Coinhouse adota Crypto Risk Metrics para cumprir MiCA

A Coinhouse, uma das primeiras empresas reguladas do setor de criptomoedas na França, escolheu a infraestrutura de conformidade para ativos digitais da Crypto Risk Metrics. A decisão busca atender exigências centrais do Markets in Crypto-Assets Regulation, o MiCA, novo marco regulatório da União Europeia para oferta, listagem e prestação de serviços com criptoativos.

A Coinhouse mantém registro desde 2020 na Autorité des marchés financiers, a AMF da França, como prestadora de serviços de ativos digitais. Além disso, a empresa afirma que pretende sustentar sua expansão no mercado francês e em outros países do bloco. A companhia também destacou que já obteve autorização MiCA para oferecer sete dos serviços definidos pela norma europeia.

O movimento ocorre em um momento decisivo para o mercado de criptomoedas europeu. Afinal, com a aplicação do MiCA aos prestadores de serviços de criptoativos, plataformas que antes dependiam de registros nacionais passaram a enfrentar exigências de escala institucional.

Regulação europeia amplia exigências operacionais

O MiCA não reforça apenas procedimentos de identificação de clientes. A norma exige documentação mais detalhada, estrutura técnica padronizada e processos preparados para supervisão regulatória. Dessa forma, empresas do setor precisam revisar rotinas internas, fornecedores de dados e mecanismos de divulgação ao mercado.

Entre os requisitos previstos está a publicação de white papers com estrutura organizada e suporte nativo ao padrão Extensible Business Reporting Language, o XBRL. Ademais, esses documentos devem incluir divulgações abrangentes de critérios ambientais, sociais e de governança, conhecidos pela sigla ESG.

Na prática, isso envolve informações sobre consumo de energia das redes, emissões de gases de efeito estufa e rastreamento de resíduos eletrônicos. Portanto, a conformidade deixou de depender apenas de controles internos básicos. Agora, ela também exige bases de dados consistentes, auditáveis e comparáveis.

Parceria busca agilizar ofertas de tokens

Ao integrar a infraestrutura da Crypto Risk Metrics, a Coinhouse busca reduzir a carga operacional de compilar manualmente essas informações. Com isso, a empresa pretende lançar novas ofertas de tokens com mais agilidade, sem abrir mão de documentação pronta para auditoria e validada em ambientes certificados pela ISO.

Esse ponto ganha relevância porque a adequação ao MiCA pode funcionar como requisito regulatório e diferencial competitivo. Em outras palavras, companhias que já operam sob padrões rígidos tendem a ganhar vantagem diante de concorrentes internacionais que ainda adaptam estruturas antigas ou operações offshore ao novo perímetro regulatório europeu.

Além disso, a parceria reforça a especialização da infraestrutura regulatória no setor. A Coinhouse passa a contar com uma camada externa voltada à conformidade. Enquanto isso, a Crypto Risk Metrics amplia sua presença entre participantes institucionais do mercado europeu de ativos digitais.

Executivos destacam dados ESG e auditoria

Yoann Briant, secretário-geral e diretor de Compliance e Riscos da Coinhouse, afirmou que a regulação sempre ocupou papel central na estratégia da empresa. Segundo ele, a escolha da Crypto Risk Metrics também se explica pela capacidade do fornecedor de entregar dados ESG com alto grau de controle operacional.

“A regulação sempre foi primordial para a Coinhouse. Foi também por isso que escolhemos a Crypto Risk Metrics para o fornecimento dos nossos dados ESG. Eles são o único provedor cujos serviços de dados ESG se baseiam em dados medidos, revisados e processados dentro de ambientes de data centers certificados pela ISO, e são líderes claros de mercado não apenas no campo da conformidade de dados ESG, mas também em white papers compatíveis com o MiCA”, disse Yoann Briant.

Por sua vez, Tim Zolitz, CEO da Crypto Risk Metrics, afirmou que a escolha da Coinhouse reforça a posição da companhia no segmento de infraestrutura regulatória para ativos digitais na Europa. Segundo o executivo, a parceria valida uma estratégia centrada em produto, qualidade e expansão tecnológica.

“Estamos orgulhosos de que a Coinhouse, um dos participantes mais antigos do mercado francês de criptomoedas, tenha nos escolhido para apoiar suas necessidades de conformidade com o MiCA. Isso confirma nossa abordagem focada em produto e qualidade, e continuaremos a manter altos padrões regulatórios e tecnológicos à medida que expandimos nossa infraestrutura de conformidade”, declarou Tim Zolitz.

A Crypto Risk Metrics, sediada em Frankfurt e comandada por Tim Zolitz, já atende nomes relevantes da indústria, como Coinbase, Kraken e Clearstream. Assim, a adesão da Coinhouse adiciona mais um cliente de peso à base da empresa no mercado europeu.

Estrutura pode atrair capital institucional

Para a Coinhouse, o uso dessa infraestrutura também se conecta a uma estratégia voltada a tesourarias corporativas e gestores de patrimônio ligados a bancos tradicionais. Afinal, relatórios ESG verificados e em padrão institucional podem facilitar a atuação em um ambiente no qual métricas de sustentabilidade ganham peso crescente na alocação de capital.

A transparência sobre a intensidade de carbono de um token e sobre indicadores ambientais associados às redes deixa de ser apenas uma obrigação de bastidor. Dentro do regime MiCA, esse tipo de informação tende a assumir papel direto na confiança de clientes institucionais. Isso ocorre, sobretudo, quando os dados chegam estruturados para revisão, auditoria e comparação regulatória.

Como resultado, a Coinhouse reforça sua estratégia de conformidade em um mercado europeu mais exigente. A empresa reiterou que sua autorização MiCA cobre sete serviços previstos pela regulação. Já Yoann Briant destacou o uso de dados ESG medidos, revisados e processados em ambientes certificados pela ISO. Tim Zolitz afirmou que a parceria confirma a prioridade da Crypto Risk Metrics em produto, qualidade e expansão da infraestrutura regulatória na Europa.

O autor:

Contabilidade de Criptomoedas