Bitcoin sobe a US$ 62 mil com 270 mil BTC de baleias

O Bitcoin voltou a superar US$ 62 mil nesta quarta-feira, após reagir ao fundo local de US$ 57.735. Durante a sessão, a principal criptomoeda do mercado chegou a US$ 62.137 e acumulou alta de cerca de 3% em 24 horas.

Além disso, dados on-chain indicaram forte acúmulo por grandes investidores durante a correção recente. Assim, o movimento reforçou a leitura de que detentores de longo prazo consideraram os níveis atuais atrativos para ampliar posições.

Baleias acumulam Bitcoin durante a correção

Scott Melker afirmou que grandes investidores compraram quase 270 mil BTC na região de US$ 59 mil. Segundo ele, esse foi o maior pico único de acumulação já observado em dados on-chain.

A marca superou, ainda conforme Melker, a onda de compras registrada durante a queda provocada pela pandemia de COVID-19 e pelo colapso da FTX. Portanto, a leitura do analista aponta para uma reação relevante de investidores de maior porte.

Ao mesmo tempo, a recuperação do preço gerou uma onda de liquidações no mercado futuro. Dados da Coinglass mostram que o mercado registrou mais de US$ 606 milhões em posições alavancadas encerradas nas últimas 24 horas.

A maior parte das perdas atingiu investidores que apostavam na queda. Com isso, o fechamento dessas posições adicionou pressão compradora ao mercado.

Em outras palavras, a liquidação ocorre quando a corretora fecha automaticamente uma posição alavancada porque a margem deixa de ser suficiente. Assim, em um mercado em alta, o fechamento forçado de posições vendidas tende a acelerar a valorização.

Níveis técnicos ganham peso no curto prazo

Scott Melker também afirmou que a compra expressiva por baleias pode sinalizar a formação de um fundo local para o Bitcoin. Conforme a leitura do livro de ofertas, ordens pesadas de venda se concentram entre US$ 62 mil e US$ 65 mil.

Por outro lado, a faixa entre US$ 55 mil e US$ 57 mil segue dominada por ordens robustas de compra. Dessa forma, o mercado passou a monitorar uma disputa clara entre resistência e suporte.

IndicadorNível
Máxima intradiáriaUS$ 62.137
Fundo localUS$ 57.735
Pressão vendedoraUS$ 62 mil a US$ 65 mil
Área de suporteUS$ 55 mil a US$ 57 mil

Resistência em US$ 65 mil entra no radar

Analistas avaliam que o Bitcoin pode abrir espaço para uma alta adicional de 8% a 10% no curto prazo. Para isso, o ativo precisa romper de forma consistente a região de US$ 65 mil com apoio de demanda forte no mercado à vista.

Ainda assim, esse cenário depende da continuidade do interesse comprador. O analista Ted observou que existem ordens relevantes de venda entre US$ 62 mil e US$ 65 mil, enquanto grandes ordens de compra persistem entre US$ 55 mil e US$ 57 mil.

Além disso, a disputa técnica ficou mais evidente após a recuperação acima de US$ 60 mil. Afinal, o mercado agora observa se os compradores conseguirão absorver a oferta concentrada na faixa de resistência.

Cenário macro ainda limita o apetite por risco

Apesar da recuperação, o mercado de criptomoedas segue cauteloso. As preocupações com a inflação e as incertezas sobre a política de juros do Federal Reserve dos Estados Unidos continuam limitando o apetite por ativos de risco.

Ao mesmo tempo, rendimentos elevados dos títulos públicos e um dólar forte reduzem a demanda por ativos digitais. Além disso, parte dos fluxos de capital migrou para ações ligadas à inteligência artificial, desviando recursos que poderiam entrar em criptomoedas.

Nesse sentido, o apetite institucional parece menos intenso do que em outros momentos do ciclo. As saídas contínuas dos ETFs à vista de Bitcoin listados nos Estados Unidos também reforçam essa postura defensiva.

Por fim, alguns analistas alertam que uma queda mais ampla no índice S&P 500 pode contaminar o setor. O quadro da sessão combina recuperação após US$ 57.735, máxima intradiária em US$ 62.137, quase 270 mil BTC acumulados por baleias, mais de US$ 606 milhões em liquidações e disputa técnica entre US$ 62 mil a US$ 65 mil e US$ 55 mil a US$ 57 mil.