XRP lidera tese de adoção cripto de X Finance Bull
O analista do mercado de criptomoedas, X Finace Bull, reuniu 13 projetos descentralizados que, na visão dele, podem impulsionar a próxima fase de adoção do setor. Entre os destaques, XRP, Stellar (XLM) e Ondo Finance (ONDO) aparecem em áreas estratégicas, como pagamentos globais, liquidação internacional e tokenização de ativos do mundo real.
X Finance Bull publicou, em 24 de maio, uma leitura na qual o próximo ciclo de valorização do mercado cripto não dependeria apenas de especulação. Em vez disso, o capital tenderia a favorecer redes de infraestrutura com utilidade prática e aplicações reconhecíveis fora do ambiente puramente especulativo.
Pagamentos globais reforçam a tese para o XRP
Em primeiro lugar, X Finance Bull colocou o XRP no topo da lista. Para ele, o ativo funciona como uma ferramenta voltada à liquidação de pagamentos globais. A tese parte da ideia de que o XRP Ledger atua como camada de liquidação e como moeda de ponte neutra entre diferentes moedas fiduciárias.
Assim, em vez de depender de vários bancos intermediários para concluir uma transferência internacional, a rede converte o valor em XRP. Depois, move os fundos e realiza a conversão para a moeda de destino em poucos segundos. Dessa forma, a estrutura busca reduzir custos e acelerar operações transfronteiriças.
Na leitura apresentada, esse diferencial tornou a rede conhecida por transferências baratas e por liquidações concluídas em cerca de três a cinco segundos. Nesse sentido, o analista argumenta que utilidades desse tipo podem sustentar uma nova fase de adoção institucional e operacional no mercado de criptomoedas.
Além disso, o XLM, token da Stellar, aparece como solução voltada à liquidação internacional. Jed McCaleb, cofundador da Ripple, lançou a Stellar em 2014. A rede conecta bancos, instituições financeiras e usuários, usando o XLM como moeda de ponte para transações de baixo custo e liquidação quase instantânea.
Ao mesmo tempo, o foco da rede em inclusão financeira ajudou a consolidar seu uso em remessas e transferências internacionais de menor valor. Na visão do analista, a diferença entre XRP e XLM não envolve, necessariamente, competição direta. Em vez disso, cada rede pode ocupar uma função distinta dentro da infraestrutura financeira digital.
Diferenças entre XRP e XLM na infraestrutura financeira
Enquanto o XRP costuma aparecer associado à liquidação global em escala mais ampla, o XLM surge ligado a casos de uso voltados à acessibilidade. Portanto, a tese não coloca os dois ativos no mesmo nicho exato, ainda que ambos atuem em pagamentos e liquidação.
Além de XRP e XLM, o analista destacou a Ondo Finance como um dos nomes mais relevantes no segmento de ativos do mundo real tokenizados. Esse mercado ganhou espaço na análise porque a Standard Chartered estima que esses ativos possam atingir US$ 30,1 trilhões até 2034.
Segundo a avaliação, os produtos OUSG e USDY, da Ondo Finance, detêm a maior fatia nativa em DeFi entre títulos governamentais tokenizados. Ademais, o protocolo ampliou sua atuação para além de produtos ligados a Treasuries. Agora, também avança para ações e ETFs dos Estados Unidos em formato tokenizado.
Com isso, a expansão reforça a tese de que a tokenização pode se tornar uma das principais pontes entre finanças tradicionais e redes baseadas em blockchain. Afinal, esse movimento aproxima ativos conhecidos do mercado tradicional de uma infraestrutura digital programável.
ONDO, Solana e Chainlink entram na visão de longo prazo
X Finance Bull também incluiu outros projetos conhecidos, como Solana (SOL), Chainlink (LINK), Cardano (ADA) e Algorand (ALGO). Segundo ele, cada uma dessas redes atende a uma função distinta. Além disso, elas poderiam substituir partes da infraestrutura tradicional que hoje movimentam trilhões de dólares.
Em outras palavras, a ideia central é direta: se uma rede resolve uma função concreta, sua demanda pode deixar de depender apenas do humor do mercado. Como resultado, ela passa a refletir uso recorrente, integrações e necessidade operacional.
Nessa leitura, o crescimento de preço desses ativos não ocorreria de forma abrupta. Pelo contrário, ele aconteceria por acúmulo. Ou seja, o valor tenderia a subir gradualmente à medida que surgem novas integrações, parcerias e marcos de adoção.
Para o analista, quando a demanda por essas redes se tornar estrutural, com bancos e instituições efetivamente dependendo delas, os preços devem refletir essa mudança de forma mais consistente. Ainda assim, a tese não ignora a volatilidade do setor. Ela apenas prioriza redes que constroem utilidade de longo prazo.
Outro ponto ressaltado envolve a diferença entre ativos de utilidade e projetos altamente voláteis, como memecoins. Na avaliação apresentada, redes de infraestrutura têm perfil mais duradouro porque não dependem apenas de tendências momentâneas. Em vez disso, tentam construir trilhos, conexões e sistemas capazes de sustentar operações financeiras globais no futuro.
Fonte: TradingView
Mercado tokenizado amplia a tese do analista
No conjunto, a tese defendida por X Finance Bull coloca XRP, XLM e ONDO como exemplos de redes ligadas a funções específicas dentro da infraestrutura financeira. Entre elas, estão pagamentos globais, liquidação transfronteiriça e tokenização de ativos reais.
Além disso, a publicação também cita Solana, Chainlink, Cardano e Algorand como parte desse mesmo movimento. Já a projeção da Standard Chartered ajuda a contextualizar o potencial do mercado de ativos tokenizados, que pode ganhar escala nos próximos anos.
Por fim, a análise sugere que a próxima onda de adoção do mercado cripto pode favorecer projetos com utilidade mensurável. Assim, ativos ligados a infraestrutura, eficiência operacional e integração com finanças tradicionais tendem a receber mais atenção institucional do que narrativas baseadas apenas em entusiasmo passageiro.