Galaxy entrega 133 MW à CoreWeave em hub de IA

A Galaxy Digital concluiu a primeira fase de fornecimento de energia no campus de data center Helios, no oeste do Texas. A empresa entregou 133 megawatts de carga crítica de TI para a CoreWeave. Assim, a companhia avança na conversão de uma antiga mina de Bitcoin em infraestrutura voltada à inteligência artificial.

A Galaxy informou que a Fase I também inclui aproximadamente 200 megawatts de energia bruta previstos no contrato de locação firmado por 15 anos. Além disso, os pagamentos do arrendamento começaram no segundo trimestre de 2026. Com isso, o Helios deixa a fase de grande obra e passa a operar como ativo preparado para IA.

Helios muda de perfil após compra da Argo Blockchain

A Galaxy comprou o ativo da Argo Blockchain em 2022. Na época, o local estava entre as maiores instalações de mineração de Bitcoin da América do Norte. Desde então, a empresa redirecionou gradualmente o campus para atender à demanda por inteligência artificial e computação de alto desempenho.

A CoreWeave também tem origem ligada à mineração. A empresa atuou anteriormente no segmento de Ethereum antes de ampliar sua presença em serviços de computação em nuvem para IA. Nesse sentido, a parceria reforça uma tendência mais ampla: o reaproveitamento de estruturas do mercado cripto para ampliar capacidade computacional.

Mike Novogratz, fundador e CEO da Galaxy, afirmou que a conclusão da Fase I dentro do cronograma e do orçamento demonstra a capacidade da companhia de executar infraestrutura de IA em escala hiperescalar. Segundo ele, o Helios já gera receita em toda a capacidade operacional atual, enquanto a próxima etapa segue em construção.

Receita recorrente começa no segundo trimestre de 2026

O início dos pagamentos no segundo trimestre de 2026 altera o perfil financeiro do projeto. Dessa forma, o Helios passa a contribuir com fluxo recorrente de caixa. Esse ponto ganha relevância porque o campus nasceu de um ativo antes ligado à volatilidade da mineração de criptomoedas.

Para a Galaxy, a entrega de 133 megawatts de carga crítica de TI representa o primeiro marco operacional concreto da nova estratégia. Ao mesmo tempo, a conversão do site mostra como infraestrutura elétrica e imobiliária do setor cripto pode ganhar novo uso diante da corrida por IA.

Expansão pode elevar receita anual acima de US$ 1 bilhão

A Galaxy já iniciou a construção greenfield da Fase II. Essa etapa adicionará mais 260 megawatts de capacidade crítica de TI ao Helios. Segundo a empresa, as entregas devem começar no primeiro semestre de 2027. Portanto, o campus seguirá em expansão enquanto a demanda por computação de alto desempenho permanece aquecida.

Considerando as Fases I a III, a CoreWeave assumiu compromisso de contratar 526 megawatts de carga crítica de TI em acordos de longo prazo. Esses contratos abrangem os 800 megawatts de energia bruta já aprovados para o local. Além disso, incluem duas opções de extensão de cinco anos cada.

A Galaxy estima que os contratos ligados ao Helios deverão gerar mais de US$ 1 bilhão em receita média anual durante o período contratado. O campus ocupa mais de 2.200 acres e conta atualmente com capacidade aprovada total de 1,63 gigawatt.

Potencial total do campus pode chegar a 3,6 gigawatts

A empresa também declarou que o Helios poderá crescer, no futuro, para aproximadamente 3,6 gigawatts. A expansão dependerá de novas oportunidades de desenvolvimento. Assim, o local pode se tornar um dos ativos mais estratégicos da Galaxy fora da atividade tradicional de mineração.

Como resultado, a Fase I já entrega 133 megawatts de carga crítica de TI para a CoreWeave. A Fase II acrescentará 260 megawatts, enquanto os contratos assinados cobrem 526 megawatts dentro de um campus com 800 megawatts de energia bruta aprovada. Por fim, a expectativa supera US$ 1 bilhão em receita média anual durante a vigência do arrendamento.