BofA vê Nvidia a US$ 350 e alta de 77%
Vivek Arya, analista do Bank of America Corp. (NYSE: BAC), manteve recomendação de compra para a Nvidia Corp. (NASDAQ: NVDA). Em nota enviada a clientes em 7 de julho, ele fixou preço-alvo de US$ 350 para os próximos 12 meses.
Como o papel era negociado perto de US$ 197,30 no momento da reportagem original, a projeção indica potencial de valorização de cerca de 77,4%. Ainda assim, o mercado tentava entender por que a ação recuava até 8 de julho, apesar da liderança da empresa em infraestrutura global de inteligência artificial.
Ao mesmo tempo, o cenário mantém o interesse de investidores em empresas ligadas à expansão de data centers, nuvem e chips avançados. Nesse sentido, a inteligência artificial segue como o principal vetor da tese de crescimento da companhia.
Bank of America mantém visão positiva para a Nvidia
Uma análise publicada no X afirma que Vivek Arya associou a correção recente das ações da Nvidia a padrões sazonais historicamente mais fracos. Ainda assim, o analista espera recuperação no curto prazo, principalmente por causa da demanda global por computação em nuvem e do avanço dos investimentos em infraestrutura de IA.
Além disso, o Bank of America vê fatores adicionais de suporte para 2026 e para os anos seguintes. De acordo com o relatório, a tokenização de ativos do mundo real, conhecida como RWA, e a adoção crescente de agentes de IA devem ampliar a procura por capacidade computacional. Como resultado, a limitação de oferta na infraestrutura pode sustentar um perfil de crescimento durável e de alta qualidade para a empresa.
Poder de precificação entra no centro da análise
Outro ponto destacado por Vivek Arya foi o poder de precificação da Nvidia. Conforme o analista, a transição para a plataforma Rubin pode elevar os custos de memória HBM por rack de servidor entre US$ 200 mil e US$ 300 mil.
No entanto, esse aumento poderia ser compensado por uma alta entre US$ 2 milhões e US$ 3 milhões no preço de venda de servidores completos. Assim, a leitura do banco indica que a Nvidia preserva margem para repassar custos em uma etapa relevante da evolução de seus sistemas.
Além do avanço técnico, essa capacidade comercial ajuda a explicar por que a empresa continua bem posicionada no ciclo de investimentos em IA. Afinal, a demanda por processamento avançado ainda pressiona a oferta global de infraestrutura.
Consenso de Wall Street também aponta alta
Além da estimativa de Vivek Arya, o consenso de Wall Street segue construtivo para a Nvidia. Segundo levantamento do TipRanks, com base em 37 analistas consultados nos últimos três meses, o preço-alvo médio para 12 meses está em US$ 309,93.

Com a ação na faixa de US$ 197,30, esse preço-alvo médio representa potencial de valorização de aproximadamente 56,8%. Portanto, a recomendação agregada do mercado permanece em forte compra, o que reforça a avaliação positiva sobre os fundamentos da companhia.
No acumulado do ano, as ações da Nvidia avançavam 4,47%. Embora o desempenho não elimine a volatilidade recente, o dado sustenta o sentimento favorável entre analistas.
Além disso, a manutenção do alvo de US$ 350 por Vivek Arya e a média de US$ 309,93 apontada por 37 analistas mostram uma visão predominante. Wall Street segue ancorada na demanda por nuvem, na expansão da infraestrutura de IA, na tokenização de ativos do mundo real e no poder de precificação com a transição para a plataforma Rubin.
O que pode sustentar a tese em 2026
A tese de valorização da Nvidia combina fatores operacionais e estruturais. De um lado, a empresa segue exposta ao crescimento dos investimentos em data centers e inteligência artificial. De outro, mantém capacidade de ajustar preços em produtos de maior valor agregado.
Se esse cenário se confirmar, os analistas podem continuar sustentando projeções elevadas para 2026. Por enquanto, o ponto central da avaliação permanece claro: a Nvidia ainda concentra parte relevante da infraestrutura que alimenta a próxima fase da IA.
