Criptomoedas: canadense é acusado de fraude de US$ 13 mi
Um cidadão canadense acusado de participar de um esquema multimilionário com criptomoedas na região de Miami entrou em uma nova leva de casos nos Estados Unidos ligados a roubo digital por engenharia social. Promotores federais afirmam que a operação causou mais de US$ 13 milhões em prejuízos e financiou carros de luxo, joias e gastos elevados com vida noturna.
A Promotoria Federal do Distrito Sul da Flórida anunciou a denúncia contra Trenton Richard David Johnston, cidadão canadense que tinha 19 anos na ocasião, em 11 de maio. Além disso, as autoridades afirmam que Johnston permaneceu nos Estados Unidos de forma ilegal após exceder o prazo do visto, enquanto supostamente operava fraudes contra contas digitais e carteiras de criptomoedas.
Autoridades descrevem golpe de engenharia social
Segundo os procuradores, Johnston e conspiradores não identificados se passavam por representantes de suporte de um grande mecanismo de busca e de empresas ligadas ao setor de criptomoedas. Assim, o grupo convencia as vítimas de que suas contas estavam em risco ou já haviam sido comprometidas. Em seguida, obtinha acesso e transferia os ativos antes que os titulares reagissem.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos declarou que Johnston e outros envolvidos “supostamente se passaram por representantes de suporte de um mecanismo de busca popular e de empresas relacionadas a criptomoedas”. Ao mesmo tempo, o órgão ressaltou que a acusação formal representa apenas uma alegação. Portanto, todos os réus seguem presumidos inocentes até eventual condenação definitiva em tribunal, com prova além de dúvida razoável.
Johnston responde por conspiração para cometer fraude eletrônica e conspiração para lavagem de dinheiro. Posteriormente, um registro no processo informou que um acordo de confissão relacionado a Johnston foi protocolado em 9 de junho. Com isso, o caso avançou além da fase inicial da denúncia.
Acusações citam lavagem de dinheiro e gastos de luxo
As autoridades também acusaram Johnston e Brandon Michael Tardibone, de 28 anos, morador de Miami, de lavar os recursos por meio de transações financeiras destinadas a ocultar a natureza e a origem do dinheiro. Dessa forma, os promotores sustentam que o suposto desvio não terminou na transferência das carteiras digitais.
Segundo o Departamento de Justiça, Johnston e Tardibone teriam usado mais de US$ 1 milhão em recursos ilícitos para alugar veículos de luxo, comprar joias de alto padrão e sustentar o que os procuradores chamaram de um “estilo de vida extravagante de vida noturna e entretenimento”. Além disso, o governo considera esse padrão de consumo parte central da acusação, porque indicaria a conversão do suposto roubo de criptomoedas em bens e serviços de alto valor.
Tardibone também foi acusado separadamente de abrigar Johnston sabendo que ele estava ilegalmente nos Estados Unidos. Conforme os promotores, ele forneceu hospedagem em uma residência de luxo na região de Miami com o propósito de ajudar Johnston a escapar das autoridades de imigração. Por isso, ele foi denunciado por conspiração para lavagem de dinheiro e por abrigar um estrangeiro nos Estados Unidos.
Processo avança no Distrito Sul da Flórida
A investigação está sob condução do HSI Miami, com apoio do Federal Deposit Insurance Corporation Office of Inspector General, da IRS Criminal Investigation, da US Customs and Border Protection e do Golden Beach Police Department. Ademais, a acusação está a cargo dos procuradores federais assistentes Jackson K. Dering V e Robert F. Moore.
Se condenado com base nas acusações originais, Johnston pode enfrentar penas de até 20 anos nas acusações de conspiração para fraude eletrônica e conspiração para lavagem de dinheiro. Da mesma forma, Tardibone pode receber até 20 anos pela acusação de conspiração para lavagem de dinheiro. Além disso, ele pode pegar até 10 anos pela acusação de abrigar Johnston.
No momento da publicação da notícia original, o valor total de mercado das criptomoedas era de US$ 2,14 trilhões.

Fonte do gráfico: TradingView
Prejuízo supera US$ 13 milhões, segundo autos
Os autos mencionam prejuízo superior a US$ 13 milhões, uso de mais de US$ 1 milhão em despesas de luxo e acusações formais contra Trenton Richard David Johnston e Brandon Michael Tardibone. Nesse sentido, o processo segue sob condução das autoridades federais no Distrito Sul da Flórida, enquanto os próximos desdobramentos devem esclarecer o alcance completo do suposto esquema.