Criptomoedas estão se tornando ‘institucionais’ nos EUA; o que isso pode significar para a América Latina?

  • Os ativos digitais deixaram de ser apenas uma “curiosidade” na região, que vive um verdadeiro momento de “cripto cotidiano”
  • De economias a transações internacionais, os latino-americanos estão recorrendo aos ativos digitais para reduzir custos e ampliar o acesso a serviços; o reconhecimento institucional nos EUA impulsiona ainda mais essa tendência

À medida que a América Latina acelera a adoção de stablecoins e ativos digitais, a aprovação concedida pelo Office of the Comptroller of the Currency (OCC) à BitGo sinaliza a direção que o setor está tomando: maior regulamentação, padrões institucionais e convergência com o sistema financeiro tradicional.

A aprovação do OCC — emitida pelo órgão regulador bancário federal dos EUA — permite que a BitGo Bank & Trust, National Association (“BitGo Bank & Trust”) avance como uma entidade fiduciária nacional com licença federal. Isso representa uma das estruturas de supervisão mais significativas dentro do ecossistema de ativos digitais.

Além disso, em maio, o Comitê Bancário do Senado dos EUA avançou com o projeto de lei Digital Asset Market CLARITY Act, criado para esclarecer como os ativos digitais, plataformas de negociação e intermediários serão regulamentados no país. Embora a legislação ainda não tenha sido aprovada, seu avanço reforça uma mudança mais ampla: os ativos digitais estão sendo tratados não como um sistema financeiro paralelo, mas como parte da arquitetura financeira regulada.

O contexto regional ajuda a explicar por que isso importa. A América Latina processou US$ 324 bilhões em transações com stablecoins durante 2025, um aumento de 89% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente por remessas e pagamentos internacionais. Brasil e Argentina lideram essa expansão: mais de 90% dos fluxos de criptomoedas no Brasil já estão ligados a stablecoins, enquanto na Argentina o índice ultrapassa 60%.

“As empresas latino-americanas já estão determinadas a investir em ativos digitais, e o principal ponto agora é decidir qual tipo de infraestrutura utilizar. Hoje, a conversa gira em torno de compliance, custódia, seguros e da capacidade de operar sob padrões regulatórios internacionais”, afirmou Luis Ayala, Diretor-Geral para a América Latina da BitGo.

Na Argentina, o debate regulatório ganhou força após a implementação do registro e supervisão dos Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (VASPs) pela Comisión Nacional de Valores (CNV), incluindo exigências relacionadas à cibersegurança, custódia e prevenção à lavagem de dinheiro.

O Brasil, por sua vez, está avançando em direção a um arcabouço mais robusto para stablecoins e provedores de serviços cripto, à medida que o Banco Central aumenta a supervisão sobre transações internacionais e pagamentos digitais.

A Bolívia também está emergindo como um mercado relevante nessa conversa regional. Após suspender restrições históricas sobre ativos virtuais, o país começou a desenvolver um marco regulatório para fintechs e provedores de serviços de ativos digitais. Segundo dados do Banco Central da Bolívia, as transações com ativos virtuais cresceram mais de 530% em 2025 na comparação anual, impulsionadas por pagamentos, remessas e transações comerciais.

Nesse cenário, bancos, fintechs e empresas regionais demonstram interesse crescente em soluções de “Crypto-as-a-Service”, que permitem integrar gestão de tesouraria e serviços relacionados a Bitcoin ou stablecoins sem precisar construir toda a infraestrutura operacional — e, em alguns casos, regulatória — do zero. O objetivo, cada vez mais, é aproximar os ativos digitais do “cripto cotidiano”: casos de uso reais nos quais empresas possam movimentar dinheiro, pagar fornecedores, realizar transferências internacionais ou gerenciar tesourarias digitais de forma mais eficiente e alinhada aos padrões institucionais.

“Em mercados como a América Latina, onde as empresas precisam reduzir custos de pagamentos internacionais e operar em tempo real, a infraestrutura institucional será um diferencial importante. A adoção em massa dependerá cada vez mais da confiabilidade e da boa regulamentação do ecossistema por trás desses serviços”, acrescenta Ayala.

Essa mudança reflete uma transformação mais profunda: a indústria cripto regional está deixando para trás a fase experimental e entrando em uma etapa em que regulamentação, transparência e infraestrutura institucional assumem o protagonismo.

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SOBRE A BITGO

A BitGo (NYSE: BTGO) é uma empresa de infraestrutura para ativos digitais que oferece custódia, carteiras, staking, negociação, financiamento, stablecoins e serviços de liquidação a partir de armazenamento regulado a frio. Desde 2013, a BitGo tem como foco acelerar a transição do sistema financeiro para uma economia baseada em ativos digitais. A empresa mantém presença global e múltiplas entidades reguladas, incluindo o BitGo Bank & Trust, National Association, o primeiro banco fiduciário de ativos digitais com licença federal e capital aberto. Atualmente, a BitGo atende milhares de instituições, incluindo muitas das principais marcas do setor, instituições financeiras, exchanges, plataformas e milhões de investidores em todo o mundo. Para mais informações, visite www.bitgo.com.

Declarações Prospectivas

Determinadas declarações neste comunicado à imprensa constituem “declarações prospectivas” nos termos das leis federais de valores mobiliários dos EUA. Palavras como “pode”, “poderia”, “irá”, “deveria”, “acredita”, “espera”, “antecipa”, “estima”, “continua”, “prevê”, “projeta”, “planeja”, “pretende” ou expressões semelhantes, bem como declarações relacionadas à intenção, crença ou expectativas atuais, caracterizam declarações prospectivas. Essas declarações estão sujeitas a diversos riscos e incertezas, muitos dos quais são difíceis de prever, que podem fazer com que os resultados reais difiram materialmente das expectativas e premissas atuais expressas ou implícitas nessas declarações. Entre os fatores importantes que podem causar diferenças relevantes estão a alta volatilidade dos ativos digitais, questões técnicas relacionadas à integração de ativos digitais suportados e alterações em suas redes subjacentes, maior escrutínio sobre o setor e suas operações, roubo, perda ou destruição de chaves privadas necessárias para acessar ativos digitais mantidos sob custódia própria ou de clientes, erros na execução de transações de clientes ou na gestão das atividades de negociação da própria empresa, além de outros fatores discutidos no Relatório Anual da Companhia no Formulário 10-K apresentado à Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA em 27 de março de 2026 e em documentos posteriores apresentados à SEC, incluindo relatórios periódicos nos Formulários 10-Q e 8-K. Essas declarações prospectivas baseiam-se em fatos e condições existentes no momento em que são feitas, bem como em previsões sobre fatos e condições futuras. Embora a Companhia considere essas declarações razoáveis, os leitores são alertados a não depositar confiança excessiva nelas. As informações contidas neste comunicado são fornecidas apenas na data de sua divulgação, e a Companhia não assume qualquer obrigação de atualizar declarações prospectivas relacionadas aos temas aqui tratados, exceto quando exigido pela legislação aplicável.

*Comunicado de imprensa