Solana mira US$ 100 se romper US$ 90, diz Ali Martinez

A Solana ganhou tração após um início de ano mais fraco. No momento da apuração, a SOL era negociada a US$ 77,73, com alta de 0,8% em 24 horas. Ao longo da sessão, o ativo oscilou entre US$ 76,25 e US$ 78,62.

Além disso, a SOL acumulou valorização de 18,5% em 30 dias e avanço de 21,6% em duas semanas. Ainda que o token siga abaixo da máxima histórica de US$ 293,31, analistas observam uma combinação de sinais técnicos, maior presença institucional e melhorias de infraestrutura na rede.

Resistência entre US$ 85 e US$ 90 define o próximo teste

A recuperação recente começou após um repique de cerca de 38% desde o fundo próximo de US$ 60. Com isso, a Solana registrou o primeiro desempenho mensal positivo em vários meses. Esse movimento sugere menor pressão vendedora no curto prazo.

Ali Martinez aponta que a principal zona de resistência fica entre US$ 85 e US$ 90. Se o preço conseguir se firmar acima desse intervalo, o nível psicológico de US$ 100 volta ao centro das atenções.

Fonte: Ali Charts no X

Ao mesmo tempo, Michaël van de Poppe destacou a faixa entre US$ 73 e US$ 76 como suporte decisivo. Na avaliação dele, enquanto esse intervalo permanecer preservado, a estrutura de prazo mais longo segue construtiva.

Fonte: Michaël van de Poppe no X

SOL/BTC também mostra sinais de recuperação

Por outro lado, o par SOL/BTC passou a chamar mais atenção. Depois de meses de fraqueza, o desempenho relativo da Solana frente ao Bitcoin começou a mostrar sinais de fortalecimento.

Segundo a leitura técnica citada, um rompimento acima da resistência de longo prazo entre 0,00140 e 0,00145 BTC indicaria melhora da força relativa da SOL.

Se esse rompimento for confirmado, projeções técnicas apontam a próxima grande área de valor entre US$ 140 e US$ 150. A estimativa usa zonas históricas de negociação como referência. Ainda assim, esses níveis não representam alvos garantidos e dependem de novas confirmações.

No curto prazo, a faixa entre US$ 75 e US$ 78 segue sob observação como suporte importante. Dessa forma, manter-se acima dessa região ajudaria a preservar a recuperação atual. Em contrapartida, a perda desse intervalo poderia enfraquecer o momento comprador e recolocar pressão sobre o ativo.

B3 amplia derivativos e inclui futuros de Solana

Além do comportamento do preço, a Solana também se beneficia da expansão da participação institucional. A B3, bolsa de valores do Brasil, lançou contratos futuros de Solana, além de futuros de Ethereum e opções de Bitcoin.

Os contratos são liquidados em dólares e usam como referência os preços de benchmark de ativos digitais da Nasdaq. Ademais, cada contrato futuro de Solana representa 5 SOL. Assim, investidores profissionais ganham um instrumento regulado para exposição ao ativo ou hedge.

A B3 também reduziu o tamanho dos contratos futuros de Bitcoin para melhorar a acessibilidade. Com isso, a Solana passa a ocupar espaço ao lado de Bitcoin e Ethereum em um dos maiores ambientes regulados de bolsa da América Latina.

Embora produtos derivativos não determinem sozinhos a direção dos preços, eles costumam ampliar a eficiência do mercado. Afinal, aumentam as alternativas de negociação e proteção para participantes institucionais.

FullSend reduz latência na rede Solana

No campo da infraestrutura, outro avanço reforçou a atenção sobre a capacidade da Solana de atender aplicações financeiras de alto volume. A Privy, fornecedora de infraestrutura de carteiras adquirida pela Stripe, firmou parceria com a Jito Labs para lançar o FullSend.

O FullSend é um sistema de roteamento de transações desenvolvido especificamente para a blockchain Solana. Em vez de depender apenas da infraestrutura tradicional de RPC, ele encaminha as transações diretamente ao validador responsável pelo próximo bloco.

Segundo as empresas, o sistema está em produção desde janeiro e já processou milhões de transações. A taxa de sucesso informada é de 99,999% na inclusão em bloco.

Além disso, a tecnologia reduz a latência de inclusão para cerca de 50 milissegundos. Nos métodos convencionais, esse tempo fica em aproximadamente 200 milissegundos ou mais.

Para desenvolvedores de plataformas de pagamento, aplicações de negociação ou serviços financeiros, a redução pode diminuir falhas em períodos de congestionamento. Também pode simplificar o gerenciamento das transações.

Desenvolvedores que usam a infraestrutura de carteiras da Privy recebem essas melhorias sem software adicional. Atualmente, a companhia dá suporte a cerca de 140 milhões de contas em aplicações que, juntas, processam bilhões de dólares em volume mensal de transações.

Nesse meio tempo, o mercado observa se os compradores conseguirão levar a SOL acima da resistência entre US$ 85 e US$ 90. Os suportes de US$ 73 a US$ 76 e de US$ 75 a US$ 78 permanecem como referências centrais. Ao mesmo tempo, a expansão da B3 e o FullSend reforçam o pano de fundo que recolocou a Solana em evidência.