Harvard corta Bitcoin e zera Ethereum, e Mubadala amplia

A Universidade de Harvard reduziu sua exposição ao Bitcoin por meio de ETF da BlackRock e zerou posição em Ethereum, enquanto o fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, ampliou sua participação no mesmo produto.

O fundo patrimonial da Universidade de Harvard diminuiu sua exposição a ETFs de criptomoedas no primeiro trimestre de 2026, conforme registros 13F enviados à SEC. Em primeiro lugar, a instituição reduziu de forma relevante sua posição em Bitcoin por meio do iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock. Além disso, zerou completamente sua participação em um ETF à vista de Ethereum.

Ao mesmo tempo, o cenário global evidencia movimentos distintos entre grandes investidores. Enquanto Harvard reduz sua exposição, o fundo soberano Mubadala, de Abu Dhabi, amplia sua posição no mesmo ETF de Bitcoin. Dessa forma, o contraste revela estratégias institucionais divergentes no mercado cripto.

Harvard reduz participação em ETF de Bitcoin

Harvard encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 3.044.612 ações do IBIT, avaliadas em aproximadamente US$ 117 milhões. Esse volume representa uma queda de 43% em relação ao trimestre anterior. Ademais, a universidade já havia reduzido sua exposição em 21% no quarto trimestre de 2025.

Assim sendo, o movimento confirma uma trajetória contínua de redução. Ainda assim, o Bitcoin permanece no portfólio do fundo, que administra cerca de US$ 53 bilhões. No entanto, o peso do ativo diminuiu de forma significativa na estratégia geral.

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Os registros 13F mostram apenas a posição ao final do trimestre. Ou seja, não detalham todas as negociações realizadas no período. Por isso, não é possível identificar com precisão os motivos por trás das decisões de investimento.

Saída total do ETF de Ethereum

Além do corte em Bitcoin, Harvard eliminou completamente sua exposição ao ETF à vista de Ethereum da BlackRock. No trimestre anterior, esse investimento somava cerca de US$ 86,8 milhões. Contudo, o relatório mais recente indica que a posição foi zerada até 31 de março de 2026.

Essa decisão ocorreu em um contexto de preços mais fracos no mercado de criptomoedas. Ainda que o timing tenha chamado atenção, os dados não permitem determinar o momento exato das vendas. Do mesmo modo, os fatores por trás da decisão não foram divulgados.

Em outras palavras, Harvard optou por reduzir risco no curto prazo. Ainda assim, a manutenção de uma posição relevante em Bitcoin indica que a instituição não abandonou o setor.

Mubadala segue caminho oposto e amplia exposição

Em contrapartida, o fundo soberano Mubadala reforçou sua aposta no Bitcoin. Segundo registros regulatórios, o fundo passou a deter 14,7 milhões de ações do IBIT. Isso representa um aumento de 16% em relação ao trimestre anterior.

Essa participação estava avaliada em cerca de US$ 565,6 milhões em 31 de março de 2026. Portanto, o movimento dá continuidade a uma estratégia iniciada no quarto trimestre de 2024. Mesmo diante de oscilações no preço do Bitcoin, o fundo manteve compras consistentes.

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Além disso, os investimentos combinados de Mubadala e da Al Warda Investments já haviam ultrapassado US$ 1 bilhão ao final de 2025. Dessa maneira, Abu Dhabi reforça sua posição entre os principais investidores institucionais em produtos ligados ao Bitcoin.

Estratégias institucionais divergentes

Entidades associadas ao Mubadala classificam o Bitcoin como instrumento de diversificação de longo prazo. Nesse sentido, o ativo frequentemente é comparado ao ouro na construção de portfólios. Por conseguinte, a abordagem prioriza resiliência e proteção contra incertezas macroeconômicas.

Por outro lado, Harvard adota uma postura mais cautelosa no curto prazo. Embora mantenha exposição, a redução indica um ajuste tático diante das condições de mercado. Assim, o contraste entre os dois investidores evidencia leituras distintas sobre risco e oportunidade.

Em conclusão, os dados mostram uma divergência clara entre estratégias institucionais. Enquanto Harvard reduz sua exposição a ETFs de Bitcoin e abandona Ethereum, o Mubadala amplia sua presença, reforçando o caráter dinâmico do mercado de criptomoedas.

O autor:

Contabilidade de Criptomoedas