Kalshi busca valuation de US$ 40 bi após US$ 22 bi
A Kalshi busca uma nova rodada de captação com valuation de US$ 40 bilhões, segundo relatos recentes. O movimento ocorre menos de dois meses depois de a empresa captar recursos com avaliação de US$ 22 bilhões. Em maio, a rodada contou com Sequoia, Andreessen Horowitz e Morgan Stanley. Assim, a companhia reforça sua força no segmento de mercados de previsões regulados.
Se a operação avançar, a Kalshi ampliará sua vantagem sobre a rival Polymarket, que também estaria em conversas para captar recursos. No caso da concorrente, o valuation estaria mais próximo de US$ 15 bilhões. Além disso, a diferença mostra como a disputa entre as plataformas se intensificou em 2026.
Crescimento operacional sustenta nova avaliação
A nova valorização acompanha uma forte expansão no uso da plataforma. A Kalshi processou mais de US$ 17 bilhões em volume de negociação no mês passado. No mesmo período do ano anterior, esse valor ficou abaixo de US$ 5 bilhões.
Urgente: a Kalshi busca valuation de US$ 40 bilhões, quase dobrando em dois meses.
A empresa procura novo capital a US$ 40 bilhões, acima dos US$ 22 bilhões levantados em maio com Sequoia, Andreessen Horowitz e Morgan Stanley.
O negócio amplia a vantagem da Kalshi sobre a rival nativa do mercado de criptomoedas, Polymarket.
Fonte: Coin Bureau no X
O engajamento dos usuários se tornou um dos principais motores da receita. Atualmente, contratos ligados a esportes respondem por cerca de 65% de toda a atividade da plataforma. Ao mesmo tempo, mercados sobre economia, clima, política e resultados financeiros continuam atraindo novos participantes.
Sob liderança do CEO Tarek Mansour, a Kalshi ganhou projeção nacional depois que seus mercados de previsões refletiram com precisão a mudança de sentimento durante a eleição presidencial dos Estados Unidos em 2024. Desde então, usuários negociam resultados que vão de decisões do Federal Reserve a grandes eventos esportivos e movimentos de mercado.
Escala e regulação ampliam o apelo da Kalshi
Em primeiro lugar, a escala recente da operação chama atenção de investidores. Em segundo lugar, a estrutura regulatória da empresa fortalece a narrativa de crescimento. Nesse sentido, a Kalshi opera sob supervisão da Commodity Futures Trading Commission, a CFTC. Isso garante acesso direto a usuários dos Estados Unidos e a investidores institucionais.
Já a Polymarket concentrou historicamente suas operações em mercados de previsões baseados em criptomoedas. Por outro lado, enfrentou obstáculos regulatórios maiores nos Estados Unidos. Portanto, analistas do setor avaliam que o status regulatório da Kalshi ajuda a justificar um prêmio de valuation.
Para investidores institucionais, clareza regulatória costuma pesar mais na alocação de capital. Além disso, esse fator ganha relevância em um setor ainda em formação, mas com potencial de expansão global.
Disputa com Polymarket e IPO seguem no radar
As novas conversas de financiamento adicionam mais um capítulo à competição entre Kalshi e Polymarket. Embora as duas empresas atuem na mesma indústria, suas abordagens regulatórias e operacionais são diferentes. Ainda assim, ambas disputam atenção de usuários, liquidez e capital em um segmento que cresce rapidamente.
Segundo os relatos, Tarek Mansour reconheceu que um IPO segue em avaliação. No entanto, indicou que uma listagem pública provavelmente não ocorreria antes de 2027. Dessa forma, a empresa ganharia mais tempo para ampliar sua linha de produtos, fortalecer relações regulatórias e provar que os volumes de negociação podem permanecer elevados fora de grandes ciclos políticos e esportivos.
Esse ponto importa porque uma parte relevante da atividade atual está concentrada em contratos esportivos. Ainda que a diversificação avance, a sustentabilidade do crescimento dependerá da capacidade de expandir o interesse em outras categorias. Assim sendo, mercados ligados a política monetária, clima e indicadores econômicos podem ganhar peso nos próximos trimestres.
Riscos jurídicos continuam no horizonte
Apesar da expansão acelerada, a Kalshi ainda enfrenta escrutínio jurídico e regulatório. Vários estados dos Estados Unidos contestaram aspectos das operações da companhia, com atenção especial aos contratos relacionados a esportes. Contudo, a discussão mais recente sobre valuation mostra que muitos investidores seguem priorizando o ritmo de crescimento.
Como resultado, a tese atual combina escala, receita potencial e vantagem regulatória. Os números mais recentes sustentam esse argumento: volume mensal superior a US$ 17 bilhões, participação de cerca de 65% dos contratos esportivos e possibilidade de uma rodada que eleve a Kalshi de US$ 22 bilhões para US$ 40 bilhões em menos de dois meses. Se a captação avançar, a empresa consolidará sua liderança nos mercados de previsões dos Estados Unidos e ampliará a distância em relação à Polymarket.