Ethereum fica atrás do Bitcoin há 10 meses; ETH/BTC cai 35%
O Ethereum segue com desempenho inferior ao Bitcoin há cerca de dez meses. Nesse intervalo, o par ETH/BTC acumulou queda de 35% desde o topo de agosto de 2025, enquanto operadores monitoram o risco de o ativo recuar para a faixa de US$ 1.200 se a pressão vendedora aumentar.
O Ethereum mantém uma sequência de fraqueza relativa contra o Bitcoin. Durante esse período, o par ETH/BTC permaneceu dentro de um canal descendente, com topos e fundos mais baixos. Assim, a estrutura técnica ainda reforça a perda de força da segunda maior criptomoeda do mercado.
Apesar de o ativo ter alcançado uma antiga zona de rompimento associada ao movimento do BMNR, o mercado ainda não confirmou reversão. Ainda assim, esse nível pode atuar como suporte local em prazos mais amplos. No entanto, o Bitcoin segue com vantagem relativa sobre o Ethereum e sobre parte relevante do mercado de criptomoedas.
ETH/BTC mantém canal descendente
Analistas observam que o gráfico de ETH/BTC segue preso em uma estrutura de baixa. Em outras palavras, cada tentativa de recuperação perdeu força antes de superar máximas anteriores. Dessa forma, o padrão de enfraquecimento do Ethereum frente ao Bitcoin permanece ativo.
O ETH vem sendo negociado em queda neste canal ou cunha contra o BTC nos últimos 10 meses.
Na minha visão, uma operação simples seria esperar o par ETH/BTC romper essa tendência de baixa e então entrar no movimento que pode surgir.
Até lá, o cenário continua marcado por topos mais baixos e fundos mais baixos.
Fonte: Daan Crypto Trades no X.
Essa leitura coloca o rompimento da linha de tendência de baixa como ponto necessário para alterar a direção no curto prazo. Além disso, esse movimento poderia reativar o interesse de operadores que buscam entradas por impulso. Enquanto isso não acontece, o cenário técnico segue frágil.
A área de rompimento anterior ligada ao BMNR ainda funciona como possível suporte local, desde que os compradores defendam a região. Contudo, a sustentação desse nível não basta para validar uma mudança estrutural de tendência no par ETH/BTC.
Suporte local ainda não confirma reversão
O Ethereum precisa mostrar força acima da linha de baixa para mudar a percepção do mercado. Afinal, suportes locais podem interromper quedas por algum tempo, mas não anulam uma tendência descendente sem volume e continuidade.
Por isso, traders acompanham o comportamento do par nas próximas sessões. Caso o rompimento não ocorra, a pressão relativa do Bitcoin pode continuar. Em contrapartida, uma quebra clara da estrutura atual abriria espaço para uma recuperação mais consistente.
Aversão a risco pesa mais sobre o Ethereum
Dados compartilhados por operadores indicam que o Ethereum sofreu quedas mais profundas do que o Bitcoin nas fases recentes de baixa. Em movimentos anteriores do mercado baixista, o ETH recuou cerca de 10 pontos percentuais a mais que o BTC. Portanto, analistas acompanham esse padrão durante a atual fraqueza.
Uma das explicações envolve a maior sensibilidade do Ethereum a ativos de risco. Pelos dados citados, o ETH apresenta correlação de 0,78 com o Nasdaq. Já o Bitcoin aparece próximo de 0,55. Assim, o Ethereum tende a sofrer mais pressão quando investidores reduzem exposição ao risco.
Além disso, o Bitcoin conta com suportes de demanda mais visíveis por parte de grandes compradores. ETFs spot de Bitcoin, tesourarias corporativas e compradores públicos ajudam a sustentar o interesse pelo ativo. Por outro lado, o Ethereum não contou com o mesmo nível de apoio constante ao longo de 2026.
Os fluxos dos ETFs spot de ETH também permaneceram negativos durante grande parte de 2026. Nesse contexto, a relação ETH/BTC já acumula queda de 35% em comparação com o pico registrado em agosto de 2025. Ademais, operadores afirmam que o Ethereum ficou atrás do Bitcoin na maioria dos pregões.
Demanda institucional amplia diferença
Essa diferença de desempenho não depende apenas do gráfico. De fato, a presença de compradores institucionais no Bitcoin cria um suporte adicional em momentos de instabilidade. Enquanto isso, o Ethereum ainda busca uma base de demanda mais estável para sustentar uma recuperação duradoura.
O JPMorgan também apontou que o Ethereum pode precisar de adoção mais forte antes de sustentar uma reversão duradoura. Nesse sentido, participantes do mercado acompanham sinais de uso da rede e aumento de demanda como fatores centrais para uma retomada mais consistente.
Faixa de US$ 1.200 entra no radar
Parte do mercado usa o comportamento recente do ciclo de baixa para estimar até onde o Ethereum pode cair se a pressão continuar. Na primeira perna de queda observada, o Bitcoin recuou 36%, enquanto o Ethereum caiu 46%. Em seguida, o BTC perdeu 38% e o ETH recuou 48%.
Se houver uma nova perna de baixa com desvalorização de 40% para o Bitcoin, a repetição desse padrão projetaria uma queda de aproximadamente 50% para o Ethereum. Como resultado, o ativo poderia se aproximar da região de US$ 1.200, nível que passou a concentrar mais atenção dos operadores.
Atualização sobre o ETH.
Durante este mercado baixista, o Ethereum tende a cair 10% mais do que o Bitcoin.
Existem várias razões estruturais para esse comportamento:
O ETH tem correlação de 0,78 com o Nasdaq, contra 0,55 do BTC, e por isso costuma ser vendido primeiro em momentos de aversão a risco. Além disso, o Bitcoin conta com Michael Saylor, ETFs, tesourarias corporativas e outros compradores recorrentes.
Fonte: Pepesso no X.
Sem reforço de adoção e demanda, o Ethereum pode continuar com dificuldade para recuperar força relativa contra o Bitcoin. Por fim, a principal referência observada pelo mercado segue sendo a tendência de baixa no par ETH/BTC, que ainda não mostrou rompimento técnico convincente.
No quadro atual, os dados destacados pelo mercado apontam um ETH/BTC em queda há cerca de dez meses. O cenário combina recuo de 35% desde o topo de agosto de 2025, correlação maior do Ethereum com o Nasdaq, fluxos fracos em ETFs spot de ETH e monitoramento crescente da faixa de US$ 1.200 caso a pressão vendedora se estenda.