Ataque físico drena US$ 6,7 mi em ETH, BTC e e cbBTC
Um investidor perdeu cerca de US$ 6,7 milhões em criptomoedas após um suposto ataque físico, com movimentações relevantes em Ethereum e uso do Tornado Cash.
Um caso grave voltou a chamar atenção no mercado de criptomoedas em 2026. Segundo o investigador on-chain Specter, um usuário das exchanges Kraken e Coinbase perdeu aproximadamente US$ 6,7 milhões após um suposto ataque físico. Assim, o episódio reforça preocupações crescentes sobre segurança, sobretudo entre investidores com grandes volumes de ativos digitais.
De acordo com a análise, os criminosos acessaram contas vinculadas às duas plataformas. Em seguida, retiraram quantias expressivas em ativos como Ethereum, Bitcoin e cbBTC. Além disso, as movimentações ocorreram rapidamente após o incidente, o que fortalece a hipótese de coerção direta contra a vítima.
Movimentações levantam alerta no mercado
Valores expressivos foram retirados da Kraken
Conforme Specter, os invasores retiraram 1.554 ETH da conta do usuário na Kraken. Esse montante equivalia a cerca de US$ 3,3 milhões no momento das transações. Além disso, aproximadamente 10,5 BTC também foram transferidos da mesma conta, ampliando significativamente o prejuízo.
Um usuário da Kraken e da Coinbase perdeu US$ 6,7 milhões, provavelmente como resultado de um ataque físico.
Um total de 1.554 $ETH (~US$ 3,3 milhões) e 10,5 bitcoin:native foram retirados da conta da Kraken da vítima, enquanto 34,1 $cbBTC (~US$ 2,6 milhões) foram retirados da Coinbase.
Os atacantes já lavaram os fundos roubados, com US$ 5,3 milhões depositados no Tornado Cash.
Endereço do roubo: 0xd3191Cba17504BDf7172ba9859aC854e3A79982A bc1qxn9d9cecex7hkqw5mugw8makgrqq6crf26nqv3
Fique esperto.
Fonte: @SpecterAnalyst no X
Na Coinbase, por outro lado, os criminosos também realizaram saques relevantes. Foram retirados 34,1 cbBTC, avaliados em cerca de US$ 2,6 milhões. Portanto, ao somar todas as movimentações, as perdas totais atingem aproximadamente US$ 6,7 milhões.
Embora autoridades ainda não tenham confirmado oficialmente o caso, Specter afirma que o padrão das transações indica coerção física. De fato, os registros na blockchain surgiram logo após o suposto ataque, sugerindo uma ação coordenada e imediata.
Uso do Tornado Cash dificulta rastreamento
Outro ponto crítico envolve o destino dos fundos. Parte significativa dos ativos foi movimentada por meio do Tornado Cash, protocolo conhecido por dificultar o rastreamento de transações.
Estima-se que cerca de US$ 5,3 milhões já tenham sido enviados ao serviço. Dessa forma, os criminosos tentam ocultar a origem dos recursos, o que complica o trabalho de investigadores on-chain.
O Tornado Cash permanece no centro de debates regulatórios, já que frequentemente aparece associado a esquemas de lavagem de dinheiro. Ainda assim, analistas seguem monitorando os endereços envolvidos a fim de identificar movimentações futuras.
Risco físico cresce entre investidores de criptomoedas
Grandes detentores se tornam alvos
Casos como esse evidenciam uma tendência preocupante. Diferentemente do sistema bancário tradicional, carteiras digitais oferecem acesso direto aos fundos. Assim, investidores podem se tornar alvos de crimes físicos, especialmente quando detêm grandes quantias em criptomoedas.
Nos últimos anos, diversos relatos indicam situações semelhantes. Em muitos episódios, vítimas foram ameaçadas para desbloquear dispositivos ou autorizar transferências. Portanto, o risco não se limita ao ambiente digital.
Além disso, a valorização contínua de ativos como Ethereum e Bitcoin aumenta o interesse de criminosos. Como resultado, cresce a necessidade de estratégias que combinem segurança digital e proteção pessoal.
Exchanges reforçam práticas de proteção
Até o momento, Kraken e Coinbase não divulgaram comunicados oficiais sobre o incidente. Ainda assim, ambas recomendam práticas rigorosas de segurança, como autenticação em dois fatores, limites de saque e monitoramento constante de atividade.
Do mesmo modo, especialistas destacam a importância da discrição sobre patrimônio e do uso de múltiplas camadas de proteção para acesso às contas.
Nesse sentido, as investigações continuam. Como as transações em blockchain são públicas, analistas conseguem acompanhar o fluxo dos fundos. Contudo, ferramentas de anonimização ainda representam um desafio relevante.
Em conclusão, o caso evidencia um cenário complexo em 2026. Embora a blockchain ofereça transparência, ataques seguem ocorrendo inclusive fora do ambiente digital. Proteger ativos exige, portanto, uma abordagem que integre tecnologia e segurança física.
Os dados consolidados indicam que 1.554 ETH, 10,5 BTC e 34,1 cbBTC foram retirados das contas da vítima. Além disso, uma parte relevante já foi direcionada ao Tornado Cash, conforme o rastreamento conduzido por Specter.