IBM: Bank of America eleva preço-alvo a US$ 330

As ações da International Business Machines Corp. (NYSE: IBM) voltaram a testar uma zona relevante de resistência técnica após meses de consolidação. Ao mesmo tempo, uma nova projeção do Bank of America Corporation (NYSE: BAC) reforçou a leitura positiva para os próximos 12 meses.

Em relatório enviado a clientes na segunda-feira, 6 de julho, Wamsi Mohan, analista do Bank of America, manteve a recomendação de compra para os papéis da IBM. Além disso, elevou o preço-alvo de 12 meses de US$ 315 para US$ 330.

Com base na cotação de US$ 296,94 citada no relatório, o novo alvo indica potencial de valorização de cerca de 11,13% no período. Dessa forma, a tese combina melhora operacional esperada com um momento técnico considerado decisivo pelo mercado.

Bank of America vê melhora nas projeções da IBM

Segundo Wamsi Mohan, a revisão do preço-alvo reflete a expectativa de que a IBM eleve de forma moderada sua projeção para o ano fiscal de 2026. A melhora esperada envolve receita e fluxo de caixa livre, conhecido como free cash flow, ou FCF.

O analista também apontou espaço para ganhos adicionais com sinergias mais rápidas do que o previsto ligadas à aquisição da Confluent. Ademais, citou crescimento mais forte na divisão de software e no segmento de energia e armazenamento dentro da área de infraestrutura.

De acordo com a nota, a Confluent deve gerar US$ 340 milhões em receita no segundo trimestre fiscal. Esse valor equivale a cerca de 5% do crescimento da receita de software. Nesse sentido, a aquisição pode se tornar um componente relevante para acelerar a operação, sobretudo se a captura de sinergias avançar acima do previsto.

Em comentário publicado no X, Mohan afirmou que a IBM segue mudando seu mix de negócios para software de margens mais altas. Segundo ele, esse movimento sustenta uma geração robusta de fluxo de caixa livre e cria opcionalidade de longo prazo com iniciativas em computação quântica.

Software, infraestrutura e fluxo de caixa sustentam a tese

O ponto central da visão otimista está na migração da IBM para áreas com maior rentabilidade. Em outras palavras, o mercado acompanha de perto o avanço do software, já que esse segmento tende a ampliar margens e reforçar a previsibilidade das receitas.

Ao mesmo tempo, energia e armazenamento dentro da divisão de infraestrutura adicionam suporte ao cenário positivo. Além disso, a combinação entre software mais forte, captura de sinergias e melhora no FCF fortalece o argumento de valorização.

Por conseguinte, a IBM ganha fôlego para justificar múltiplos mais altos caso confirme essas expectativas ao longo do ano fiscal de 2026. Ainda assim, a reação do papel na resistência técnica segue relevante para a leitura de curto prazo.

Consenso de mercado indica compra moderada

Após a atualização de Mohan, a média das estimativas de 17 analistas de Wall Street para a IBM ficou em US$ 302,94, segundo dados da plataforma TipRanks. Assim, mesmo com divergências entre as casas de análise, o consenso ainda aponta recomendação moderada de compra.

Projeção de 12 meses para as ações da IBM
Projeção de 12 meses para as ações da IBM.

Fonte: TipRanks.

Esse patamar médio fica abaixo do novo alvo de US$ 330 definido pelo Bank of America. Ainda assim, mostra que a maior parte do mercado não trabalha com um cenário de queda acentuada para o papel. Pelo contrário, o viés segue construtivo, embora com grau moderado de convicção.

Para investidores que acompanham ações da IBM, a diferença entre o consenso e a projeção mais otimista do Bank of America revela um ponto importante. Se a companhia entregar melhora em receita, FCF e software, o mercado pode revisar novas estimativas para cima.

Resistência técnica segue como fator decisivo

No momento da publicação, as ações da IBM negociavam próximas da mesma faixa de resistência técnica estabelecida em 2025. Portanto, o gráfico também ganhou relevância na leitura de curto prazo, já que essa região limitou novas altas nos últimos meses.

Preço das ações da IBM
Preço das ações da IBM em zona de resistência técnica.

Se o preço voltar a ser rejeitado nessa resistência, a projeção mais otimista de Wall Street pode perder força no curto prazo. No entanto, esse movimento não invalidaria automaticamente os fundamentos destacados pelo Bank of America.

Por outro lado, se o papel conseguir testar novamente a máxima do ano, o alvo de US$ 330 pode ganhar tração entre os investidores. A leitura combina recomendação de compra, expectativa de melhora nas projeções para o ano fiscal de 2026, contribuição de US$ 340 milhões da Confluent no segundo trimestre fiscal e avanço em software, infraestrutura, fluxo de caixa livre e computação quântica.