Bitcoin precisa superar médias para confirmar alta, diz Crypflow

O Bitcoin voltou a subir e alcançou uma região técnica relevante no gráfico de duas semanas. Com isso, ressurgiu o debate sobre o possível início de um novo ciclo de alta no mercado de criptomoedas.

Segundo o analista Crypflow, a confirmação de um mercado altista depende de um movimento específico envolvendo médias móveis. Historicamente, esses indicadores funcionam como um divisor consistente entre fases de alta e de baixa.

Em outras palavras, embora o preço apresente recuperação, ainda não há validação técnica suficiente. Portanto, investidores seguem atentos aos níveis que podem definir o próximo movimento do Bitcoin.

Estrutura técnica aponta zona decisiva

A análise se concentra na chamada “ribbon”, formada pela média móvel simples de 21 períodos (21 SMA) e pela média móvel ponderada de 21 períodos (21 WMA). Ao longo de mais de uma década, essa estrutura delimitou ciclos relevantes do mercado.

De fato, identificar o início de um bull market não é simples. Ainda assim, esse cruzamento tem mostrado consistência. Quando a 21 WMA cruza acima da 21 SMA, o mercado tende a entrar em tendência de alta.

Por outro lado, o movimento inverso costuma sinalizar um cenário de baixa. Esse padrão já apareceu em diversos ciclos anteriores, reforçando sua relevância técnica.

Bitcoin

Fonte: Crypflow no X

Após o topo de 2013, por exemplo, o cruzamento baixista antecipou a queda até 2015. Em seguida, um cruzamento altista confirmou nova valorização. O mesmo comportamento ocorreu após o pico de 2017 e a recuperação iniciada em 2019.

Além disso, o indicador antecipou movimentos no crash de 2020 e no ciclo de 2021. Posteriormente, sinalizou a fase de baixa que levou ao fundo de 2022. Já em 2023, um novo cruzamento altista sustentou a valorização até o topo de 2025.

Histórico reforça leitura técnica

Conforme os dados históricos, essa estrutura não apenas acompanha o mercado, mas frequentemente antecipa mudanças relevantes. Dessa forma, analistas consideram a “ribbon” um dos sinais mais confiáveis para identificar ciclos do Bitcoin.

Ainda assim, nenhum indicador é infalível. Apesar disso, a repetição consistente do padrão ao longo dos anos reforça sua importância nas análises atuais.

Bitcoin ainda enfrenta resistência nas médias

O sinal mais recente ocorreu em 2025, quando o Bitcoin confirmou um mercado de baixa após recuar de seu topo acima de US$ 126.000. Desde então, o ativo permanece em fase corretiva.

Atualmente, o Bitcoin tenta recuperar força e retomar níveis acima da “ribbon”. No entanto, o gráfico ainda indica predominância vendedora, já que o preço segue abaixo das médias principais.

No momento da análise, a 21 WMA está próxima de US$ 81.974, enquanto a 21 SMA aparece em torno de US$ 90.415. Portanto, o ativo precisa superar essas regiões para confirmar uma reversão consistente.

Recentemente, o Bitcoin chegou a testar a área acima da 21 WMA ao atingir US$ 82.000. Contudo, não sustentou o movimento e recuou para a faixa dos US$ 76.000.

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BTC sendo negociado próximo de US$ 76.772 no gráfico diário | Fonte: TradingView

Confirmação de alta ainda não ocorreu

Esse comportamento reforça a rejeição técnica na região da “ribbon”. Assim, apesar da tentativa de recuperação, o Bitcoin ainda não confirmou um novo ciclo altista.

Segundo Crypflow, o ativo precisa não apenas superar a 21 WMA, mas também se manter acima desse nível. Somente assim o mercado poderá validar uma mudança estrutural de tendência.

Enquanto isso, o cenário permanece cauteloso, já que a faixa das médias móveis continua atuando como resistência decisiva. Em suma, o Bitcoin segue abaixo dessas referências, com preço próximo de US$ 76.000 e ainda inserido em uma zona associada ao mercado de baixa.