Bitcoin está repetindo um padrão histórico de ‘fakeout’, diz Bee

O Bitcoin está repetindo um padrão histórico conhecido como “fakeout”, segundo análise do especialista Bee, publicada na rede X. Esse comportamento já apareceu em ciclos anteriores e pode indicar uma nova queda antes de uma alta mais expressiva.

Padrão histórico sugere nova fase de correção

Bee apresentou um estudo baseado em dados históricos do Bitcoin, indicando que o ativo pode estar seguindo uma estrutura semelhante à de ciclos passados. Esse padrão já teria ocorrido ao menos duas vezes e, posteriormente, foi seguido por novas máximas de preço.

De acordo com a análise, o movimento atual lembra o comportamento observado em 2017. Naquele período, o Bitcoin atingiu um topo acima de US$ 20.000. Em seguida, esse nível passou a atuar como suporte relevante no ciclo posterior, que levou o ativo a novas máximas históricas em 2021.

Esse fenômeno ocorre quando um topo anterior se transforma em suporte após uma forte correção. Assim, Bee descreve esse comportamento como “teoria do fakeout”, isto é, uma falsa quebra de tendência antes da retomada da alta.

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Fonte: gráfico compartilhado por Bee no X

No ciclo de 2021, o Bitcoin alcançou outro topo relevante acima de US$ 68.000. Depois desse pico, o mercado entrou em forte correção, levando o preço abaixo de US$ 20.000. Ainda assim, o ativo se recuperou posteriormente e renovou suas máximas históricas.

Movimento atual reforça semelhança com ciclos passados

No ciclo atual, o Bitcoin atingiu um topo por volta de outubro de 2025, superando US$ 126.000. Logo após, houve uma queda significativa no início de 2026, com o preço recuando abaixo de US$ 70.000. Nesse sentido, Bee avalia que esse movimento pode representar mais um exemplo do fakeout em ação.

Apesar da semelhança histórica, o analista demonstra cautela. Embora o padrão tenha consistência nos ciclos anteriores, o cenário atual apresenta maior pressão e incerteza, o que pode alterar a dinâmica esperada.

Projeções indicam queda antes de possível recuperação

Seguindo essa lógica, Bee projeta que o Bitcoin ainda pode enfrentar uma nova fase de correção antes de atingir o fundo do ciclo. Inicialmente, o preço poderia recuar para a faixa entre US$ 60.000 e US$ 65.000.

Além disso, em um cenário mais extremo, a queda poderia se estender até a região entre US$ 52.000 e US$ 47.000. Nesse caso, o ativo possivelmente encontraria um fundo mais sólido, marcando a etapa final do fakeout antes de uma reversão mais consistente.

Após esse possível fundo, a projeção indica uma recuperação relevante. Conforme o gráfico compartilhado pelo analista, o Bitcoin poderia atingir um alvo próximo de US$ 110.000, sugerindo a retomada de um ciclo de alta significativo.

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O BTC está cotado a US$ 77.687 no gráfico diário | Fonte: BTCUSDT no Tradingview

Potencial de valorização segue relevante

Considerando os níveis projetados, uma recuperação a partir da faixa de US$ 50.000 representaria valorização superior a 120%. Por outro lado, partindo dos níveis próximos de US$ 77.000, uma alta até US$ 110.000 indicaria ganho acima de 40%.

O próprio analista, no entanto, ressalta que não está totalmente convencido da repetição exata do padrão. Afinal, a dinâmica atual do mercado de criptomoedas pode introduzir variações relevantes em relação aos ciclos anteriores.

Em suma, embora o Bitcoin apresente sinais semelhantes aos ciclos de 2017 e 2021, o ativo ainda pode buscar novas mínimas antes de tentar novamente níveis acima de US$ 100.000.