Kiyosaki vê Gold a US$ 35 mil por onça até 2035

O Gold recuperou força depois de entrar brevemente no campo negativo no acumulado de 2026. Desde as mínimas de 10 de junho, o metal avançou cerca de US$ 300 e retomou a trajetória de alta. Nesse contexto, Robert Kiyosaki afirmou que esse movimento pode representar apenas o início de uma valorização muito maior até 2035.

Em publicação feita na manhã de 15 de junho na rede X, Robert Kiyosaki disse que investidores que perderam a queda recente não deveriam entrar em desespero. Além disso, o autor apresentou uma projeção agressiva para o metal precioso. Segundo ele, o Gold pode alcançar US$ 35.000 por onça até 2035.

“Se você perdeu a última oportunidade de comprar Gold na queda, não se desespere. Eu acredito que o Gold pode chegar a US$ 35.000 por onça até 2035.”

Robert Kiyosaki no X

Apesar do alvo ambicioso, Kiyosaki não detalhou os fundamentos por trás da estimativa. Ainda assim, ele afirmou que a projeção coincide com números e datas terminados em 35. Mesmo com essa justificativa incomum, o comentário reforça sua visão historicamente otimista para o metal precioso.

Kiyosaki reforça defesa de ativos escassos

Ao mesmo tempo, Robert Kiyosaki voltou a criticar o dólar dos Estados Unidos. Na avaliação do autor de Rich Dad Poor Dad, manter dinheiro em caixa representa uma estratégia perdedora para quem busca preservar patrimônio em dólar americano. Dessa forma, ele voltou a defender exposição a ativos escassos ou ligados à economia real.

Dentro dessa lógica, Kiyosaki incentivou seus seguidores a considerar não apenas Gold, mas também Bitcoin, Ethereum, Silver e petróleo. Além disso, ele classificou o dinheiro em espécie como uma aposta ruim no longo prazo. Assim, sua mensagem manteve a linha de pensamento que ele adota há anos.

De fato, o investidor construiu sua reputação com críticas frequentes à moeda fiduciária. Por outro lado, sua defesa de reservas de valor costuma gerar debate entre analistas. Ainda assim, o Gold volta ao centro de sua estratégia, sobretudo em momentos de incerteza macroeconômica e perda de poder de compra da moeda.

Projeção de US$ 35 mil chama atenção

O preço-alvo de US$ 35.000 por onça até 2035 chama atenção porque implica uma valorização muito expressiva frente aos níveis atuais. No entanto, Kiyosaki não apresentou um modelo econômico, uma estimativa de inflação acumulada ou uma tese baseada em oferta e demanda para sustentar esse patamar.

Mesmo assim, a fala de Kiyosaki tem peso entre investidores de varejo. Afinal, ele costuma associar Gold, Silver e ativos digitais a estratégias de proteção patrimonial. Conforme sua visão, esses ativos tendem a responder melhor do que o dinheiro em espécie em ciclos de expansão monetária e deterioração fiscal.

Histórico do Gold sustenta o tom otimista

Embora as declarações de Robert Kiyosaki frequentemente gerem controvérsia, suas recomendações anteriores com Gold se mostraram lucrativas em várias janelas de tempo. Ele também teria começado a acumular o metal há cerca de meio século. Portanto, sua defesa do ativo não surgiu agora.

Até 15 de junho, seguir essa estratégia teria sido rentável. Dados exibidos em gráfico da TradingView indicavam que o Gold acumulava alta de 133% nos últimos cinco anos. Além disso, o metal avançava 240% na última década e 1.500% desde o início do século.

Gráfico de 10 anos do preço do Gold
Gráfico de 10 anos do preço do Gold. Fonte: TradingView.

Além do Gold, o desempenho do Silver também apareceu como um dos acertos recorrentes entre as indicações de Kiyosaki. Em contrapartida, no caso de Bitcoin e Ethereum, os resultados mais expressivos dependeram de horizontes mais longos, especialmente por causa da performance recente desses ativos.

O que Kiyosaki sinaliza para 2035

No panorama apresentado em 15 de junho, Robert Kiyosaki associou a nova alta do Gold a uma tendência ainda inicial. Além disso, ele fixou um preço-alvo de US$ 35.000 por onça para 2035, voltou a criticar o dinheiro em espécie e mencionou Bitcoin, Ethereum, Silver e petróleo como alternativas de alocação.

Em suma, a mensagem combina uma visão fortemente altista para o Gold com sua crítica tradicional ao sistema monetário baseado em moeda fiduciária. Embora a meta de US$ 35 mil não venha acompanhada de fundamentos detalhados, o histórico de valorização do metal ajuda a explicar por que a projeção ganhou atenção no mercado.