SBI aprova compra da Bitbank por 46,7 bi de ienes
O conselho de administração da SBI Holdings aprovou um acordo definitivo para adquirir a exchange de criptomoedas Bitbank por aproximadamente 46,7 bilhões de ienes. A operação levará a empresa para dentro do grupo, desde que os reguladores autorizem a transação. Além disso, a combinação pode criar a maior plataforma de ativos digitais do Japão por ativos de clientes sob custódia.
Operação depende de aval regulatório
A compra ocorrerá por meio da subsidiária integral SBICAH LLC. As empresas fixaram o valor total em cerca de 46,7 bilhões de ienes, após a carta de intenção assinada em maio de 2026.
Em primeiro lugar, a conclusão seguirá várias etapas até outubro de 2026. Cada fase ainda depende da autorização da Comissão de Comércio Justo do Japão, a Japan Fair Trade Commission, bem como do cumprimento das condições usuais de fechamento.
Na etapa inicial, prevista para agosto, a SBICAH comprará 53.704 ações do CEO da Bitbank, Noriyuki Hirosue, além de participações detidas por outros acionistas. Em seguida, em outubro, a subsidiária da SBI subscreverá 48.952 novas ações emitidas pela exchange em uma alocação para terceiros.
Posteriormente, a Bitbank usará o capital captado para recomprar ações de seus principais investidores corporativos, MIXI e Ceres. Dessa forma, a companhia converterá esses papéis em ações em tesouraria e depois os cancelará. Com isso, a SBI Holdings poderá assegurar indiretamente 100% do controle societário.
A SBI Holdings vai adquirir integralmente a Bitbank, criando a maior plataforma de criptoativos do Japão por ativos. Após a assinatura de uma carta de intenção em maio de 2026, o conselho de administração da SBI Holdings aprovou um acordo definitivo para transformar a exchange de criptomoedas Bitbank em uma subsidiária integral.
Fonte: Norbert Gehrke no X
Antes do acordo, Noriyuki Hirosue detinha 30,86% da Bitbank. Ao mesmo tempo, a MIXI possuía 26,22%, enquanto a Ceres controlava 22,39% da exchange. Se o cronograma avançar conforme previsto e houver aprovação regulatória, a SBI Holdings deterá 100% dos direitos de voto da Bitbank por meio da SBICAH em outubro.
Estrutura societária reúne três etapas
Na prática, o plano combina a compra de 53.704 ações em agosto, a subscrição de 48.952 novos papéis em outubro e a recompra das participações de MIXI e Ceres. Assim, a estrutura busca consolidar o controle integral sem alterar de imediato os serviços oferecidos aos clientes.
Além disso, a operação reforça a estratégia de longo prazo da SBI no mercado regulado japonês. A companhia informou que não espera impacto material relevante em seus resultados financeiros consolidados no exercício encerrado em março de 2027.
Grupo combinado pode liderar custódia no Japão
A aquisição fortalece a presença da SBI Holdings no mercado de criptomoedas do Japão e amplia suas operações de ativos digitais ao lado da exchange já controlada pelo grupo, a SBI VC Trade. Desse modo, o conglomerado avança em um segmento no qual escala, segurança e conformidade regulatória têm peso crescente.
Com base em dados de clientes de abril de 2026, as operações combinadas devem reunir aproximadamente 1,1 trilhão de ienes em ativos sob custódia. Além disso, as duas plataformas devem atender cerca de 2,92 milhões de contas de criptomoedas no mercado japonês.
A SBI afirmou ainda que o histórico de segurança da Bitbank influenciou a decisão de compra. Desde que iniciou operações, em 2014, a exchange não registrou incidentes bem-sucedidos de invasão. Por isso, o grupo considerou os padrões operacionais da Bitbank um ponto estratégico para a integração.
Atualmente, a Bitbank oferece negociação de criptomoedas, empréstimos e serviços de pagamento relacionados a cripto para usuários domésticos. Enquanto o processo de aquisição avança, os serviços aos clientes devem continuar sem mudanças operacionais imediatas.
Stablecoins e finanças on-chain entram no foco
Além dos serviços atuais, a SBI planeja ampliar a oferta de stablecoins e de produtos financeiros on-chain com a estrutura combinada. Nesse sentido, o grupo também segue investindo em infraestrutura de blockchain e em serviços financeiros tokenizados no Japão.
Como resultado, o negócio posiciona a SBI para disputar a liderança do mercado cripto japonês com uma base consolidada de clientes, forte volume sob custódia e maior integração entre exchange, pagamentos e produtos digitais. A transação também sinaliza uma nova fase de consolidação entre empresas reguladas no país.