AMD: Wells Fargo vê alta de 23,8% em 12 meses
As ações da Advanced Micro Devices, Inc. (NASDAQ: AMD) seguem em forte alta em 2026, enquanto Wall Street mantém uma visão positiva para o papel. Aaron Rakers, analista do Wells Fargo & Co. (NYSE: WFC), elevou sua projeção para a fabricante de chips e reiterou a recomendação equivalente à compra.
Na avaliação de 30 de junho de 2026, Rakers aumentou o preço-alvo da AMD de US$ 505 para US$ 615. Assim, a nova estimativa representa alta de 21,8% em relação ao alvo anterior. Ao mesmo tempo, ele manteve a classificação “Overweight”, usada para indicar expectativa de desempenho acima da média do mercado.
No momento da análise, as ações da fabricante de chips eram negociadas perto de US$ 496,51. Com base nesse patamar, o novo preço-alvo implica potencial adicional de valorização de aproximadamente 23,8% nos próximos 12 meses. Além disso, o papel acumulava ganho superior a 153% no ano, o que reforça o apetite do mercado pela companhia.
Projeções sobem com força da linha EPYC
Segundo Aaron Rakers, a revisão para cima reflete uma demanda mais forte do que o esperado. Sobretudo, o analista destacou o maior poder de precificação da AMD na divisão de CPUs para servidores da linha EPYC. Dessa forma, ele também elevou suas estimativas de lucro por ação para os anos-calendário de 2027 e 2028.
Agora, a projeção de lucro por ação da AMD ficou em US$ 13,40 para 2027 e em US$ 18,75 para 2028. Ademais, Rakers afirmou ter mais confiança na capacidade da empresa de superar US$ 20 por ação em lucros até 2028. Esse ponto fortalece a leitura otimista sobre a trajetória financeira da fabricante.
O analista também citou o avanço na produção dos processadores para servidores AMD EPYC Venice de 6ª geração, fabricados em 2 nanômetros. Conforme sua avaliação, o aumento do ritmo dessa produção começou no fim de maio de 2026. Ao mesmo tempo, a receita da área de GPUs para data centers continua mostrando força, o que sustenta uma visão construtiva para a companhia.
Receita com CPUs de servidores pode alcançar US$ 25 bilhões
Com base nesse cenário, Rakers passou a projetar que a receita da operação de CPUs de servidores da AMD alcance US$ 25 bilhões em 2028. Em outras palavras, isso implicaria crescimento anual de 22% nesse segmento. Como resultado, a linha EPYC aparece como um dos principais motores para a expansão da companhia nos próximos anos.
Mesmo com o avanço da concorrência, o Wells Fargo manteve sua leitura positiva. Conforme o analista, a AMD segue ampliando sua vantagem competitiva em CPUs de servidor com alta contagem de núcleos. Além disso, a empresa se beneficia de vetores estruturais ligados à expansão da infraestrutura de inteligência artificial.
Rakers reconheceu, no entanto, a pressão competitiva de Arm Holdings (NASDAQ: ARM) e NVIDIA Corp. (NASDAQ: NVDA). Ainda assim, sua avaliação indica que a AMD mantém espaço para crescer em servidores e data centers. Nesse sentido, a combinação entre escala, tecnologia e precificação continua no centro da tese de alta.
A revisão também foi mencionada pelo perfil AIStockSavvy no X.
Alta da ação em 2026 reforça otimismo do mercado
O desempenho da AMD em 2026 já chama atenção por si só. Afinal, o papel acumulava valorização superior a 153% no ano no momento da análise. Esse movimento ocorreu em meio ao fortalecimento da demanda por chips para servidores e à expectativa de expansão da infraestrutura voltada à inteligência artificial.

A leitura do Wells Fargo combina quatro fatores principais. Em primeiro lugar, há o crescimento da divisão EPYC. Em segundo lugar, pesa o avanço da produção do EPYC Venice em 2 nanômetros. Em terceiro lugar, aparece a força contínua das GPUs para data centers. Por fim, a projeção de US$ 25 bilhões em receita com CPUs de servidores até 2028 consolida a tese.
Para investidores que acompanham o setor de semicondutores e temas ligados à inteligência artificial, a AMD segue como um dos nomes centrais em 2026. Portanto, a nova meta de US$ 615 indica que Wall Street ainda enxerga espaço relevante para valorização, mesmo após a renovação das máximas históricas.