nesse contexto, o RBC já atuava em um ambiente de inovação financeira baseado em blockchain.
Além disso, um relatório anterior do banco avaliou o potencial da tecnologia da Ripple. Segundo o documento, a solução poderia reduzir custos de transações em até 46% por pagamento, indicando ganhos operacionais relevantes.
O estudo também destacou o papel do XRP como ativo de liquidez. Nesse modelo, bancos poderiam centralizar recursos em uma única conta, em vez de manter reservas em múltiplas moedas. Como resultado, há melhora na eficiência de capital.
Continuidade estratégica
Assim sendo, a exposição via ETF não surge de forma isolada. Pelo contrário, ela reforça um interesse já desenvolvido ao longo dos anos. Ainda que o valor investido seja limitado, o movimento consolida uma estratégia consistente.
Além disso, o uso de ETFs permite acompanhar o desempenho do ativo sem assumir riscos operacionais diretos. Portanto, trata-se de uma abordagem alinhada ao perfil conservador do setor bancário.
Impacto no mercado e percepção institucional
A entrada do RBC no Bitwise XRP ETF adiciona peso institucional ao ativo. Mesmo com alocação modesta, a presença de um banco desse porte tende a reforçar a confiança no produto. Como consequência, pode estimular outras instituições a seguirem caminho semelhante.
No panorama mais amplo, o movimento segue um padrão recorrente no mercado cripto. Inicialmente, surgem pequenas posições registradas em documentos regulatórios. Em seguida, essas alocações evoluem para exposições mais relevantes.
Para investidores, esse tipo de movimento sinaliza amadurecimento do setor. Além disso, indica que grandes instituições continuam avaliando ativos digitais como parte de estratégias de diversificação.
Em suma, o registro confirma a posse de cerca de 2.000 cotas do ETF de XRP, avaliadas em aproximadamente US$ 30 mil. Embora discreto, o investimento marca um passo formal do RBC em direção ao ativo e reforça sua trajetória de envolvimento com soluções baseadas na tecnologia da Ripple.