Bitcoin e Ethereum lideram perda de US$ 890 bi no semestre
O mercado de criptomoedas fechou o primeiro semestre de 2026 com perda de aproximadamente US$ 890 bilhões em valor de mercado. A capitalização total do setor caiu de cerca de US$ 2,97 trilhões no início do ano para aproximadamente US$ 2,08 trilhões em 30 de junho.
Na prática, os números indicam retração de quase 30% em seis meses, segundo dados do CoinMarketCap. Assim, o movimento refletiu a pressão sobre os principais ativos do mercado, com destaque para Bitcoin e Ethereum, além de recuos relevantes entre stablecoins e grandes altcoins.

Correção no mercado cripto atingiu os líderes
Em primeiro lugar, o Bitcoin encerrou o semestre com queda acentuada. O ativo recuou cerca de US$ 29.102, o equivalente a 33,2%, ao sair de US$ 87.656,91 em 1º de janeiro para US$ 58.554 em 30 de junho. Como principal referência do mercado cripto, o desempenho do Bitcoin pesou diretamente sobre a capitalização total do setor.
Além disso, o Ethereum registrou desvalorização ainda mais intensa em termos percentuais. A criptomoeda caiu US$ 1.408 no período, ou 47,3%, ao passar de US$ 2.976,87 no começo de 2026 para US$ 1.569 no fim de junho. Dessa forma, a fraqueza combinada de Bitcoin e Ethereum ampliou a correção do mercado como um todo.
Ao mesmo tempo, a maior stablecoin do mercado, Tether (USDT), também mostrou leve contração em valor total. Sua capitalização de mercado passou de US$ 187 bilhões no início do ano para cerca de US$ 184,48 bilhões. Assim sendo, a redução foi de US$ 2,52 bilhões no semestre.
Por outro lado, o XRP sofreu uma perda mais expressiva em termos absolutos. A capitalização do ativo caiu cerca de US$ 45,68 bilhões, baixa de 40,9%, ao recuar de US$ 111,72 bilhões em 1º de janeiro para US$ 66,04 bilhões ao fim de junho.
Capitalização perdeu força em toda a estrutura do setor
Esse desempenho mostra que a correção não ficou restrita a um único ativo. Pelo contrário, ela atingiu desde as maiores criptomoedas até segmentos normalmente vistos como mais estáveis dentro do mercado. Nesse sentido, a perda de valor em Bitcoin, Ethereum, USDT e XRP ajuda a explicar a redução ampla da capitalização total.
Além do peso dos líderes, o semestre também reforçou um padrão importante. Quando Bitcoin e Ethereum perdem força ao mesmo tempo, a deterioração costuma se espalhar com rapidez para o restante do mercado cripto. Por conseguinte, investidores passaram a rever posições e a reduzir exposição ao setor.
Por que Bitcoin e criptomoedas caíram em 2026
A queda do mercado de criptomoedas no primeiro semestre de 2026 ocorreu em um ambiente no qual ações ligadas à inteligência artificial ganharam protagonismo. Com efeito, parte do capital que antes mantinha maior exposição aos ativos digitais migrou para esse segmento.
Além disso, o comportamento dos ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos reforçou o viés defensivo. No período, esses fundos registraram suas maiores saídas mensais líquidas de recursos desde o lançamento. Portanto, o movimento sinalizou perda de apetite institucional ou reposicionamento mais conservador por parte dos investidores.
Outro fator relevante foi o avanço lento do Clarity Act, projeto de lei nos Estados Unidos voltado à criação de regras mais claras para o setor de criptomoedas. Como resultado, a incerteza regulatória continuou no radar do mercado. Ainda assim, o capital não ficou parado e buscou alternativas com maior apelo no curto prazo.
Em outras palavras, o mercado cripto enfrentou, ao mesmo tempo, saídas de capital, fraqueza dos principais ativos e concorrência de outros temas de investimento. Afinal, quando o cenário macro e regulatório gera cautela, investidores tendem a reduzir risco em ativos mais voláteis.
Resumo dos números do primeiro semestre
Entre 1º de janeiro e 30 de junho, a capitalização total do mercado de criptomoedas caiu de US$ 2,97 trilhões para US$ 2,08 trilhões. No mesmo intervalo, o Bitcoin recuou 33,2%, o Ethereum perdeu 47,3%, o USDT encolheu US$ 2,52 bilhões em valor de mercado e o XRP terminou o período com queda de 40,9% em capitalização.
Por fim, os dados indicam que o mercado de criptomoedas entrou na segunda metade de 2026 sob pressão relevante. Contudo, a magnitude da queda também reforça o peso do Bitcoin na dinâmica geral do setor, já que o ativo continuou a influenciar o apetite por risco em todo o mercado cripto.