Cardano testa US$ 0,15 com varejo mais fraco

O Cardano negociava sob pressão nesta quarta-feira, perto de US$ 0,1600, e ampliava as perdas após cair 30% na semana passada. Além disso, o ativo seguia afetado por vendas intensas, enfraquecimento da confiança dos investidores e menor participação do varejo.

Apesar do cenário negativo no curto prazo, dados on-chain indicam que a pressão vendedora de detentores de longo prazo pode estar perto de um ponto de exaustão. Assim, o movimento ainda não confirma reversão, mas costuma aparecer em fases de capitulação antes da formação de fundos de mercado.

Oferta dormente de ADA volta a circular

Dados recentes da Santiment mostram avanço expressivo da oferta dormente de ADA que voltou à circulação no início de junho. Em vários momentos, o volume de moedas antigas movimentadas superou 20 bilhões de ADA. Além disso, houve um salto de 40,6 bilhões de ADA em 9 de junho, o maior pico registrado durante a atual onda de vendas.

Essa leitura sugere que investidores de longo prazo, antes inativos, passaram a mover ou vender suas posições em meio à fraqueza do mercado. Ao mesmo tempo, o movimento interrompeu a alta da idade média das carteiras de ADA. Isso sinaliza que endereços antes parados voltaram a ficar ativos.

Embora novas vendas desses investidores ainda possam ocorrer, esse tipo de pico costuma indicar capitulação. Portanto, em muitos ciclos, ele sugere esgotamento da pressão vendedora e aparece antes da formação de um fundo local.

Varejo perde força e derivativos recuam

Ao mesmo tempo, o sentimento do varejo em relação ao Cardano piorou de forma significativa após a queda da semana passada. Nos derivativos, os sinais também apontam perda de apetite especulativo. Dados da CoinGlass mostram que o interesse em aberto dos contratos futuros de Cardano caiu para US$ 348,55 milhões, o menor nível desde novembro de 2024.

Em 12 de maio, esse indicador estava em US$ 585,35 milhões. Dessa forma, a retração do interesse em aberto normalmente indica fechamento de posições alavancadas e maior aversão ao risco entre traders. Como resultado, esse comportamento reduz, no curto prazo, a probabilidade de uma recuperação mais forte e sustentada.

Preço do Cardano mantém viés de baixa

No gráfico, o ADA negociava ligeiramente abaixo de US$ 0,1600, ainda em trajetória de baixa após tocar a máxima de curto prazo em US$ 0,1745 na segunda-feira. Nesse sentido, os indicadores técnicos seguem favoráveis aos vendedores.

O Índice de Força Relativa, ou RSI, em 39, se aproxima da região de sobrevenda e reforça a intensidade da pressão vendedora. Já o Moving Average Convergence Divergence, ou MACD, continua abaixo da linha zero e confirma o domínio do momento de baixa.

Embora condições de sobrevenda possam abrir espaço para repiques ocasionais, o quadro atual ainda não oferece sinais consistentes de reversão de tendência. Ainda assim, se houver recuperação, o Cardano poderá superar a máxima de segunda-feira em US$ 0,1745 antes de testar o nível psicológico de US$ 0,2000.

Para enfraquecer a estrutura baixista predominante, o ADA precisaria retomar a faixa entre US$ 0,2205 e US$ 0,2275.

Gráfico ADA/USD em 4 horas
Gráfico ADA/USD em 4 horas, consultado em 10 de junho de 2026.

Suportes e resistências no radar

Se a liquidação continuar, o ADA poderá perder a mínima de sábado em US$ 0,1486. Nesse caso, o ativo abriria espaço para uma queda mais profunda em direção à região de US$ 0,1000, apontada como suporte relevante no longo prazo.

No momento, o mercado acompanha a combinação entre a queda de 30% na última semana, o interesse em aberto em US$ 348,55 milhões, o pico de 40,6 bilhões de ADA em oferta dormente movimentada em 9 de junho e a manutenção do preço abaixo de US$ 0,1600.

Por fim, o suporte imediato segue em US$ 0,1486, enquanto a principal resistência permanece entre US$ 0,2205 e US$ 0,2275. Enquanto o ADA não retomar essa faixa, o viés técnico continuará negativo.