Bitcoin perde média de 2 anos e testa US$ 72 mil

Bitcoin é negociado próximo de US$ 75 mil após perder a média móvel de dois anos, enquanto traders monitoram o suporte em US$ 72 mil e possíveis sinais de acumulação no longo prazo.

O Bitcoin voltou a operar perto de US$ 75.318 no gráfico diário da Bitstamp. No entanto, o ativo perdeu o suporte da média móvel de dois anos, situada em torno de US$ 86.000. Esse movimento chamou a atenção de analistas que acompanham ciclos históricos do mercado de criptomoedas.

Além disso, o indicador 2 Year MA Multiplier voltou ao radar. Ele é amplamente utilizado para identificar regiões de subvalorização e sobrevalorização ao longo dos ciclos. Assim, muitos investidores passaram a avaliar possíveis pontos de entrada com base nesse modelo.

Perda da média de longo prazo acende alerta

Com a recente queda, o Bitcoin passou a ser negociado abaixo da linha verde do indicador, que representa a média móvel de dois anos. Historicamente, essa região costuma indicar zonas de compra, embora não ofereça garantias.

O modelo compara o preço atual com a média de longo prazo e inclui uma linha superior em vermelho, tradicionalmente associada a zonas de venda. Atualmente, enquanto o preço gira próximo de US$ 77.000, a média permanece perto de US$ 86.000.

Crypto Patel no X

O indicador já foi observado em ciclos anteriores, como 2015, 2019 e 2023. Ainda assim, embora o histórico seja relevante, ele não garante resultados futuros. O mercado de criptomoedas permanece altamente volátil.

Além disso, a linha superior do ciclo atual estaria próxima de US$ 430.000. Portanto, traders utilizam o modelo como referência, mas mantêm cautela diante das incertezas.

Leitura técnica exige cautela

Embora muitos considerem essa faixa como zona de compra, trata-se apenas de uma interpretação técnica. Em outras palavras, o risco segue elevado. Assim sendo, estratégias de gestão continuam essenciais para limitar perdas.

Zona de acumulação entra no radar

A queda abaixo de US$ 86.000 reacendeu o debate sobre uma nova zona de acumulação. Por outro lado, parte dos investidores vê esse movimento como oportunidade de longo prazo, sobretudo pela repetição de padrões históricos.

Entre as estratégias mais citadas, destaca-se o dollar cost averaging. Nesse modelo, o investidor distribui aportes ao longo do tempo, reduzindo o impacto da volatilidade.

No curto prazo, o Bitcoin permanece dentro da faixa entre US$ 72.000 e US$ 75.000, que atua como suporte imediato. Caso esse nível seja perdido, analistas apontam a região entre US$ 60.000 e US$ 65.000 como próxima zona de demanda.

Por outro lado, o ativo ainda encontra dificuldade para superar os US$ 80.000. Um fechamento acima desse nível pode melhorar o sentimento no curto prazo. Além disso, uma recuperação mais consistente exigiria rompimentos entre US$ 88.000 e US$ 92.000.

Indicadores apontam enfraquecimento

A análise técnica indica que o Bitcoin segue abaixo de diversas linhas ascendentes de Fibonacci. Como resultado, há sinais de enfraquecimento na tendência de alta.

A resistência mais próxima está entre US$ 78.000 e US$ 82.000, faixa em que vendedores tendem a atuar com maior intensidade.

O MACD permanece abaixo da linha zero e apresenta histograma negativo, o que reforça o domínio do momentum de baixa.

Bitcoin próximo de US$ 75 mil com pressão nos indicadores

Bitcoin próximo de US$ 75 mil com indicadores sob pressão. Fonte TradingView.

O RSI, por sua vez, está próximo de 40. Isso indica fraqueza, embora ainda distante de níveis de sobrevenda extrema. Assim, o mercado mantém um viés cauteloso.

Em conclusão, a manutenção do suporte em US$ 72.000 torna-se decisiva. Caso esse nível seja perdido, o preço poderá revisitar a faixa entre US$ 60.000 e US$ 65.000. Nesse ínterim, o mercado permanece dividido entre expectativa de acumulação e cautela diante da pressão vendedora.

O autor:

Contabilidade de Criptomoedas