InterLink inicia Private Mainnet sem venda de tokens
KV, chairman da InterLink, disse que a Private Mainnet começa a ser implantada nesta semana, sem venda de tokens, com entrada sujeita a verificações AML e caixa para manter a operação por pelo menos mais cinco anos.
KV afirmou, no X, que todos os engenheiros e pesquisadores da ITL Foundation começarão nesta semana a implantar os módulos centrais da Private Mainnet. O executivo não informou uma data exata. Ainda assim, indicou que a ativação ocorrerá ao longo dos próximos dias.
Embora o anúncio tenha ocorrido sem grande campanha, o projeto está em desenvolvimento há mais de dois anos. A princípio, a InterLink surgiu como um aplicativo gratuito de mineração. Contudo, segundo a descrição apresentada por KV, a iniciativa evoluiu para uma estrutura mais ampla, voltada a pagamentos e tokenização de ativos do mundo real.
InterLink diz não depender de capital de risco
Em outra mensagem no X, KV declarou que os cofundadores financiaram a InterLink desde o início com recursos próprios. Além disso, afirmou que o projeto não recorreu a capital de risco e também não realizou vendas de balcão para parceiros de tesouraria.
Segundo o chairman, a receita obtida com Google Adsense não cobre nem um quinto dos custos operacionais mensais. Ainda assim, ele disse que os anúncios não funcionam como principal fonte de monetização. Em vez disso, a ferramenta serviria para filtrar bots e restringir acessos automatizados.
KV também afirmou que a InterLink possui capital suficiente para seguir ativa por pelo menos mais cinco anos sem vender um único token. Ademais, destacou que a equipe reúne quase 100 engenheiros e pesquisadores, que continuaram desenvolvendo a infraestrutura durante esse período.
Ainda conforme o executivo, a fundação não venderá tokens próprios durante a fase de Private Mainnet. Além disso, a equipe central não deterá tokens nessa etapa. Mesmo depois de uma futura Open Mainnet, as alocações permaneceriam travadas por anos. Ele, porém, não apresentou um cronograma público detalhado.
Verificações AML condicionam entrada na rede
KV colocou a conformidade regulatória no centro da comunicação. Segundo ele, todos os tokens que entrarem na Private Mainnet precisarão passar por verificações AML. O processo já gerou reclamações por causa do tempo de espera. Mesmo assim, ele classificou esse atrito como intencional.
Na avaliação do chairman, a meta é construir uma rede capaz de conquistar a confiança de bancos e empresas de fintech avaliadas em bilhões de dólares. Nesse sentido, quanto maior a aderência às exigências regulatórias, maiores tendem a ser as chances de integração com parceiros institucionais.
KV acrescentou que a prioridade nas verificações está ligada a métricas internas chamadas ACS e HCS. No entanto, ele não explicou publicamente o significado das siglas. Em seguida, afirmou que validadores começarão a ingressar durante a fase de Private Mainnet, o que deve acelerar o processo de checagem. Apesar da fila, ele disse que todos terão acesso eventualmente.
O executivo também detalhou o papel do token ITL dentro da rede. Segundo ele, o ativo será necessário para pagamento de taxas de gas, staking de validadores, emissão de tokens empresariais e pagamentos no ecossistema. Além disso, a InterLink desenvolve infraestrutura para pagamentos com stablecoin e, posteriormente, para uso de tokens em despesas como passagens aéreas, hotéis e cartões SIM.
Infraestrutura mira pagamentos e ativos reais
No campo tecnológico, KV afirmou que a InterLink está construindo uma infraestrutura resistente a ataques quânticos, alinhada aos padrões mais elevados do NIST. Além disso, descreveu uma blockchain voltada a pagamentos e ativos do mundo real com latência de finalização extremamente baixa.
Outro ponto citado foi um protocolo de ativos digitais lastreados em transações. Segundo ele, a tecnologia poderá permitir que empresas tokenizem ativos usando tokens nativos. Ademais, KV afirmou que a InterLink Labs está registrando patentes relacionadas a essa estrutura.
Na estrutura corporativa, a ITL Foundation está registrada em Hong Kong, enquanto a InterLink Labs opera como empresa legalmente constituída nos Estados Unidos. O chairman afirmou ainda que informações falsas sobre o projeto podem gerar exposição jurídica real, embora não tenha detalhado o motivo específico do alerta.
KV também declarou que ex-embaixadores removidos de suas funções estariam disseminando informações imprecisas sobre a InterLink. Além disso, alertou usuários sobre projetos que usem narrativas vagas da comunidade para tentar associação com a marca. Ele afirmou que não se responsabilizará por atividades externas.
Meta da InterLink é chegar a 1 bilhão de usuários
Ao resumir a ambição do projeto, KV disse que a meta da InterLink é alcançar 1 bilhão de usuários com posse de ativos digitais dentro da rede. Por enquanto, o passo concreto anunciado foi o início da implantação dos módulos da Private Mainnet nesta semana.
Em suma, a InterLink tenta fixar quatro mensagens principais. Primeiro, a Private Mainnet começa a ser implantada agora. Segundo, não haverá venda de tokens nessa fase. Terceiro, a entrada de ativos exigirá verificações AML. Por fim, a operação teria caixa suficiente para seguir ativa pelos próximos cinco anos.