Criptomoedas: Casa Branca mira lei até 4 de julho
A Casa Branca aumentou a pressão sobre o Congresso dos Estados Unidos para concluir, até 4 de julho, o projeto de lei que cria uma estrutura de mercado para ativos digitais. Assim, o tema entrou no centro da agenda regulatória de Washington para o mercado de criptomoedas, enquanto senadores discutem os pontos mais sensíveis do texto.
Integrantes do governo afirmam que as negociações avançam de forma constante. Além disso, o apoio bipartidário cresceu nos últimos meses, o que reforçou a expectativa de votação antes do recesso legislativo. Nesse sentido, o projeto busca estabelecer definições mais claras para ativos digitais na legislação federal dos EUA.
Senado acelera debate sobre ativos digitais
O esforço de coordenação ganhou força à medida que a proposta avançou no Senado. Ao mesmo tempo, autoridades mantiveram reuniões com parlamentares e reguladores a fim de fechar as disposições centrais. Ademais, vários comitês ampliaram as discussões para alinhar competência regulatória, proteção ao investidor e exigências de conformidade.
Em maio, membros do Senate Banking Committee aprovaram o H.R. 3633 em votação bipartidária. O senador Tim Scott, presidente do comitê, apoiou a medida após longas tratativas entre republicanos e democratas. Dessa forma, o texto recebeu 15 votos favoráveis e 9 contrários, seguindo para apreciação no plenário do Senado.
Urgente: uma autoridade da Casa Branca afirmou que estamos fazendo grande progresso todos os dias e que a meta é aprovar o projeto de estrutura de mercado para criptomoedas até 4 de julho.
Bull Theory no X
O projeto divide responsabilidades de supervisão entre a Securities and Exchange Commission, a SEC, e a Commodity Futures Trading Commission, a CFTC. Além disso, o texto prevê proteção ao direito de autocustódia e às transações com ativos digitais por usuários americanos. Por isso, a proposta ganhou apoio entre grupos que defendem regras mais claras para o setor.
Meta da Casa Branca é votar antes do recesso
Autoridades da Casa Branca mantiveram as negociações com o objetivo de garantir a aprovação no Senado antes do recesso de 4 de julho. Patrick Witt, membro do President’s Council of Advisors for Digital Assets, afirmou no X que o governo apoiava uma tramitação mais rápida do CLARITY Act e de uma legislação mais ampla para o setor.
Com isso, a administração associou o projeto aos esforços para fortalecer o desenvolvimento doméstico de blockchain e a inovação nos Estados Unidos. Além do mais, integrantes do governo destacaram a concorrência regulatória de centros financeiros como Singapura e Abu Dhabi. Em outras palavras, Washington teme que mais empresas expandam operações fora do país caso o processo atrase.
Ainda assim, as negociações no Senado enfrentam obstáculos procedimentais. Os parlamentares precisam conciliar versões concorrentes elaboradas por diferentes comitês antes da aprovação final. Além disso, a liderança do Senado terá de reunir votos suficientes para superar eventuais manobras de atraso durante a análise em plenário.
Outro passo essencial será alinhar o texto do Senado com a legislação aprovada ou debatida na Câmara dos Representantes. Somente depois disso a proposta poderá seguir para sanção do presidente Donald Trump. Conforme o andamento das conversas, a janela até 4 de julho permanece apertada, mas continua tratada como prioridade política pela Casa Branca.
Stablecoins, AML e DeFi seguem no foco
Os negociadores do Senado ampliaram o escopo do projeto ao incluir regras para stablecoins e exigências de combate à lavagem de dinheiro. A proposta limita recompensas vinculadas a saldos ociosos de stablecoins, mas permite incentivos relacionados a transações em condições específicas. Assim, o texto tenta equilibrar inovação e supervisão prudencial.
Ao mesmo tempo, os parlamentares incluíram padrões de conformidade mais rigorosos para corretoras, exchanges e plataformas de commodities digitais. Pela redação em discussão, intermediários de ativos digitais passariam a cumprir obrigações do Bank Secrecy Act e exigências de identificação de clientes. Portanto, o projeto amplia de forma direta as obrigações de AML para operadores do setor.
Texto ainda precisa resolver pontos técnicos
As medidas de prevenção à lavagem de dinheiro também alcançam operações de corretagem e exchanges de commodities digitais. Além disso, o projeto aborda padrões aplicáveis ao setor de finanças descentralizadas e prevê isenções para captação de recursos por empresas de blockchain que se enquadrem nos critérios definidos.
No entanto, seguem abertas as discussões sobre como definir plataformas descentralizadas, já que parte das preocupações de política pública ainda não encontrou solução no Senado. O texto também reforça que valores mobiliários tokenizados continuam submetidos às leis federais de valores mobiliários já existentes e à supervisão correspondente da SEC.
À medida que julho se aproxima, o projeto de estrutura de mercado para ativos digitais permanece como um dos principais temas regulatórios de Washington. A Casa Branca mantém a meta de aprovação até 4 de julho, enquanto o Senado tenta fechar um texto comum sobre competências da SEC e da CFTC, regras para stablecoins, exigências de AML e proteção à autocustódia.