Chainalysis fecha acordo com polícia sul-coreana

A Chainalysis firmou um memorando estratégico de entendimento com a Korean National Police Agency, a KNPA, para ampliar investigações sobre fluxos ilícitos de ativos virtuais na Coreia do Sul. Assim, a empresa reforça sua presença no combate a fraudes digitais, lavagem de dinheiro e ataques cibernéticos ligados a agentes patrocinados por Estados.

Segundo a companhia, o acordo busca fortalecer o trabalho das forças de segurança sul-coreanas, que já atuam contra ameaças associadas à Coreia do Norte. Além disso, a cooperação prevê treinamento especializado, certificações profissionais e desenvolvimento conjunto de capacidades investigativas para rastrear movimentações em blockchain.

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Parceria reforça combate a crimes com ativos digitais

A Chainalysis confirmou a assinatura do memorando na quarta-feira. Um dos principais objetivos da parceria é melhorar a resposta a ataques contra o setor de criptomoedas ligados à Coreia do Norte. Contudo, o escopo do acordo abrange um conjunto mais amplo de crimes financeiros digitais.

Ryan Kwon, diretor nacional da Chainalysis, afirmou que a parceria pretende enfrentar diferentes tipos de ameaças. Dessa forma, o trabalho inclui inteligência blockchain para rastrear ativos desviados, identificar conexões entre carteiras e mapear rotas de lavagem de dinheiro. Além disso, busca acelerar o compartilhamento de informações entre investigadores e especialistas do setor privado.

As ações policiais citadas pela empresa também ultrapassaram o território sul-coreano e chegaram a outras jurisdições, incluindo a Tailândia. Como resultado, autoridades prenderam figuras centrais de uma organização criminosa internacional e interromperam uma operação prolongada de lavagem de dinheiro.

Para a Chainalysis, esse caso reforça o valor de ferramentas automatizadas de atribuição em investigações cibernéticas de alta complexidade. Ao mesmo tempo, a empresa citou a ampliação da atuação de equipes domésticas de inteligência diante do avanço de ameaças patrocinadas por Estados.

Um dos exemplos mencionados envolveu a pressão sobre protocolos de liquid staking, frequentemente visados por agentes maliciosos ligados à Coreia do Norte. Nesse sentido, a nova cooperação busca aumentar a velocidade operacional das apurações e melhorar a leitura de dados em blockchain para uso policial.

Treinamento técnico e certificação entram na parceria

Pelo acordo, a KNPA deve receber acesso a treinamento personalizado, programas de certificação profissional e capacitação prática. Assim sendo, a parceria aprofunda a integração entre tecnologia privada e investigação pública, com foco em elevar a resposta das autoridades a crimes com ativos digitais.

Além disso, a Chainalysis mantém uma frente global de colaboração com agências de segurança. A empresa afirma que suas ferramentas já ajudaram a apreender mais de US$ 34 bilhões em fundos digitais ilícitos. Portanto, a companhia usa esse histórico para sustentar a eficácia de soluções analíticas modernas contra grandes redes criminosas.

Ferramentas apoiaram recuperação de 14 bilhões de won

O histórico recente de cooperação entre a Chainalysis e investigadores sul-coreanos já inclui um caso de grande escala em Seul. Em setembro, autoridades desmontaram um grupo internacional de hackers que havia roubado quase 39 bilhões de won, cerca de US$ 30 milhões, de 258 vítimas.

Na operação, a polícia usou o Chainalysis Reactor para seguir o rastro dos ativos desviados em mais de uma dezena de blockchains. Com efeito, as ferramentas da empresa permitiram identificar redes envolvidas, visualizar fluxos em gráficos e localizar endereços usados na movimentação dos valores roubados.

Como resultado, os investigadores recuperaram cerca de 14 bilhões de won. O caso também levou à prisão de integrantes importantes da organização criminosa. Para a empresa, o episódio mostrou que métodos avançados de ofuscação e serviços de mistura ainda podem ser enfrentados com monitoramento automatizado e inteligência de dados aplicada às transações em blockchain.

A companhia também destacou a utilidade operacional da plataforma para equipes conjuntas de investigação. Em outras palavras, ao transformar dados granulares de blockchain em visualizações mais claras, os agentes conseguem esboçar rapidamente a rota dos fundos. Assim, podem identificar endereços de corretoras e agir antes da conversão dos ativos digitais em moedas fiduciárias.

Coreia do Sul reforça cooperação público-privada

Na Coreia do Sul, a experiência recente ganhou peso como referência investigativa e regulatória. Afinal, ao combinar rastreamento técnico, cooperação internacional e ação policial, as autoridades interromperam um esquema que alcançava diferentes países e atingia centenas de vítimas.

Com o memorando formalizado, a Chainalysis passa a atuar de forma mais próxima no fortalecimento das capacidades da Korean National Police Agency. Por fim, o acordo conecta treinamento técnico, inteligência blockchain e cooperação operacional a um histórico recente de resultados em Seul, incluindo a recuperação de 14 bilhões de won e a prisão de suspeitos relevantes.