Bitcoin pode cair 15%, alerta Merlijn The Trader

O Bitcoin voltou a exibir um padrão técnico recorrente que, historicamente, antecede quedas relevantes no preço. Segundo o analista Merlijn The Trader, essa estrutura já provocou recuos médios próximos de 15% em ciclos anteriores. Assim, o cenário atual acende um sinal de cautela entre investidores atentos ao comportamento cíclico do mercado.

Padrão histórico reforça risco de correção

Em 19 de maio, Merlijn alertou investidores sobre uma possível nova fase de queda. De acordo com ele, o padrão aparece de forma consistente desde 2018, sobretudo em anos de ciclo intermediário.

O movimento segue uma lógica recorrente. Em primeiro lugar, o Bitcoin registra queda acentuada no primeiro trimestre. Em seguida, ocorre uma recuperação no segundo trimestre, geralmente interpretada como um rali de alívio. No entanto, após essa alta temporária, o ativo tende a enfrentar nova pressão vendedora, levando à formação do fundo apenas no fim do ano.

Esse comportamento foi observado em 2018. Naquele ano, o Bitcoin caiu cerca de 25% em janeiro. Posteriormente, subiu mais de 33% entre março e abril. Contudo, em maio, voltou a cair aproximadamente 19%, com o fundo sendo formado apenas em dezembro.

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Fonte: Merlijn The Trader no X

Da mesma forma, o padrão reapareceu em 2022. Naquele ciclo, o Bitcoin recuou 17% no primeiro trimestre. Em seguida, apresentou recuperação de pouco mais de 5% em março. Entretanto, logo depois, caiu novamente 16% em abril, com o fundo sendo estabelecido apenas em novembro.

Ciclo atual apresenta sinais semelhantes

No ciclo atual, os dados indicam trajetória semelhante. O Bitcoin caiu cerca de 23% no primeiro trimestre de 2026. Além disso, registrou um rali superior a 14% entre março e abril. Ainda assim, maio trouxe maior volatilidade e sinais de enfraquecimento da tendência de alta.

Segundo Merlijn, caso o padrão se repita, o mercado poderá enfrentar nova fase de correção nos próximos meses. Assim, o fundo do ciclo pode surgir apenas entre novembro e dezembro de 2026, reforçando a utilidade da análise histórica para antecipar movimentos.

Outros analistas veem risco de queda mais intensa

Além de Merlijn, outros especialistas também adotam postura cautelosa. O analista conhecido como Chiefy avalia que o Bitcoin pode estar formando um padrão clássico de reversão, o que indica perda de força após a recente recuperação.

Em publicação no X, ele descreveu a formação de um padrão de Cabeça e Ombros. Na análise técnica, esse tipo de estrutura costuma sinalizar reversão após um período de alta.

Segundo Chiefy, o padrão já foi confirmado no gráfico do Bitcoin. Portanto, o mercado pode entrar em uma fase de reteste antes de um movimento mais intenso de queda, o que tende a enfraquecer o sentimento otimista, especialmente no curto prazo.

O analista projeta que o preço pode recuar até a região de US$ 37.000. Considerando cotações acima de US$ 77.000, isso representaria uma desvalorização superior a 50%, um cenário que amplia o risco de correção mais profunda.

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BTC sendo negociado a US$ 77.324 no gráfico diário. Fonte: TradingView

Histórico sustenta cautela no curto prazo

As análises convergem para um ponto central. O comportamento atual do Bitcoin apresenta forte semelhança com ciclos anteriores. Ou seja, a sequência de queda inicial, recuperação temporária e nova pressão vendedora já ocorreu diversas vezes.

Além disso, tanto Merlijn quanto Chiefy destacam que esses padrões historicamente levaram o ativo a formar fundos apenas no final do ano. Dessa forma, o mercado pode enfrentar meses de instabilidade antes de uma recuperação mais consistente.

Em conclusão, embora o Bitcoin mantenha relevância no longo prazo, os sinais técnicos atuais indicam um ambiente mais desafiador. Nesse sentido, acompanhar os próximos movimentos torna-se essencial diante da possibilidade de repetição dos ciclos anteriores.