Bitcoin rompe bandeira e CryptoCon mira US$ 42 mil

O Bitcoin rompeu para baixo uma bandeira de baixa e ampliou a pressão vendedora. Agora, analistas acompanham a faixa de US$ 66 mil a US$ 67 mil. Além disso, CryptoCon voltou a citar suporte entre US$ 38 mil e US$ 43 mil.

O Bitcoin negociava a US$ 66.767, em queda de 1,87% em 24 horas e de 10,85% na semana, segundo dados da CoinGecko. Além disso, a perda da estrutura técnica aumentou a cautela entre operadores. Agora, o mercado observa se o ativo consegue defender uma zona decisiva no gráfico.

CryptoCon recoloca suportes inferiores no radar

O analista CryptoCon afirmou no X que o rompimento da bandeira de baixa recolocou em evidência uma área de suporte entre US$ 38 mil e US$ 43 mil. Segundo ele, essa faixa coincide com projeções de fundo de ciclo derivadas dos modelos Realized Market Cap e Golden Ratio Multiplier.

Bitcoin rompe bandeira de baixa enquanto analista mira suporte em US$ 42 mil
Bitcoin rompe bandeira de baixa enquanto analista mira suporte em US$ 42 mil.

Fonte: CryptoCon no X

CryptoCon observou, contudo, que o volume nessa região segue relativamente baixo frente aos níveis atuais de preço. Em contrapartida, abaixo dela, o próximo bloco de suporte mais forte aparece entre US$ 25 mil e US$ 30 mil. Essa leitura acompanha as metas de fundo dos indicadores Magic Bands e Bear Bands. Ainda assim, o analista classificou a área próxima de US$ 42 mil como o destino mais provável se a correção se aprofundar.

Além disso, ele lembrou que a Halving Cycles Theory, sua estrutura de leitura de ciclo, continua válida. Dentro desse modelo, um fundo confirmado não seria esperado antes do fim do ano. O analista também alertou que novas quedas devem reacender chamadas antecipadas de fundo de mercado, como ocorreu em correções anteriores.

Faixa de US$ 66 mil a US$ 67 mil ganha peso

O trader That Martini Guy destacou que a região entre US$ 66 mil e US$ 67 mil representa um nível técnico central neste momento. Em publicação no X, ele afirmou que essa área coincide com um nó importante de volume e com a conclusão da atual estrutura corretiva.

Segundo That Martini Guy, é justamente nessa faixa que os compradores começaram a aparecer depois de várias semanas marcadas por topos mais baixos e fundos mais baixos.

Fonte: That Martini Guy no X

Na avaliação do trader, se o Bitcoin sustentar essa zona, o ativo pode tentar retornar para a região de maior volume. Esse intervalo concentrou a maior parte das negociações recentes. Por outro lado, se perder esse nível, a estrutura abaixo do preço atual oferece pouca sustentação. Assim, o movimento de baixa pode ganhar velocidade.

That Martini Guy ressaltou, porém, que não declara que o mercado encontrou um fundo. O foco, segundo ele, está em saber se o Bitcoin consegue defender o primeiro patamar realmente relevante após uma desvalorização de cerca de US$ 15 mil. Dessa forma, muitos operadores tratam a faixa atual como um ponto binário de decisão.

Tese de rotação liga queda ao ciclo de IA

Outra interpretação ganhou espaço no X com o analista Wise Advice. Ele questionou por que o Bitcoin caiu de US$ 74 mil para US$ 65,5 mil em 48 horas sem pânico relevante com ETFs, quebra de corretoras ou evento evidente de risco extremo. Ainda assim, a pressão de venda persistiu.

A hipótese levantada por Wise Advice aponta para uma rotação de capital rumo a grandes captações privadas ligadas à inteligência artificial. Entre os exemplos citados por ele estão uma possível abertura de capital da SpaceX em torno de US$ 75 bilhões, uma rodada da OpenAI próxima de US$ 100 bilhões, uma captação da Anthropic acima de US$ 100 bilhões e uma emissão de ações do Google na casa de US$ 80 bilhões. Somadas, essas operações ultrapassariam US$ 350 bilhões em disputa pelo mesmo capital.

Liquidez disputa espaço entre tecnologia e cripto

No centro da tese está a sobreposição entre os perfis de investidores. De acordo com o analista, a base compradora atual do Bitcoin inclui investidores de tecnologia, fundos de crescimento, venture capital, family offices e fundos macro. Ao mesmo tempo, esse mesmo grupo também busca exposição ao avanço da inteligência artificial.

Wise Advice argumenta que, nos últimos dois anos, parte desse público tratou o Bitcoin como uma espécie de proxy para o tema de IA. Agora, com a possibilidade de acesso mais direto a empresas como OpenAI, Anthropic e SpaceX, parte do capital poderia migrar do ativo que representava a narrativa para as companhias que constroem essa tese.

O analista evitou tratar esse movimento como sinal estruturalmente baixista no longo prazo. Ainda assim, avaliou que, se a inteligência artificial impulsionar um novo ciclo de liquidez, o Bitcoin pode se beneficiar mais adiante. No curto prazo, porém, a principal concorrência pelo capital disponível talvez não venha do ouro ou dos títulos. Ela pode vir do ciclo de captações de IA mais aguardado desde a bolha pontocom.

Por ora, o cenário combina perda de estrutura técnica, vigilância intensa sobre a faixa de US$ 66 mil a US$ 67 mil e retorno das projeções de suporte entre US$ 38 mil e US$ 43 mil. Nesse sentido, as leituras de CryptoCon, That Martini Guy e Wise Advice convergem em um ponto: a pressão recente sobre o Bitcoin ocorre em meio a forte disputa por liquidez e diante de níveis gráficos decisivos.