Stellar amplia pagamentos da UNDP até 2027

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento ampliou o uso de pagamentos em blockchain baseados na Stellar. Testes em Aleppo reduziram custos de cerca de 10% para aproximadamente 2%.

O UNDP Eurasia, o UNDP AltFinLab e a Stellar Development Foundation assinaram um novo acordo para expandir a infraestrutura de pagamentos em blockchain nas operações da organização. Assim, ferramentas construídas sobre a rede Stellar avançam em direção ao uso regular por escritórios nacionais do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

O acordo veio após mais de um ano de testes em diferentes países. Entre os pilotos citados estão iniciativas no Haiti, na Síria, no Quênia, na Guatemala e na Gâmbia. Além disso, as equipes desenvolveram protótipos adicionais na Colômbia e em Papua-Nova Guiné. Em conjunto, esses programas avaliaram pagamentos em blockchain em operações de campo e em cenários com infraestrutura bancária limitada.

A parceria segue até 2027 e inclui um plano completo de escalonamento. Dessa forma, a iniciativa deixa de se limitar a projetos-piloto e passa a caminhar para uma estrutura formal de pagamentos. A UNDP também poderá adotar o modelo em mais frentes operacionais.

Infraestrutura da Stellar ganha espaço nas operações

O novo acordo estabelece uma base de pagamentos para escritórios da UNDP ao redor do mundo. A proposta busca apoiar atividades cotidianas da instituição, e não apenas testes restritos. Nesse sentido, a blockchain pode entrar com mais frequência em sistemas de distribuição de ajuda e repasses em regiões de maior fragilidade operacional.

O trabalho resulta de 16 meses de pesquisa conjunta e testes em campo. Além disso, a iniciativa se apoia no programa SDG Blockchain Accelerator, que conectou ferramentas de pagamento baseadas na Stellar a necessidades concretas de transferências em contextos humanitários. Na avaliação da UNDP, esse tipo de estrutura pode aumentar a transparência, ampliar o acesso a recursos e reduzir custos onde o sistema bancário é fraco ou insuficiente.

Esse ponto sustenta o avanço da Stellar nesse contexto. A rede serviu de base para uma estrutura voltada a pagamentos práticos em condições difíceis. Ao mesmo tempo, o modelo atende áreas com conectividade limitada, atrasos em meios tradicionais de transferência e necessidade de rastreabilidade sobre cada desembolso.

Pagamentos humanitários com menor custo

Um dos principais testes de campo ocorreu em Aleppo, na Síria. A UNDP utilizou trilhos de pagamento baseados na Stellar em um programa digital de Cash-for-Work. O piloto avaliou se pagamentos via blockchain poderiam operar em uma região de baixa conectividade sem comprometer a entrega dos valores aos beneficiários locais.

Os resultados informados apontaram queda nos custos de transação de cerca de 10% para aproximadamente 2%. Além disso, o teste registrou taxa de sucesso de 100% nos pagamentos realizados. Os repasses também tiveram liquidação praticamente instantânea, enquanto o sistema permitiu transparência on-chain para cada transferência executada.

Na prática, isso deu às equipes do programa uma capacidade mais clara de acompanhar os desembolsos. Por conseguinte, a rastreabilidade apareceu como um dos ganhos operacionais mais relevantes do teste, ao lado da redução de custos. Com esses dados, a UNDP passou a ter uma base mais concreta para considerar uma implementação mais ampla da tecnologia.

Plano prevê expansão gradual até 2027

O acordo inclui uma estrutura de expansão válida até 2027. Também prevê a transferência operacional das ferramentas para os escritórios nacionais da UNDP. Assim, o objetivo é sustentar o uso de longo prazo em programas globais, em vez de depender apenas de iniciativas conduzidas em ambiente experimental.

Nesse desenho, a rede Stellar aparece como a infraestrutura capaz de suportar transferências internacionais de baixo custo e fluxos de pagamento rastreáveis. Essas características podem ajudar programas de assistência que precisam alcançar áreas com acesso bancário limitado. Além disso, podem atender contextos em que sistemas tradicionais de remessa tendem a operar de forma mais lenta.

A UNDP também formou um Blockchain Advisory Group com 26 organizações. O grupo reúne grandes fundações do setor blockchain e outros participantes do segmento. A iniciativa analisa o uso da tecnologia em serviços públicos, sistemas de identidade e programas climáticos.

Testes em vários países sustentaram a decisão

Com base nos testes realizados no Haiti, na Síria, no Quênia, na Guatemala, na Gâmbia, na Colômbia e em Papua-Nova Guiné, a UNDP decidiu avançar com uma estrutura formal apoiada na Stellar. Em suma, a decisão ganhou força após o piloto em Aleppo registrar queda de custos de cerca de 10% para 2%, taxa de sucesso de 100% e liquidação quase instantânea dos pagamentos.