SpaceX: Raymond James vê alta de 440% em SPCX

A SpaceX ganhou nova tração em Wall Street depois de entrar no índice Nasdaq-100 em 7 de julho. Com isso, a estreia no indicador abriu espaço para mais cobertura de bancos e casas de análise, além de projeções otimistas para as ações da companhia de Elon Musk.

Na terça-feira, Brian Gesuale, analista da Raymond James, iniciou a cobertura de SPCX com recomendação de compra e preço-alvo de US$ 800. Considerando o último fechamento em US$ 148,26, a projeção indica potencial de valorização de 439,59% em 12 meses.

Segundo a nota, a avaliação positiva se apoia principalmente na capacidade da SpaceX de se consolidar como uma gigante de infraestrutura. Além disso, a Raymond James destacou a relevância estratégica dos programas Starship e Starlink. Para o banco, essas frentes sustentam uma tese de crescimento muito acima da média do mercado.

Ainda que o preço-alvo de US$ 800 seja o mais agressivo até agora, ele não apareceu de forma isolada. Pelo contrário, outras instituições também reforçaram a visão favorável desde a inclusão da empresa no Nasdaq-100.

Consenso de Wall Street aponta Strong Buy para SPCX

De acordo com dados da TipRanks consultados em 9 de julho de 2026, a SpaceX passou a ter classificação consolidada de Strong Buy. Ao todo, são 22 recomendações de compra, 4 de manutenção e apenas 1 de venda.

Na média, os analistas projetam que as ações avancem 65,85% em 12 meses, até US$ 245,96. Em outras palavras, mesmo abaixo da estimativa de Brian Gesuale, o consenso ainda aponta um cenário amplamente positivo para o papel.

Além do consenso de Wall Street, o movimento recente ampliou a visibilidade da empresa entre investidores de tecnologia, defesa e infraestrutura espacial. Nesse sentido, a SpaceX passou a ser vista não apenas como uma empresa de lançamentos, mas também como uma plataforma de serviços com múltiplas frentes de monetização.

Analistas projetam o preço das ações da SpaceX para os próximos 12 meses

Fonte: TipRanks

Contudo, o desempenho da ação ainda não acompanhou integralmente esse entusiasmo. Desde a oferta pública inicial, o papel mostrou forte volatilidade. Primeiro, avançou rapidamente nos pregões iniciais. Depois, passou por uma correção relevante.

Alta nas projeções contrasta com oscilação recente

Logo após o IPO, a SpaceX disparou até a máxima histórica de US$ 225,64, apenas quatro dias depois da estreia na bolsa. Entretanto, a ação perdeu força na sequência e voltou a recuar.

Ao longo da última semana, o papel se aproximou da faixa de abertura de 12 de junho, perto de US$ 150. Esse comportamento reforça um contraste importante. De um lado, Wall Street elevou o tom das previsões para SPCX. De outro, o mercado ainda busca equilíbrio após a forte oscilação inicial.

SpaceX segue acima do preço do IPO, apesar da correção

Mesmo com a queda recente, os papéis da SPCX permanecem 9,82% acima do preço do IPO, fixado em US$ 135. Além disso, no pré-mercado de quinta-feira, os sinais eram levemente positivos.

No momento da publicação, a ação subia 1,81% no pré-mercado, para US$ 150,95. Assim, os números mais recentes mostram um quadro misto. Embora o papel tente se estabilizar perto da faixa de estreia, analistas já trabalham com consenso de US$ 245,96 para 12 meses.

Gráfico semanal das ações da SpaceX

Fonte: Google

Ademais, a estimativa extrema de US$ 800, apresentada pela Raymond James, elevou ainda mais a atenção sobre o papel. Ainda assim, a diferença entre o consenso e a projeção mais otimista mostra que o mercado mantém leituras distintas sobre o ritmo de crescimento da empresa.

Starship e Starlink sustentam a tese de alta

Na visão da Raymond James, a tese depende do avanço da SpaceX como infraestrutura crítica, e não apenas como empresa aeroespacial tradicional. Portanto, projetos como Starship e Starlink ocupam papel central nessa leitura.

Essas iniciativas podem ampliar receitas, escala operacional e influência estratégica da companhia. Afinal, se a empresa entregar essa expansão conforme esperado, a ação pode ganhar espaço para uma reprecificação relevante.

Por outro lado, a volatilidade observada desde o IPO indica que investidores ainda calibram expectativas. O ponto central, agora, envolve execução operacional, crescimento futuro e valuation atual.