Aralez prevê queda do Bitcoin e Ethereum em 2026
O mercado de criptomoedas começou 2026 sob forte volatilidade, enquanto investidores buscam sinais mais claros sobre a direção dos preços. Nesse contexto, o analista Aralez apresentou projeções para o Bitcoin e o Ethereum ao longo do ano, com foco especial nos impactos macroeconômicos e institucionais.
Correção pode marcar o segundo trimestre
Segundo Aralez, o segundo trimestre de 2026 tende a ser marcado por uma correção relevante. Entre maio e junho, o Bitcoin pode recuar até a faixa de US$ 58.000, enquanto o Ethereum pode cair para cerca de US$ 1.700.
No momento da análise, o Bitcoin era negociado acima de US$ 76.900, o que representa uma possível queda superior a 24%. Já o Ethereum operava acima de US$ 2.100, sugerindo recuo próximo de 19%. Dessa forma, o cenário aponta para um ajuste expressivo no curto prazo.
O analista atribui esse movimento a um possível aumento nas vendas motivadas por pânico, o que tende a deteriorar rapidamente o sentimento do mercado. Ao mesmo tempo, ele projeta que o índice S&P 500 pode cair abaixo dos 6.800 pontos, reforçando um ambiente global de aversão ao risco.

Fonte: gráfico de Aralez no X
Formação de fundo e retorno das baleias
Já no terceiro trimestre, o cenário tende a mudar. Aralez avalia que o Bitcoin pode atingir o fundo do ciclo nesse período. Nesse meio tempo, grandes investidores institucionais, conhecidos como baleias, podem retomar a acumulação de forma discreta.
Assim, mesmo com baixa visibilidade e sentimento ainda fragilizado, o mercado pode entrar em uma fase de transição. Esse movimento costuma anteceder novos ciclos de alta, ainda que sem sinais imediatos de recuperação.
Outro fator relevante envolve a política monetária dos Estados Unidos. A possível saída de Jerome Powell do Federal Reserve e a entrada de Kevin Warsh podem aumentar a incerteza nos mercados. Como resultado, tanto ativos tradicionais quanto criptomoedas podem enfrentar oscilações mais intensas.
Alta pode retornar no quarto trimestre
Apesar da pressão inicial, o cenário projetado para o fim de 2026 é mais construtivo. Aralez aponta que o Bitcoin pode retomar a tendência de alta no quarto trimestre, com potencial para revisitar US$ 90.000 e até superar US$ 109.000.
Esse movimento dependerá de fatores combinados. Em primeiro lugar, o avanço das integrações com inteligência artificial pode impulsionar a adoção. Além disso, novas narrativas tecnológicas tendem a atrair capital para o setor.
Ao mesmo tempo, o retorno do apetite por risco pode favorecer ativos digitais. Assim sendo, a entrada de novos fluxos de investimento pode sustentar uma recuperação mais consistente.
Liquidez global como catalisador
O analista também destaca a possibilidade de retomada do Quantitative Easing em economias relevantes. Historicamente, esse tipo de estímulo aumenta a liquidez e beneficia ativos de maior risco, como o Bitcoin.
Além disso, condições monetárias mais flexíveis tendem a incentivar a busca por ativos com maior potencial de valorização. Como consequência, o mercado cripto pode se beneficiar diretamente desse ambiente.
BTC sendo negociado a US$ 76.930 no gráfico diário | Fonte: TradingView
Em conclusão, o cenário traçado indica um ciclo completo ao longo de 2026. Inicialmente, o mercado pode enfrentar forte correção, seguido por um período de formação de fundo e, posteriormente, uma retomada gradual da confiança. Ainda assim, a volatilidade deve permanecer elevada, exigindo cautela contínua dos investidores.