Morgan Stanley supera Wall Street no segundo trimestre

O Morgan Stanley reportou resultados do segundo trimestre de 2026 acima das projeções de Wall Street. O lucro ajustado por ação chegou a US$ 3,46, enquanto o consenso apontava US$ 2,93. Além disso, a receita trimestral alcançou o recorde de US$ 21,3 bilhões, acima da estimativa de US$ 19,7 bilhões.

Após a divulgação, as ações do Morgan Stanley, negociadas sob o ticker MS, avançavam 1,5% no pré-mercado, a US$ 231,15. Na comparação anual, o salto foi expressivo. No mesmo trimestre de 2025, o banco havia entregado lucro ajustado de US$ 2,13 por ação, sobre receita de US$ 16,8 bilhões.

Destaques do resultado do segundo trimestre de 2026 do Morgan Stanley

Lucro por ação: US$ 3,46, ante estimativa de US$ 2,93, alta anual de 62%.
Receita líquida: US$ 21,35 bilhões, acima da estimativa de US$ 19,58 bilhões, avanço de 27%.
Lucro líquido: US$ 5,58 bilhões, alta de 58%.
Banco de investimento: US$ 2,44 bilhões, acima da estimativa de US$ 2,20 bilhões, crescimento de 58%.

Fonte: Wall St Engine no X

Banco de investimento e trading impulsionam o resultado

O principal motor do trimestre foi a divisão de títulos institucionais, que somou receita recorde de US$ 11 bilhões. Assim, o segmento avançou 44,7% em relação ao mesmo período de 2025. Dentro dessa área, a receita de banco de investimento subiu para US$ 2,44 bilhões, ante US$ 1,54 bilhão um ano antes.

O Morgan Stanley participou de operações de grande porte ao longo do trimestre. A instituição atuou como principal coordenadora da oferta pública inicial da SpaceX, apontada como a maior abertura de capital já registrada. Ademais, o banco participou da estreia da Cerebras em Nova York e atuou como coordenador conjunto na captação de capital da Alphabet.

Além disso, o banco assessorou a Fertitta Entertainment na aquisição de US$ 17,6 bilhões da Caesars Entertainment. Esse fluxo reforçou a retomada das operações corporativas. Ao mesmo tempo, ampliou a visibilidade da franquia global do banco em transações estratégicas.

As receitas com negociação de ações dispararam 69%, para US$ 6,3 bilhões. Já a receita líquida com renda fixa avançou 13%. Segundo a companhia, a maior volatilidade de mercado elevou a demanda por hedge e reposicionamento de portfólio. O movimento refletiu tensões geopolíticas, incluindo conflitos entre Estados Unidos e Irã, além de oscilações no preço do petróleo.

Com efeito, esse ambiente sustentou volumes mais altos nas mesas de negociação. Além do mais, a retomada mais forte de fusões e aquisições também favoreceu o banco. Conforme a LSEG, o valor agregado das transações anunciadas de M&A somou US$ 2,8 trilhões no primeiro semestre de 2026. O montante representa avanço anual de 48% e o melhor primeiro semestre desde o início da série, em 1980.

Pipeline de ofertas segue robusto para os próximos trimestres

Além do fluxo já executado, o Morgan Stanley garantiu participação na coordenação da futura oferta pública inicial da Jersey Mike’s. Dessa forma, o banco preserva um pipeline robusto de negócios. Esse cenário pode sustentar a receita de banco de investimento nos próximos trimestres.

Gestão de fortunas supera US$ 10 trilhões em ativos

A divisão de wealth management também entregou números fortes. A receita do segmento atingiu US$ 8,9 bilhões, acima dos US$ 7,8 bilhões registrados um ano antes. Além disso, os novos ativos líquidos de clientes chegaram a US$ 148 bilhões. O número marcou um recorde para a área e representou salto anual de 150%.

Esse volume ficou muito acima de estimativas de alguns analistas, que apontavam cerca de US$ 55 bilhões. Segundo o banco, mais da metade da entrada líquida de novos ativos veio de fluxos relacionados a IPOs. Esses recursos passaram pelo canal de serviços corporativos para funcionários.

Os ativos de clientes baseados em taxas cresceram 22% e superaram US$ 3 trilhões. Em conjunto, as operações de gestão de fortunas e de investimentos elevaram os ativos de clientes do Morgan Stanley para US$ 10 trilhões. Essa era uma meta perseguida pela instituição há anos.

Os ativos de clientes autônomos administrados via E*Trade cresceram 25%, para US$ 1,8 trilhão. Em seguida, o volume médio diário de operações geradoras de receita alcançou 1,3 milhão, alta de 30% em base anual. Os saldos totais de empréstimos dentro da divisão de wealth management aumentaram 16%, para US$ 196 bilhões. Já os depósitos de clientes subiram 14%, para US$ 436 bilhões.

Lucro líquido avança 58% e ação acumula alta em 2026

No consolidado, o Morgan Stanley reportou lucro líquido de US$ 5,58 bilhões, ou US$ 3,46 por ação diluída. No mesmo período do ano anterior, o banco havia registrado US$ 3,54 bilhões, ou US$ 2,13 por ação. Portanto, o trimestre combinou receita recorde, expansão forte em trading, avanço no banco de investimento e captação robusta na gestão de fortunas.

Em 2026, as ações do banco acumulam alta de 29%, acima do avanço de 10% do índice S&P 500. No entanto, o papel ainda fica atrás do desempenho do Goldman Sachs no acumulado do ano. Para o mercado, os números reforçam uma combinação de escala, diversificação e execução.

Em suma, o banco encerrou o trimestre com receita recorde de US$ 21,3 bilhões e lucro por ação de US$ 3,46. Também registrou US$ 11 bilhões na divisão institucional, entrada líquida recorde de US$ 148 bilhões na gestão de fortunas e US$ 10 trilhões em ativos de clientes nas operações combinadas de wealth management e investment management.