Solana: Crypto Patel vê sinal de alta de 2.200%
A Solana voltou ao radar de traders após semanas de fraqueza, perdas acumuladas e pressão vendedora. Segundo uma leitura recente do analista Crypto Patel, a SOL retornou a uma faixa técnica que, no ciclo de 2023, antecedeu uma valorização superior a 2.200%.
De acordo com o analista, o ativo voltou a negociar dentro da zona de retração de Fibonacci entre 0,5 e 0,618. Assim, participantes do mercado cripto passaram a observar com mais atenção a faixa entre US$ 40 e US$ 60. Ainda assim, o cenário segue dividido, porque outros analistas apontam risco de novas perdas no curto prazo.
Zona de Fibonacci recoloca a SOL no radar
Em análise publicada no X, Crypto Patel relembrou que a última vez em que a Solana operou nessa mesma região técnica, o movimento seguinte foi explosivo. Conforme o gráfico compartilhado pelo analista, a zona entre US$ 40 e US$ 60 funcionou como área de acumulação antes de uma arrancada superior a 2.200%.
Além disso, ele argumentou que a Solana costuma reagir rapidamente quando a pressão compradora aumenta. Por isso, investidores que montam posição de forma estratégica durante fases de consolidação podem capturar uma eventual retomada mais forte. Ao mesmo tempo, Patel sugeriu que, se a temporada das altcoins ganhar tração, a SOL pode figurar entre os ativos líderes desse movimento.

Da última vez que a Solana negociou nesta zona de Fibonacci, o preço subiu mais de 2.200%. Agora, a SOL voltou para a mesma região entre 0,5 e 0,618.
Crypto Patel no X
O analista também levantou um cenário mais agressivo. Segundo sua leitura, a SOL poderia desafiar a marca de US$ 1.000 se as condições do mercado se alinharem. No entanto, ele ponderou que a principal questão não envolve apenas o alvo final. Para Patel, o ponto central está na capacidade do investidor de manter exposição suficiente caso o movimento se torne parabólico.
Cenário otimista depende das altcoins
Patel entende que a fase atual pode representar um ponto de preparação, e não necessariamente um gatilho imediato. Em outras palavras, a volta a essa zona técnica não garante alta automática. Ainda assim, o histórico da Solana nessa faixa reforça a relevância do nível para quem acompanha estrutura de mercado, liquidez e ciclos anteriores.
Além do aspecto técnico, a tese otimista depende de um ambiente mais favorável para o mercado cripto como um todo. Afinal, uma rotação de capital para altcoins costuma ampliar o apetite por ativos com maior volatilidade. Nesse sentido, a Solana aparece com frequência entre os nomes citados por analistas devido à sua liquidez e ao histórico de movimentos intensos.
Analistas veem risco de queda até US$ 40 ou US$ 25
Apesar da leitura positiva de Crypto Patel, nem todos enxergam espaço para recuperação imediata. Em contrapartida, o analista The Martini Guy afirmou no X que a estrutura da Solana ainda inspira cautela. Segundo ele, a criptomoeda perdeu suporte no gráfico semanal e agora negocia em uma área de baixa liquidez.
De acordo com essa avaliação, a faixa entre US$ 40 e US$ 80 costuma ser atravessada rapidamente pela SOL. Portanto, se esse padrão histórico voltar a se repetir, o ativo pode recuar até a parte inferior do intervalo. A princípio, esse movimento abriria espaço para um teste em US$ 40. Em um cenário mais severo, The Martini Guy não descartou uma queda até US$ 25 caso o sentimento do mercado piore.
Essa leitura reforça que a zona destacada por Crypto Patel pode ter importância técnica sem eliminar o risco de novas mínimas no curto prazo. Ou seja, a mesma região que alguns enxergam como acumulação pode funcionar apenas como passagem para níveis inferiores, caso a pressão vendedora continue dominante.
Preço acumula perdas e mantém estrutura de baixa
No recorte de mercado citado, a SOL negociava acima de US$ 65. Ainda assim, o ativo acumulava queda de cerca de 20% em uma semana e de 32% no último mês. Dessa maneira, a estrutura de preços seguia baixista. Ao mesmo tempo, a volatilidade elevada e a falta de catalisadores altistas sustentáveis continuavam pesando sobre o desempenho.
A Solana reúne hoje dois vetores opostos. De um lado, o retorno à zona de Fibonacci entre US$ 40 e US$ 60 reacendeu a comparação com o ciclo que antecedeu uma alta superior a 2.200%. Por outro lado, a quebra de suporte semanal, a baixa liquidez e o risco de recuo até US$ 40 ou US$ 25 mantêm o ativo sob pressão.
Dessa forma, a reação da SOL nas próximas sessões tende a definir se essa região servirá como base de recuperação ou como etapa de uma correção mais profunda. Se os compradores recuperarem força acima de US$ 65, a narrativa de acumulação pode ganhar tração. Contudo, se a fraqueza persistir, os alvos de baixa citados pelos analistas continuarão no radar.