Bitcoin Rainbow Chart projeta BTC até US$ 1,16 mi em 2026

O Rainbow Chart do Bitcoin projeta uma faixa ampla de preço para 1º de julho de 2026. Pelo modelo, a maior criptomoeda do mercado pode variar entre US$ 99.143 e US$ 1.164.644, conforme a banda em que o ativo estiver posicionado.

Na prática, o indicador não tenta definir um alvo exato para o BTC. Em vez disso, ele usa uma curva de crescimento logarítmica para classificar o ativo em zonas históricas de subvalorização, valor justo e sobrevalorização. Assim, o gráfico ajuda investidores a contextualizar o ciclo do mercado cripto no longo prazo.

Em 14 de junho de 2026, com o Bitcoin na região de US$ 64.500, o preço seguia abaixo até da menor faixa estimada pelo modelo para julho de 2026. Portanto, o intervalo reforça que o Rainbow Chart trabalha com cenários amplos, e não com previsões pontuais.

Como o Rainbow Chart enquadra o ciclo do Bitcoin

A leitura reunida pela CoinGlass mostra a banda mais baixa, chamada “Fire Sale!”, em US$ 99.143. Nesse caso, o nível representa um cenário de subvalorização extrema.

Além disso, a faixa “BUY!” aparece em US$ 134.755. Em seguida, surgem “Accumulate”, em US$ 184.990, e “Still Cheap”, em US$ 249.738. Em conjunto, essas zonas indicam que o Bitcoin ainda estaria barato em relação à sua tendência histórica de longo prazo.

Bitcoin Rainbow Chart
Bitcoin Rainbow Chart. Fonte: CoinGlass

Ao mesmo tempo, o modelo posiciona a região “HODL” em US$ 337.147. Essa faixa costuma funcionar como zona de valor justo dentro do gráfico. Logo acima, a banda “Is this a bubble?” aparece em US$ 463.190, enquanto “FOMO Intensifies” alcança US$ 637.764.

Por fim, as bandas mais altas são “Sell. Seriously, sell!”, em US$ 856.171, e “Maximum Bubble Territory”, em US$ 1.164.644. Historicamente, esses níveis costumam coincidir com condições de mercado superaquecidas.

Potencial implícito de valorização segue elevado

Com base no preço à vista citado na leitura, o Bitcoin precisaria subir cerca de 53,5% para alcançar a banda “Fire Sale!” em julho de 2026. Em outras palavras, até o cenário mais conservador do Rainbow Chart ficava acima do valor observado naquele momento.

Além disso, um avanço até a faixa “HODL” exigiria alta de aproximadamente 422%. Já para atingir a banda “Maximum Bubble Territory”, o potencial implícito de valorização superaria 1.700%.

Ainda assim, o Rainbow Chart exige cautela. Afinal, o modelo serve melhor para identificar períodos de subvalorização e sobrevalorização do que para antecipar movimentos de curto prazo. Dessa forma, ele funciona como ferramenta de contexto histórico, não como gatilho isolado de compra ou venda.

Preço do Bitcoin segue abaixo de médias móveis

Na mesma leitura de mercado, o Bitcoin negociava a US$ 64.587, com alta de cerca de 1% nas últimas 24 horas e ganho superior a 3% na semana. Apesar da recuperação recente, a estrutura técnica ainda apontava fraqueza.

Os dados indicavam que o BTC seguia bem abaixo da média móvel simples de 50 dias, em US$ 74.202. Além disso, o ativo também ficava abaixo da média móvel simples de 200 dias, em US$ 77.804. Nesse sentido, o quadro sinalizava pressão tanto no horizonte de médio prazo quanto no de longo prazo.

Gráfico de preço de sete dias do Bitcoin
Gráfico de preço do Bitcoin em sete dias.

Ao mesmo tempo, o Índice de Força Relativa de 14 dias, o RSI, estava em 36,34. Embora o indicador permanecesse em território neutro, ele se aproximava de níveis de sobrevenda. Por isso, a leitura sugeria predominância da pressão vendedora, ainda que um repique de curto prazo pudesse ocorrer caso o fôlego comprador voltasse.

O que o intervalo indica para investidores

Os dados do Rainbow Chart apontam um intervalo entre US$ 99.143 e US$ 1.164.644 para o Bitcoin em 1º de julho de 2026. Enquanto isso, o preço à vista seguia em US$ 64.587, abaixo das médias de 50 e 200 dias e com RSI de 36,34.

Como resultado, o modelo destaca grande espaço potencial de valorização em diferentes cenários de ciclo. No entanto, a leitura técnica de curto prazo ainda mostrava fragilidade. Por isso, indicadores históricos devem ser combinados com sinais atuais de mercado antes de qualquer decisão de investimento.