ETFs de XRP nos EUA superam US$ 1 bi com alta
Os ETFs spot de XRP listados nos Estados Unidos voltaram a superar US$ 1 bilhão em patrimônio líquido total. A SoSoValue indicava, em 7 de julho, que os cinco fundos somavam US$ 1,05 bilhão sob gestão, após semanas de volatilidade e perda de fôlego.
Apesar do retorno a esse patamar simbólico, o avanço não representa uma onda forte de capital novo. Na prática, a alta do próprio XRP no mercado à vista impulsionou a recuperação. Esse movimento elevou o valor das posições já mantidas pelos fundos e, por consequência, ampliou o patrimônio líquido reportado.
Valorização do XRP impulsiona os fundos
Na última semana observada, o XRP acumulou valorização de 10,5% e chegou a US$ 1,15. O avanço ocorreu depois que o ativo se aproximou de US$ 1 durante a tendência de baixa prolongada registrada em junho.
Como resultado, os ETFs spot, que acompanham de perto o desempenho do ativo subjacente, tiveram ganho direto em suas avaliações. Ainda assim, os números sugerem que o salto recente veio mais da reprecificação das posições existentes do que de uma mudança estrutural na demanda institucional.
Em outras palavras, o mercado interpreta a volta ao nível de US$ 1 bilhão como um marco psicológico relevante. Contudo, o movimento ainda depende da sustentação do preço do XRP e de fluxos mais consistentes para ganhar força.
Bitwise, Canary e Franklin Templeton lideram
Entre os emissores, a Bitwise manteve a liderança no segmento de ETFs de XRP. O fundo da gestora alcançou US$ 330,84 milhões em patrimônio, apoiado pela recuperação do preço do ativo e por uma entrada modesta de capital.
Em seguida, aparece a Canary, com US$ 265,30 milhões. A Franklin Templeton ocupa a terceira posição, com US$ 261,68 milhões. A presença da gestora entre os principais produtos chama atenção, já que a empresa tem forte atuação em finanças tradicionais.
Dessa maneira, o quadro sugere que o interesse do mercado convencional pelos ETFs de XRP segue presente. Ao mesmo tempo, a cautela regulatória ainda limita uma expansão mais agressiva da exposição institucional.
| Fundo | Código | Patrimônio líquido |
|---|---|---|
| Bitwise | XRP | US$ 330,84 milhões |
| Canary | XRPC | US$ 265,30 milhões |
| Franklin Templeton | XRPZ | US$ 261,68 milhões |
Mesmo com a recuperação no patrimônio total, o dinheiro novo que entrou nesses produtos permaneceu limitado. No período analisado, o fluxo líquido combinado foi de apenas US$ 17,19 milhões.
Ainda assim, esse resultado marcou a nona semana consecutiva de entradas líquidas positivas desde o lançamento dos fundos. Com isso, o total acumulado de aportes chegou a US$ 1,49 bilhão.
Regulação nos EUA ainda limita a demanda
O comportamento mais contido dos investidores institucionais segue ligado ao ambiente regulatório nos Estados Unidos. A leitura do mercado aponta que atrasos em Washington, nos processos legislativos e regulatórios, levaram grandes participantes a adotar uma postura de espera.
Um dos pontos centrais envolve a tramitação do CLARITY Act. A iniciativa legislativa busca definir com mais precisão como os ativos digitais devem ser regulados no país.
O projeto tenta esclarecer se determinados tokens devem ser tratados como valores mobiliários ou commodities. Assim, a proposta procura reduzir a incerteza jurídica que ainda pesa sobre a indústria cripto.
Marco de US$ 1 bilhão segue relevante
A votação final, porém, foi adiada para o fim de julho ou até agosto de 2026. Portanto, o atraso reforçou a percepção de que decisões importantes continuam sendo empurradas adiante.
Mesmo nesse cenário, os fundos conseguiram se manter acima de um patamar relevante. A retomada do nível de US$ 1 bilhão ocorreu principalmente por causa da recuperação do XRP no mercado à vista.
No balanço do período, os cinco ETFs spot de XRP nos Estados Unidos somavam US$ 1,05 bilhão em patrimônio em 7 de julho. O ativo chegou a US$ 1,15 na semana, enquanto a entrada líquida combinada ficou em US$ 17,19 milhões.
Ao mesmo tempo, o fluxo acumulado desde o lançamento atingiu US$ 1,49 bilhão. Bitwise, Canary e Franklin Templeton lideravam o ranking, mas a evolução regulatória nos Estados Unidos ainda tende a definir o ritmo de uma demanda institucional mais consistente.