Truist sobe com lucro forte no 2T e troca de CEO
A Truist Financial Corporation superou as expectativas de Wall Street no segundo trimestre. Como resultado, suas ações avançaram no pré-mercado desta sexta-feira. O banco registrou lucro por ação de US$ 1,23, acima da projeção consensual de US$ 1,08. Além disso, a receita total em base equivalente tributária atingiu US$ 5,31 bilhões, com alta superior a 5% na comparação anual.
Depois da divulgação do balanço, os papéis da Truist subiam cerca de 1,9% no pré-mercado. Antes desse movimento, a ação acumulava valorização de aproximadamente 8% em 2026. Assim, o mercado reagiu de forma positiva ao conjunto de números operacionais e financeiros.
“Continuamos aprofundando o relacionamento com clientes, crescendo em mercados atrativos e melhorando a eficiência operacional e a rentabilidade”, afirmou o CEO Bill Rogers.
Ao mesmo tempo, investidores acompanham o comportamento da ação TFC dentro do universo de ações bancárias, já que o resultado reforçou a percepção de melhora na execução da instituição.
Receitas de banco de investimento lideram avanço
O principal destaque do trimestre veio das receitas de banco de investimento e trading. A linha saltou quase 72% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse avanço ocorreu em um ambiente mais favorável para fusões e aquisições. Além disso, refletiu maior volatilidade nos mercados, fator que tende a elevar os volumes de negociação.
Ademais, a área de gestão de patrimônio também mostrou expansão relevante. A receita do segmento cresceu 7,8% no trimestre. Já a receita total não proveniente de juros avançou 17%, para US$ 1,64 bilhão. Em seguida, a receita líquida de juros, em base equivalente tributária, subiu 1% na comparação anual, para US$ 3,67 bilhões.
O lucro líquido atribuível aos acionistas ordinários alcançou US$ 1,52 bilhão. No mesmo trimestre do ano anterior, o valor havia sido de US$ 1,18 bilhão. Dessa forma, a companhia entregou melhora operacional em um momento relevante para sua trajetória estratégica.
Uma publicação também destacou os resultados do 2T de 2026 da Truist no X.
Troca de CEO entra no foco do mercado
Apesar da reação positiva ao balanço, o mercado também observa a transição de liderança na companhia. Michael Lyons, ex-CEO da Fiserv e com passagens por cargos de liderança no PNC, assumirá o cargo de CEO no lugar de Bill Rogers a partir de 1º de setembro.
Desde o anúncio da mudança, feito em junho, as ações da TFC acumulam valorização de cerca de 9%. No entanto, como seu mandato ainda não começou oficialmente, Lyons não participará da teleconferência de resultados desta sexta-feira. Assim sendo, Rogers conduz a apresentação dos números, enquanto investidores tentam antecipar a direção estratégica da instituição sob a nova gestão.
De acordo com o analista Mike Mayo, do Wells Fargo, a recomendação para a Truist segue em Equal Weight. O preço-alvo permanece em US$ 55, levemente acima dos níveis atuais de negociação. Na visão dele, Lyons pode entregar execução mais disciplinada e maior intensidade operacional, em linha com seu histórico no PNC. Além disso, Mayo avalia que áreas como banco de varejo, pagamentos e banco wholesale podem ganhar prioridade.
Por outro lado, nem todo o mercado compartilha do mesmo grau de confiança. O analista David Chiaverini, da Jefferies, mantém recomendação Underperform para TFC. Ele destaca desafios de execução como fator de cautela.
Projeções para 2026 e posição da TFC no setor bancário
A Truist projetou crescimento de receita entre 3,5% e 4% em 2026. Além disso, estimou expansão de 1,75% nas despesas não relacionadas a juros. O banco também informou que pretende direcionar cerca de US$ 5 bilhões para programas de recompra de ações. Portanto, esse ponto tende a seguir no radar dos investidores ao longo do segundo semestre.
No mercado, a ação TFC é negociada a aproximadamente 11 vezes a projeção de lucro futuro. O múltiplo fica em linha com os níveis observados entre bancos regionais dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o dividend yield anual de 3,9% permanece como o mais elevado entre os principais bancos regionais americanos.
Entretanto, mesmo após a reação positiva ao balanço, o desempenho da Truist ainda fica abaixo do principal ETF de bancos regionais no acumulado do ano. O State Street SPDR S&P Regional Banking ETF soma retorno de aproximadamente 22% em 2026. Em outro recorte comparativo citado para o ano, a Truist aparece com ganho de 12%.
A companhia entra no segundo semestre com lucro por ação de US$ 1,23, receita de US$ 5,31 bilhões e avanço de quase 72% em banco de investimento e trading. Também combina crescimento de 7,8% em gestão de patrimônio com uma troca importante de liderança marcada para 1º de setembro. Agora, o mercado avalia se a chegada de Michael Lyons poderá acelerar ganhos de eficiência e rentabilidade.