Ethereum: BitMine amplia staking em US$ 249 mi

A BitMine alocou mais 160.480 ETH, avaliados em cerca de US$ 248,7 milhões, em staking. Ao mesmo tempo, três faixas de baleias de Ethereum passaram a exibir prejuízo não realizado pela primeira vez desde 2019.

A BitMine, ligada a Tom Lee, ampliou novamente sua exposição ao Ethereum ao direcionar mais 160.480 ETH para staking. Dados da plataforma de análise on-chain Lookonchain estimam a operação em aproximadamente US$ 248,7 milhões.

Com a nova alocação, o volume total de ETH em staking da empresa chegou a 4,88 milhões de moedas. Pelos preços citados, esse montante equivale a cerca de US$ 7,56 bilhões. Além disso, os dados indicam que a parcela travada em staking representa 86% de toda a posição de ETH da BitMine.

BitMine aumenta presença institucional na rede

O analista Hupzy, da Spot On Chain, descreveu a posição de 4,88 milhões de ETH em staking como um dos maiores compromissos institucionais já registrados com a rede. Em 22 de junho, a BitMine, apontada como a maior empresa de tesouraria de Ethereum, detinha 5,673 milhões de ETH.

Além disso, a companhia informou possuir US$ 601 milhões em caixa e títulos negociáveis, US$ 350 milhões em ações preferenciais BMNP e dívida zero. A Wu Blockchain relatou que o rendimento anualizado da estratégia de staking está em US$ 233 milhões.

Outro ponto relevante envolve o ticker BMNR, que deve passar a integrar o índice Russell 1000 em 26 de junho. Assim, a entrada marca um avanço para uma empresa de tesouraria focada em Ethereum dentro de um dos principais índices de referência do mercado acionário.

Wu Blockchain no X

Baleias de ETH entram no prejuízo não realizado

Enquanto a BitMine aprofunda sua aposta em Ethereum, dados on-chain mostram deterioração no resultado não realizado das grandes carteiras. O analista Darkfost observou que os três principais grupos de baleias de ETH operam atualmente no vermelho.

Segundo Darkfost, as carteiras com 1.000 a 10.000 ETH apresentam razão de lucro não realizado de -0,26. Já o grupo entre 10.000 e 100.000 ETH registra -0,21. Por sua vez, as carteiras com mais de 100.000 ETH mostram -0,05.

O analista destacou que esse quadro persiste há várias semanas. Mais importante, esta é a primeira vez desde 2019 que as três faixas de baleias ficam simultaneamente abaixo do preço médio de aquisição. Ainda assim, mesmo durante a forte queda de 2022, o grupo com mais de 100.000 ETH permaneceu no lucro.

Para Darkfost, momentos em que a convicção dessas grandes carteiras é testada nesse nível costumam coincidir com a formação de fundos de preço. Nesse sentido, o dado chama atenção porque surge justamente quando a exposição institucional aumenta.

Darkfost no X

Preço do Ethereum recua em meio à disputa por liquidez

Dados da CoinGecko mostram o Ethereum cotado a US$ 1.570,62, com volume de negociação de US$ 16,6 bilhões em 24 horas. No mesmo período, o ativo acumulava queda de 4,92%. Em sete dias, a desvalorização chegava a 7,26%.

Além disso, o analista CryptoReviewing apontou uma concentração relevante de liquidez dos dois lados da faixa atual de preço. Segundo ele, a liquidez para posições vendidas está acima da região entre US$ 1.400 e US$ 1.500, enquanto os pools de liquidez para posições compradas se concentram entre US$ 1.600 e US$ 1.800.

Na leitura do analista, o mercado tende a varrer primeiro um desses lados antes de retomar um movimento direcional mais claro. Portanto, esse contexto ajuda a explicar por que a expansão do staking pela BitMine ocorre em um momento de pressão no preço e de estresse entre grandes carteiras da rede.

No fechamento dos dados citados, o contraste era claro. A BitMine elevou sua posição em staking para 4,88 milhões de ETH, o equivalente a cerca de US$ 7,56 bilhões. Enquanto isso, as três principais categorias de baleias registravam prejuízo não realizado, com o Ethereum negociado na faixa de US$ 1.570,62.